Por outro lado, a imagem do plano de fundo foi feita pela Curiosity Mars Science Laboratory em 08 de setembro de 2012 no 33º dia após o pouso na superfície de Marte observando-se o solo marciano como jamais foi visto. E também não é bobagem...
Image credit: NASA/JPL-Caltech/MSSS.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Grãos de areia como jamais foram vistos

 Foto Gary Greenberg
 O professor Gary Greenberg, diretor do Laboratório de Microscopia e Microanálise do Instituto de Astronomia na Universidade do Havaí (EUA), fotografa grãos de areia e amplia as imagens mais de 250 vezes, revelando estruturas de formatos inusitados e cores vivas.
Greenberg, que fotografa grãos de areia há dez anos, é originalmente fotógrafo e cineasta, mas mudou-se de Los Angeles para Londres na década de 1970 com o objetivo de tornar-se doutor em pesquisa biomédica pela London's Global University em Londres.
Greenberg afirma que fotografar os grãos é uma tarefa complicada, já que os microscópios especiais que ele utiliza produzem imagens tridimensionais, mas têm pouca profundidade de campo, dificultando a obtenção do foco.
Esta limitação é superada fotografando uma série de imagens tomadas com focos distintos. Para produzir uma imagem totalmente em foco, um programa de computador analisa cada imagem captada na série, seleciona as que estão bem focadas e descarta as demais, conta o professor.
O especialista diz que os grãos trazem consigo histórias sobre a geologia, a biologia e a ecologia da região de onde se originam.
Uma amostra deste belo trabalho pode ser visto em sua galeria clicando aqui.
Fonte: BBC

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Nano marca-passo


O engenheiro eletrônico colombiano Jorge Reynolds Pombo deixou seu nome gravado na história da medicina com a invenção do primeiro marca-passo de eletrodos internos, em 1958.
O marca passo na época pesava quase 50 kg e precisava da energia de uma bateria de automóvel para funcionar.
Em 19 de agosto passado, durante o 4º Salão de Inventores e Alta Tecnologia em Medellín, na Colômbia, Reynolds anunciou o lançamento de um dispositivo que mede um terço de um grão de arroz e que funciona sem bateria, como sendo o Nano marca-passo.
Reynolds disse que o dispositivo foi um trabalho de 11 anos do grupo de pesquisa “Acompanhamento do Coração Via Satélite”, ligado ao governo da Colômbia e conta com o apoio do Instituto de Tecnologia de Taiwan e varias universidades dos Estados Unidos e de alguns países europeus.
O instituto taiwanês foi o responsável pela fabricação do dispositivo, e de sua miniaturização, feita em grau extremo.
O nano marca-passo, segundo seu criador, poderá ser implantado facilmente em uma cirurgia ambulatorial e com a grande vantagem de não usar baterias, pois a energia necessária para seu funcionamento será gerada pelas contrações do próprio coração.
Por meio de uma conexão wireless, por RFID, é possível que o aparelho envie seus dados para o computador do médico, sem qualquer conexão direta com o nano marca-passo.
Nos próximos meses serão iniciados os testes com animais e em cinco anos poderá ser implantado em seres humanos, com custo estimado em torno de US$ 1.000 valor muito inferior aos US$ 12.000 que custam em média os aparelhos de hoje, muito maiores e grandes consumidores de bateria.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Imagem da semana

Chuva de meteoros como poucos podem ver


Na sexta-feira, 12 de agosto milhares de observadores, especialmente no hemisfério norte, puderam assistir o auge da chuva de meteoros Perseides, que acontece todos os anos.
Os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional também admiraram o espetáculo e, registraram um dos meteoros entrando na atmosfera.
Ron Garan, que desde abril mora na ISS, o mesmo astronauta que obteve a imagem da Lua que publicamos no último 10 de agosto, desta vez fotografou o momento em que um único corpo incandescente percorre a atmosfera em sua queda em direção a Terra. Observe que a foto é diferente daquelas que estamos habituados a ver, pois como Garan estava no espaço, o meteoro se afastava dele, enquanto na Terra, quando observamos as estrelas cadentes, elas estão se aproximando de nós.
Se você tem interesse em acompanhar as imagens clicadas por Ron Garan é só acompanhá-lo no Twitter @Astro-Ron, ou então a coleção da própria NASA clicando aqui.
Image Credit: NASA

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Imagem da semana

O nascer do Sol como poucos podem ver


Esta imagem do Sol nascente foi obtida pelo astronauta Ron Garan, da Expedition 28 a bordo da International Space Station (ISS), no dia 27 de agosto passado, posicionada entre o Rio de Janeiro, Brasil e Buenos Aires, Argentina.
Esta e outras tantas imagens espetaculares são vistas 16 vezes por dia, pois a ISS completa uma orbita em torno da Terra a cada 90 minutos.
Image Credit: NASA

