Por outro lado, a imagem do plano de fundo foi feita pela Curiosity Mars Science Laboratory em 08 de setembro de 2012 no 33º dia após o pouso na superfície de Marte observando-se o solo marciano como jamais foi visto. E também não é bobagem...
Image credit: NASA/JPL-Caltech/MSSS.

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sábado, 8 de maio de 2010

Retrato de Mãe

Dom Ramón Ángel Jara (1852-1917), Bispo de La Serena - Chile
(Escrito num álbum)
Tradução do poeta Guilherme de Almeida.

“Uma simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus; e, peia constância de sua dedicação, tem muito de anjo; que, sendo moça, pensa como uma anciã e, sendo velha, age com as forças tôdas da juventude; quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida e, quando sábia, assume a simplicidade das crianças; pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama e, rica empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos; forte, entretanto estremece ao chôro de uma criancinha e, fraca, entretanto se alteia com a bravura dos leões; viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra tôdas as dôres se apagam e, morta, tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-Ia de novo, e dela receber um apêrto de seus braços, uma palavra de seus lábios. Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher, se não quiserem que ensope de lágrimas êste álbum: porque eu a vi passar no caminho. Quando crescerem seus filhos, leiam para êles esta página: êles Ihes cobrirão de beijos a fronte e dirão que um pobre viandante, em troca da suntuosa hospedagem rece­bida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria MÃE...”


sexta-feira, 31 de julho de 2009

M de Mulher

Como se não bastasse o M de Mulher ele ainda é M de Magia,
M de Meiga, M de Magistral sem falar de M de Mãe e M de Médica.
Neste momento não estou pretendendo fazer a apologia da Mulher, pois não é o objetivo destas linhas.
O que me levou a escrever sobre a Mulher, Mãe e Médica, inicialmente foi uma pesquisa realizada pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) sob a responsabilidade do Dr. Max Grinberg. Nunca havia visto uma avaliação deste tipo mesmo que regional, focando a mulher médica e cardiologista, e também, quiçá por uma dose de influência de ler e apreciar Samantha Shiraishi e Liliane Ferrari.
Para tanto, a SOCESP entrevistou 312 profissionais que trabalham e vivem no Estado de São Paulo, para estabelecer estratégias específicas e ainda entender às suas demandas.
Verificou o papel e o perfil destas mulheres modernas que, além do exercício da medicina, são mães, esposas, filhas, enfim, tem sua indiviualidade, suas necessidades e seus anseios.
As respostas foram obtidas entre mulheres de 40 a 89 anos, entre maio e agosto de 2008 durante dois eventos realizados pela SOCESP um em São Paulo e outro em Campos do Jordão.
Do total, 56% são casadas, 30% solteiras, 6% divorciadas e 8% não informaram o estado civil.
Detalhe curioso diz respeito ao papel da cardiologista em sua família, pois constatou-se que 66% são provedoras da sua casa, contra 32% que não são; além de 2% de respostas em branco.
Talvez seja esta a informação mais diferenciada de acordo com a realidade da mulher moderna.
Com relação ao aspecto profissional 61% possuem título de especialista em cardiologia, 31% não possuem e 8% não informaram. A questão sobre a pós-graduação não foi respondida por 61% das entrevistadas. Entre as demais, 26% têm o curso lato sensu e 13% escolheram a vida acadêmica ou de pesquisa, em stricto sensu.
A área de atuação com mais mulheres cardiologistas é a clínica adulta, com 60%, seguida de pesquisa 7%, pediatria e ecocardiografia 4%, cardiologista intervencionista 3%, além das 22% atuantes em outras especialidades relacionadas a saúde cardiovascular.
Com presença maciça nas atividades científicas, 73% das entrevistadas frequentam os congressos nacionais, 18% os internacionais e apenas 9% não forneceram respostas. Ainda nesse aspecto, 37% publicam artigos científicos.
Penso que este levantamento singelo e despretencioso, porém consistente, represente a realidade que vivemos em nosso estado, que talvez seja idêntica à outros tantos e que, de qualquer forma, é motivo de orgulho para todos nós.

Viva as nossas Mulheres Médicas com M Maiúsculo.

Resumo feito a partir de artigo publicado no jornal da Socesp Julho/09.