Por outro lado, a imagem do plano de fundo foi feita pela Curiosity Mars Science Laboratory em 08 de setembro de 2012 no 33º dia após o pouso na superfície de Marte observando-se o solo marciano como jamais foi visto. E também não é bobagem...
Image credit: NASA/JPL-Caltech/MSSS.

Mostrando postagens com marcador Dúvidas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dúvidas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Imagem da semana

Os Beatles, sempre "forever"


Um conjunto de fotos inéditas, nunca publicadas dos Beatles, foram tiradas por um jovem de Washington, Mike Mitchell, quando eles fizeram seus primeiros shows nos Estados Unidos, em 1964.
São 50 fotografias em preto e branco que ficaram por 45 anos em uma caixa e agora renderam em um leilão, mais de 360 mil dólares, superando em muito as estimativas da casa de leilões Christie's, cuja previsão inicial era de que a coleção obteria cerca de 100 mil dólares. A estimativa era conservadora porque Mitchell não é um fotógrafo conhecido.
Os Beatles realizaram seu primeiro show nos EUA no Washington Coliseum em 11 de fevereiro de 1964, dois dias depois de sua legendária estréia no programa Ed Sullivan.
Com 18 anos, Mitchell estava na estação de trens quando os Beatles chegaram e documentou a histeria dos fãs. Ele também fotografou a entrevista à imprensa e ficou no palco durante todo o show no Coliseum. Meses depois, fotografou o show dos Beatles no Baltimore Civic Center.
Nesta foto aqui apresentada, tirada detrás do grupo, quando estava sendo fotografado em uma coletiva de imprensa, cada um dos Beatles aparece com uma auréola formada pelas luzes locais. Essa imagem obteve o preço mais alto e foi a última a ser vendida.
Fonte: O Estado de São Paulo, 21 de julho de 2011.
Foto: Mike Mitchell

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A foto de 2,3 milhões de dólares


Uma foto de Billy the Kid tirada do lado de fora de um bar do Novo México, perto do local onde o famoso pistoleiro foi morto, alcançou o preço de US$ 2,3 milhões em um leilão na casa de leilões Brian Lebel, em Denver nos Estados Unidos, no sábado 25 de junho passado.
A única foto reconhecidamente autêntica do célebre criminoso americano em placa de metal teria sido feita em 1879 ou 1880 em Fort Summer, no Novo México, mostra Billy the Kid em roupas de caubói e chapéu, olhando direto para câmera e descansando a mão sobre um rifle Winchester.
A foto sépia, de cinco por oito centímetros, é o único retrato de adulto que se conhece do fugitivo do Velho Oeste, também chamado William Bonney, Henry Antrim, Henry McCarty ou simplesmente "The Kid".
Esta também é a única imagem do “bandido” publicada no livro do xerife Patrick Floyd Garret, sobre como ele perseguiu e matou Billy the Kid, em 1881.
O fotógrafo anônimo fez originalmente quatro cópias idênticas, mas as outras três se perderam. A cópia única era propriedade dos irmão Stephen e Art Upham, descendentes de Dan Dendrick, grande amigo de “The Kid”, cuja família guardou e a expuseram pela última vez no Museum of New Mexico in Lincoln, em meados da década de 1980.
No final do ano passado, o governador do Novo México, Bill Richardson, negou um indulto simbólico a Billy the Kid.
"Decidi não conceder o indulto a Billy the Kid", declarou o governador ao canal ABC horas antes de deixar o cargo, em 31 de dezembro de 2010 à meia-noite.
Richardson disse que estava investigando Billy the Kid desde que assumira o cargo, em especial os informes de que o governador do então território, em 1880, Lew Wallace, havia prometido perdoá-lo. Entretanto ele disse que o perdão não seria dado devido a "incertezas (sobre a promessa) e uma ambigüidade histórica sobre o motivo pelo qual o governador Wallace teria desistido da graça".
Após a decisão, Elbert García, de 71 anos, que afirma ser bisneto de Billy the Kid, vivendo em Santa Rosa, também no Novo México disse estar decepcionado, e a lenda de Billy the Kid continuara viva como já inspirou dezenas de livros e filmes.
Figura imortalizada nos clássicos filmes de faroeste, Billy the Kid supostamente nasceu em Nova York, mas mudou com a mãe e os irmãos para o Colorado após a morte do pai.
Famoso por sua rapidez no gatilho, o bandido foi responsabilizado pela morte de 21 a 27 pessoas, foi caçado em todo o sul dos Estados Unidos e norte do México. Billy the Kid foi capturado e sentenciado à morte por enforcamento pela morte de um xerife em 1878. Entretanto conseguiu fugir, mas foi encontrado e morto pelo xerife Patrick Floyd Garret, no dia 14 de julho de 1881, e, portanto neste próximo dia 13 estará fazendo 130 anos de sua morte.
A imagem agora passará às mãos do colecionador privado William Koch, que pagou um preço seis vezes maior que os leiloeiros estavam esperando.
Fonte: abc NEWS

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A Última Ceia na quarta feira?

O professor Colin Humphreys, da Universidade de Cambridge, propõe em seu livro O Mistério da Última Ceia , que será publicado no próximo mês de junho, uma nova tese, que combina a história, a Bíblia e a astronomia.
O assunto intriga pesquisadores há séculos, pois são citadas datas diferentes para o evento em documentos diversos. Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas afirmam que a última refeição marca o início da Páscoa judaica (Pessach), enquanto no de João o evento foi antes da Páscoa judaica. “A solução que encontrei é que todos têm razão, mas que se referem a dois calendários diferentes” escreve o professor.
O calendário oficial dos judeus é o mesmo usado por eles nos dias atuais, um calendário lunar. Porém, os judeus também tinham outro calendário citado no Velho Testamento, quando Deus instrui Moisés e Arão começar o ano no dia do êxodo para o Egito. O professor Humphreys argumenta que Jesus tinha motivo para adotar o calendário de Moisés, já que sempre se apresentava como o novo Moisés.
Além da diferença entre as datas citadas nos evangelhos, há uma questão de logística: se a última ceia foi em uma quinta-feira, daria tempo de Jesus ter sido preso, interrogado e julgado antes de ser crucificado, na sexta-feira? Não seria difícil fazer tudo isso em um só dia?.
"Os especialistas em Bíblia e os cristãos acreditam que a Última Ceia começou depois do pôr do sol de quinta-feira e que a crucificação foi realizada no dia seguinte, às 9h. O processo de julgamento de Jesus aconteceu em várias áreas de Jerusalém. Os especialistas percorreram a cidade com um cronometro para ver como podiam ocorrer todos os acontecimentos entre a noite de quinta-feira e a manhã de sexta-feira: a maioria concluiu que era impossível", enfatiza o professor catedrático de Cambridge, segundo trechos do livro.
Portanto o professor Humphreys conclui: “A Última Ceia de Jesus Cristo aconteceu, na verdade, na véspera da quinta-feira santa, no dia 1 de abril do ano 33 exatamente no dia anterior ao que se julgava ser”.


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ervas chinesas: verdades mitos e crendices

Pesquisa feita no Instituto de Medicina Molecular, Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas descobriu as razões pelas quais um conjunto de ervas medicinais usadas na medicina tradicional chinesa é tão eficaz para proteção contra doenças do coração.
Os cientistas fizeram testes com as plantas chinesas DanShen, GuaLou e várias outras. As fórmulas com plantas medicinais chinesas indicadas para problemas cardiovasculares são compostos feitos com várias ervas que misturam de três até 25 plantas diferentes.
A explicação para os bons resultados dessas plantas está no fornecimento de grandes quantidades do óxido nítrico, um composto que comprovadamente já sabemos dilata as artérias.
O óxido nítrico é crucial para o mecanismo de regulação do sistema cardiocirculatório, porque ele sinaliza para que as paredes internas dos vasos relaxem o que facilita o fluxo de sangue através de todo o sistema sanguíneo e do coração. Essa molécula-mensageira diminui a pressão sanguínea e reduz a formação de “aglomerados” e placas que se depositam nas paredes das artérias.
Os resultados do estudo mostraram que as plantas medicinais chinesas estudadas têm profundo impacto na bioatividade do óxido nítrico primariamente por meio da sua ativação nas paredes internas dos vasos sanguíneos, mas também por meio de sua capacidade de converter nitreto e nitrato em óxido nítrico, explica o Dr. Nathan S. Bryan, um dos autores da pesquisa que foi publicada no conceituado Free Radical Biology & Medicine.
Os preparados de ervas medicinais estão entre os principais componentes da medicina tradicional chinesa, juntamente com a acupuntura e a massagem. "As ervas tradicionais chinesas têm levado à descoberta de medicamentos seguros contra o câncer, as doenças cardiovasculares e o diabetes", afirma Thomas Caskey, outro membro da equipe.
Os cientistas testaram também as formulações com ervas chinesas vendidas na forma de cápsulas e tabletes. "Cada uma das plantas medicinais chinesas testadas nos ensaios apresentaram efeitos de relaxamento dos vasos sanguíneos em alguma medida," diz o estudo.
O próximo passo agora é efetuar os mesmos estudos em pacientes que já desenvolveram problemas cardíacos, a fim de verificar o potencial de auxílio terapêutico dessas ervas tradicionais chinesas. Em seguida eles pretendem identificar os componentes ativos das ervas, a fim de que possam ser sintetizadas e se for o caso, disponibilizadas em larga escala.
Para alongarmos neste assunto seríamos obrigados a abordar as questões ligadas à Biodiversidade Amazônica, que além de muito complexa é também muito extensa, e vai ficar para uma próxima vez.
Vamos aguardar...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Para salvar o planeta, salvem os oceanos

No próximo dia 22 estaremos comemorando do Dia Mundial da Água.
Será sem dúvida um dia repleto de eventos relativos à preservação da água em todo ou quase todo o mundo, e no dia seguinte tudo cairá no esquecimento. As pessoas, como os países e seus respectivos governos ainda não acordaram para a questão ecológica no sentido mais amplo possível, com o foco da autodestruição do planeta.
Casos esporádicos, muitas vezes vindo de países que não são a grande liderança mundial, mas seguramente muito ricos, anunciam projetos que realmente são não só revolucionários, como ecológicos num sentido amplo, que poderão ter um impacto muito grande, especialmente se forem entendidos pelos países do primeiro mundo, ou G8 ou G20, ou enfim pelos países que comandam os destinos da humanidade.
Em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos está sendo projetado um edifício de 10MW, o que significa que produzirá dez vezes a energia que consome.
O arranha-céu de 50 andares e 130.00 m2 será equipado com três sistemas de captação de energia que, ao todo, produzem 10MW. Que é dez vezes o consumo do edifício, o que significa que o prédio ainda poderia fornecer energia aos vizinhos.
Baseados em previsões meteorológicas, os designers acreditam que a torre poderá operar 2.400 horas por ano, num total de 20.000MWh liberados em 365 dias. Pelos cálculos, em 20 anos, o edifício "zeraria" os impactos energéticos causados em sua construção (360.000MWh) graças à geração de energia limpa.
Voltando a água que é o nosso tema, em um post anterior intitulado A comida de Deus e o fundo do mar eu defendi a teoria da importância do mar na história da evolução e do futuro da humanidade.
Muitos entendem estas minhas convicções com reservas ou então com alguma dúvida da minha sanidade.
Exatamente por isto não poderia deixar passar esta matéria escrita por Dan Laffoley, e publicada no THE NEW YORK TIMES, que passo a transcrever na sua íntegra, inclusive com a foto que é bastante ilustrativa.

Apesar das muitas decepções nas recentes conversações sobre o clima em Copenhague, houve pelo menos um resultado positivo claro, e esse foi o progresso alcançado na área de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (Redd). Por esse mecanismo, que teve elementos-chave acertados em Copenhague, países em desenvolvimento serão compensados por preservar florestas, solos de turfa, pântanos e campos que são eficientes na absorção de dióxido de carbono (CO2), o principal gás associado ao aquecimento global.
Essa abordagem, que explora o poder da própria natureza, é uma maneira econômica de armazenar grandes quantidades de carbono. Mas o programa é limitado porque inclui somente esses sumidouros de carbono encontrados em terra. Precisamos agora olhar para oportunidades parecidas nos oceanos para atenuar as mudanças.
Talvez poucos saibam, mas além de produzir a maior parte do oxigênio que respiramos, o oceano absorve cerca de 25% das emissões anuais de CO2. Metade dos estoques de carbono do mundo é retido em plâncton, manguezais, pântanos salgados e outras ecossistemas de vida marinha. Assim, é pelo menos tão importante para o clima preservar essa vida oceânica como preservar florestas.
Os campos de plantas marinhas, por exemplo, que florescem em águas costeiras rasas, respondem por cerca de 15% do armazenamento oceânico total de carbono, e florestas submarinas de algas armazenam quantidades enormes de carbono, como as florestas terrestres. O sumidouro de carbono natural mais eficiente de todos não está em terra, mas no oceano, na forma da Posidonia oceanica, uma espécie de grama marinha que forma vastos campos submarinos que ondulam às correntes marítimas como os campos de gramíneas em terra ondulam ao vento.
Em todo o mundo, hábitats costeiros como esses estão sendo perdidos por causa da atividade humana. Áreas extensas foram alteradas por aterros e fazendas de criação de peixes, enquanto a poluição costeira e a pesca em excesso têm danificado ainda mais os hábitats e reduzido a variedade de espécies. Já está claro que essa degradação não só afetou o ganha-pão e o bem-estar de mais de 2 bilhões de pessoas dependentes de ecossistemas costeiros para se alimentar, como reduziu a capacidade de armazenar carbono desses ecossistemas.
Existe uma dupla razão para se administrar melhor regiões costeiras e oceanos. Esses hábitats vegetais saudáveis ajudam a atender às necessidades das pessoas que estão se adaptando às mudanças climáticas e reduzem o acúmulo de gases do efeito estufa ao armazenarem CO2. Os países deveriam ser estimulados a criar áreas marinhas protegidas - isto é, reservar partes da costa e do mar onde a natureza possa prosperar sem uma interferência humana indevida - e fazer tudo ao seu alcance para recuperar pântanos marinhos, florestas de algas e campos de grama marinha.
Administrar esses hábitats é bem menos dispendioso do que tentar sustentar linhas costeiras depois que os danos foram feitos. Manter faixas de manguezais saudáveis na Ásia com uma gestão cuidadosa, por exemplo, revelou-se custar apenas um sétimo do que teria custado erguer defesas costeiras artificiais contra tempestades, ondas e forças de maré.
As discussões em Copenhague aplainaram o caminho para todos os países melhorarem a administração de oceanos e costas para explorar seu imenso potencial para mitigar as mudanças climáticas - especialmente na nova década, enquanto políticos, cientistas e engenheiros no mundo desenvolvem estratégias de longo prazo para estabilizar a concentração atmosférica de gases do efeito estufa.
Nas negociações contínuas sobre clima, as nações deviam agora tornar prioritária a produção de um único mapa do mundo que documente todos os tipos de sumidouros de carbono costeiros, e identifique os que necessitam de uma preservação mais imediata. Novos estudos devem ser realizados para melhor compreender como administrar de maneira efetiva essas áreas para aumentar o sequestro de carbono. Depois, seguindo o exemplo de Redd, será possível estabelecer fórmulas para compensar países que preservem sumidouros de carbono fundamentais nos oceanos.
Precisamos trazer urgentemente o oceano para a agenda junto com as florestas para podermos ajudar, o quanto antes, os oceanos a nos ajudarem.
Dan Laffoley é vice-presidente para assuntos marinhos da Comissão Mundial de Áreas Protegidas da União Internacional para a Conservação da Natureza, e especialista em temas marinhos da Natural England.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Novamente as farmácias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) editou em agosto de 2009, novas regras para a comercialização e dispensação de medicamentos, bem como restringiu os produtos que podem ser oferecidos pelas farmácias, com a exclusão de itens tipicamente de conveniência, como refrigerantes e alimentos não classificados como remédios. Estas regras ainda não estão sendo aplicadas na prática, porque as grandes redes de farmácias e drogarias conseguiram uma liminar e portanto não estão mais obrigadas a cumprir os itens 9 e 10 da Resolução nº 44, que são os mais polêmicos instituídos pela ANVISA,o que entretanto não quer dizer que assim será indefinidamente, pois a Agência entrou com recurso.
Porque estamos falando da Farmácia ou Drogarias transcrevo literalmente a definição de seu significado segundo o dicionário Aurélio versão Século XXI:

Farmácia
[Do gr. pharmakeía, pelo lat. tard. pharmacia.]
S. f.
1. Parte da farmacologia que trata da maneira de preparar, caracterizar e conservar os medicamentos.
2. Estabelecimento onde se preparam e vendem medicamentos. [Sin., desus., nesta acepç.: botica. ]
3. Profissão de farmacêutico.
4. Setor de hospital em que se guardam medicamentos.
5. Conjunto de medicamentos que se têm em casa, num colégio, numa repartição, etc., para uso no tratamento de leves indisposições, ou em primeiros socorros.

Farmácia galênica. Farm.
1. Ramo da farmácia (1) em que se estudam os medicamentos de composição não definida, a manipulação das formas farmacêuticas (q. v.) e das receitas [ v. receita (4) ] .

Drogaria
[De droga + -aria.]
S. f.
1. Estabelecimento onde se vendem drogas [ v. droga (1 a 3) ] .
2. Porção de drogas [ v. droga (5) ] .


Para aqueles que por qualquer motivo não gostam do Aurélio fui buscar o significado que está no Michaelis, versão do UOL que transcrevo a seguir:

farmácia
far.má.cia
sf (gr pharmakía, pelo lat) 1 Arte que ensina a conhecer e conservar as drogas e a preparar os medicamentos. 2 Estabelecimento onde se preparam ou vendem os medicamentos. Neste sentido, antigamente, a palavra mais usual era botica. Por ext: drogaria. 3 Profissão de farmacêutico. 4 Coleção de medicamentos. 5 pop Mistura de bebidas alcoólicas.


drogaria
dro.ga.ri.a
sf (droga+aria) 1 Quantidade de drogas. 2 Comércio de drogas. 3 Loja onde se vendem drogas.


Pois é, parece nem haver necessidade de discutir o tema, entretanto houve com o passar do tempo uma grande inversão de valores de forma tal que as Farmácias foram completamente descaracterizadas e por questões comerciais tornaram-se lojas de conveniências, com a anuência ou vista grossa da própria ANVISA.
Está havendo excessiva defesa para a manutenção das lojas de conveniência, deixando-se de lado a questão central, que é a função da farmácia, pois não se trata de limitar os produtos no ponto de venda, mas sim resgatar seu papel principal, que é o da atenção farmacêutica.
Eu pessoalmente como médico, venho observando que as Farmácias de Manipulação estão tomando o lugar destas atuais Farmácias e Drogarias.
Soro fisiológico a água destilada são dois produtos que praticamente não se encontram mais nas farmácias e elas próprias já informam que poderão ser encontrados em Farmácias de manipulação ou casas de material médico cirúrgico.
Em países do primeiro mundo, além da obrigatoriedade da venda exclusiva de remédios, é exigido que o farmacêutico seja o proprietário do estabelecimento, respondendo por ele integralmente, inclusive com sua presença física permanente.
Estabelecimentos de conveniência, cuja experiência é muito bem sucedida nos postos de gasolina, realmente devem sair das farmácias e neste aspecto a ação da ANVISA acertou em cheio.
Entretanto como tudo ou quase tudo neste nosso maravilhoso país, as medidas tomadas acertam pela metade. Na mesma instrução a ANVISA determina que os medicamentos não podem mais ficar a disposição das pessoas para serem escolhidos e devem passar para dentro do balcão, o que obriga o cidadão a pedir o medicamento para o “Farmacêutico”.
Esquece a ANVISA que este “farmacêutico” é apenas um balconista que casualmente está trabalhando numa farmácia, pois até ontem era balconista de uma loja de ferragens e talvez amanhã vá para um açougue. Isto não me parece ingenuidade, mas sim falta de inteligência.
Como se não bastasse a interferência deste ser humano, vamos ter que conviver com a complexidade da propina “interlaboratorial”, que faz com que o nosso pedido seja mudado por outro melhor remunerado.

Explico: Eu quero 20 comprimidos de Nova Algina.
Porque o senhor não leva Nevra Algina que é a mesma coisa e muito mais barato?
Eu que pegava minha Nova Algina na gôndola sem dar satisfação para ninguém, agora vou ter que brigar com o “farmacêutico balconista”.
Pior ainda: o que é bom para dor de cabeça?
Ibuprofeno plus extra 3 ao dia. Pronto está feita a besteira.

Por tudo isso, a ação da ANVISA é bem vinda em termos de frear a falta de limites e os abusos que assistimos no mesmo espaço destinado aos remédios, onde encontramos alimentos, bebidas, material de limpeza, enfim tudo que podemos precisar numa madrugada fria.
A função da Agência como órgão regulador no meu entender é a atenção a quem precisa de medicamentos, combater a automedicação e outras práticas semelhantes, fazendo com que a farmácia volte a ser uma unidade de saúde.
A questão aqui pode parecer simples, mas não é, envolve toda a cadeia da indústria farmacêutica, desde a patente, a produção, distribuição, estoque, logística até o consumo final. Se levarmos em consideração as dimensões do Brasil, o assunto torna-se mais complexo ainda e teremos que considerar a questão do roubo de cargas.
Somente com o apoio da sociedade, das entidades que de alguma forma estão envolvidas com a questão da saúde e dos meios de comunicação poderemos ter novamente a farmácia cumprindo o papel de farmácia, com o único objetivo de servir a comunidade.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Mulher

Informo a todos que ganhei na loto,
na loteria esportiva e no bingo.
Ganhei na mega-sena, sim, senhor!
Achei um trevo de quatro folhas e
caminhei até o fim do arco-iris:
o pote de ouro é meu.
Olhei pro céu e vi
a estrela cadente:
fiz o pedido,
concedido!
Furei a pedra: petróleo!
Cavei o chão: diamantes!
Olhei pra ela e ela sorriu.
Brinquei. Riu.
Amei.
Amo.
Amélia.

Este poema foi copiado do Suplemento Cultural que acompanha a revista da Associação Paulista de Medicina.
Por um descuido que não é o meu hábito, perdi o nome do autor e a data em que foi publicado.
Fiquei na dúvida em não publicar pela falta de dados, ou publicar anotando as restrições apontadas. Pela simplicidade, beleza, afeição, carinho e ternura destas linhas escolhi a segunda opção.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Biometria é pouco

A biometria se baseia na idéia de que alguns traços físicos são exclusivos de cada ser humano. A partir deste pressuposto, os equipamentos atuam no sentido de capturar amostras por meio da íris, retina, dedo, rosto, veias da mão, voz e até odores do corpo. Essas amostras são transformadas em um padrão, que poderá ser comparado para futuras identificações.
Até certo tempo não muito distante a biometria era vista como uma boa solução para a identificação das pessoas ou até mesmo para substituir códigos para evitar a costumeira empresta de senhas.
Uma das gigantes na fabricação de notebooks saiu na frente com uma linha em que o fato de ligar a máquina não significava que ela estava pronta para uso, pois ela estaria solicitando a biometria de seu proprietário para abrir o sistema operacional. É evidente que era possível cadastrar mais de uma pessoa para o uso da máquina.
Porém uma destas máquinas foi furtada e juntamente com ela o dedo indicador direito de seu dono. O passo seguinte foi desenvolver a termo-biometria, pois o dedo do ser humano tem temperatura em torno de 37ºC o que não acontece quando ele é amputado. Entretanto não é impossível que os nossos geniais bandidos desenvolvam um dispositivo para aquecer o dedo.
Assim sendo parece que o velho cadeado e corrente continua sendo um método eficiente, porém dizem as estatísticas que a maioria absoluta das invasões de arquivos estratégicos e/ou confidenciais acontecem dentro das próprias empresas, e nestes casos também a biometria pode ser uma excelente alternativa de segurança, já que permite que o acesso a um computador ou mesmo a um departamento da empresa seja feito apenas pelas pessoas devidamente autorizadas.
Recentemente de uso da anatomia das veias das mãos, chamada de biometria vascular, já está sendo aplicada em países como Japão, EUA e França, vem mostrando, mais precisão e segurança na autenticação do usuário em relação a outros sistemas como a digital (dedos)
É fato que cada ser humano tem um padrão único de veias e o fato dessa estrutura estar dentro do corpo, dificulta a fraude. Estudo realizado pelo IBG (International Biometric Group) prevê um movimento de US$ 9, 37 bilhões em biometria até o ano de 2014.
No Japão, desenvolve se um protótipo de leitor biométrico das veias do dedo para que o usuário possa dar partida em seu carro, além de pesquisas para que o equipamento, batizado de Finger Vein Reader, já é aplicado em ATMs e em soluções de controle de acesso a cofres e substituição de cartão de ponto.
A higiene foi apontada como uma das vantagens da biometria vascular, uma vez que a identificação é feita sem nenhum contato físico do usuário pois sua mão fica a cerca de 3 cm do aparelho e o padrão de veias é detectado através de raios infravermelhos. A partir daí, o sistema gera um template, que é gravado em um cartão ou em um banco de dados, sem qualquer tipo de constrangimento para o usuário.
Ainda seguindo essa linha de dar segurança e facilitar a vida do usuário e das instituições que buscam proteção contra fraudes um smart card que combina os recursos da biometria com a certificação digital será bem vindo, porém co todas as restrições do custo não só da leitora do cartão associado a biometria, que gira em torno de us$ 300,00-400,00, sem contar com o significativo aumento do custo da confecção do cartão contendo as informações biométricas para comparação.
No aspecto prático esta associação de certificação digital com biometria sem dúvida traria uma maior segurança para qualquer sistema que viesse adotá-la, entretanto a um custo muito elevado, o que no momento não se apresenta como uma solução viável e de massa.
O gestor de TI de renomada instituição hospitalar disse: “Certificação é uma meta do projeto de Prontuário Eletrônico, que concluímos recentemente. Embora não tenha uma data certa para iniciá-lo, o uso do Prontuário Eletrônico só tem sentido com a certificação digital”, destaca Klaiton Luís Ferretti Simão, gerente de Tecnologia da Informação do Hospital Samaritano. Simão explica que um dos objetivos é utilizar a biometria ao invés do cartão para autenticação da assinatura. “Estamos avaliando se a biometria é considerada válida pelo conselho Federal de Medicina antes de buscarmos pela solução de mercado”.
Evidentemente esta afirmação é um equívoco, pois em nenhum momento foi cogitada por qualquer órgão normativo, a substituição da certificação pela biometria.
Por outro lado aeroportos britânicos estão testando scan facial de passageiros para o controle de acesso de pessoas nos mais diversos ambientes e situações.
Não devemos nos esquecer que a biometria pode ser aplicada nos mais variados dispositivos, desde o mais elaborado sistema de automação até uma simples fechadura eletrônica, sendo que esta descarta a necessidade de chaves, possibilita também o controle de ponto de funcionários nas empresas, substituindo cartões, crachás ou senhas, e dificulta ou impede o acesso de pessoas não autorizadas a locais específicos. Integrada a sistemas de automação, pode ser utilizada para abrir uma porta, ligar o som ambiente, o ar-condicionado ou as luzes, fazer uma ligação ou mesmo enviar um e-mail para uma central de monitoramento, notificando um assalto.
Será que devemos pensar que toda esta evolução foi impulsionada pelas mentes doentias dos nossos ladrões?