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Reabastecimento por robô


Nesta ultima viagem, a Atlantis levou em sua carga, entre outros, equipamentos que custaram algo em torno de 22,6 milhões de dólares, e foram instalados no exterior da Estação Espacial Internacional (ISS) durante uma caminhada espacial de 7 horas na terça-feira, 12 de julho.
A Missão Robótica de Reabastecimento estará usando o robô Dextre, da Estação Espacial Internacional, para testar ferramentas de reabastecimento e reparo de satélites já existentes, e que não foram projetados para serem reaproveitados.
Com o fim do programa de ônibus espaciais, o governo dos Estados Unidos pretende estimular o desenvolvimento do transporte espacial privado, e também lançar as bases para todo um novo setor destinado à manutenção de satélites em órbita.
Na foto acima você pode ver o equipamento antes do embarque e na de baixo durante sua instalação definitiva na ISS.

Image Credit: NASA

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ir ao hospital é mais arriscado do que viajar de avião

A noticia não é nova e a comparação menos ainda. Entretanto a Organização Mundial da Saúde nunca foi tão enfática e explicita como em 22 de julho passado.
Milhões de pessoas morrem todos os anos em função de erros médicos e infecções adquiridas em hospitais. Nesta situação o risco de morrer é de um para 300 pacientes, enquanto em um acidente aéreo, seria de um em 10 milhões de passageiros.
Já o erro médico propriamente dito tem chance de ocorrer em uma de cada dez pessoas, o que demonstra que a saúde em geral, ainda tem um longo caminho a percorrer, segundo Liam Donaldson, da OMS.
Com relação às infecções adquiridas dentro de um hospital, por exemplo, mais de 50%, poderiam ser prevenidas se os profissionais de saúde lavassem as mãos com água e sabão ou com uma loção à base de álcool antes de tratar dos pacientes.
De cada 100 pacientes hospitalizados em um determinado momento, sete em países desenvolvidos, e dez em países em desenvolvimento irão adquirir pelo menos uma infecção associada ao tratamento médico. Quanto maior o tempo de permanência de um paciente na UTI, maiores são os riscos de ele adquirir uma infecção, alerta a OMS. O uso de dispositivos como cateteres, sondas urinárias e ventiladores, estão associados com altos índices de infecção, motivo pelo qual se recomenda seu uso pelo tempo estritamente necessário.
Nos Estados Unidos, a cada ano, 1,7 milhão de infecções são adquiridas em hospitais, causando 100.000 mortes. O índice é muito maior do que na Europa, onde 4,5 milhões de infecções causam 37.000 mortes, de acordo com a OMS.
“A saúde é, inevitavelmente, um negócio de alto risco, porque as pessoas estão doentes, e os cuidados modernos são feitos de maneira rápida, em um ambiente de grande pressão, envolvendo tecnologia muito complexa com uma quantidade muito grande de pessoas. O professor Liam Donaldson costuma dizer que uma operação cardíaca, por exemplo, pode envolver uma equipe de até 60 pessoas, que é quase o mesmo número de pessoas necessárias para projetar um avião.
De acordo com Benedetta Allegranzi, da OMS, os riscos são ainda mais altos em países em desenvolvimento, com cerca de 15% dos pacientes adquirindo infecções, e tanto maior quanto mais próximo das áreas de risco dos hospitais, tais como UTIs e unidades neonatais.
Cerca de 100.000 hospitais pelo mundo adotaram o “check list” de controle de segurança emitida pela OMS, que, tem reduzido complicações cirúrgicas em 33% e mortes em 50%. Se fosse usada em todo o mundo, essa lista de controle poderia prevenir cerca de 500.000 mortes todos os anos. Este check list não é diferente na sua estrutura do mesmo check list usado pelas linhas aéreas de uma forma geral. Seria então simples deduzir, que nós pacientes gostaríamos de estar em um hospital que adotasse este procedimento no seu controle de qualidade de base.
Como de uma forma geral as empresas aéreas adotam princípios básicos de controle de qualidade, e os hospitais não, está então explicado o titulo deste post.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Imagem da semana

A Lua como poucos podem ver


Esta imagem da Lua foi obtida pelo astronauta Ron Garan, da Expedition 28 a bordo da International Space Station (ISS), no dia 31 de julho passado. Esta e outras tantas imagens espetaculares são vistas 16 vezes por dia, pois a ISS completa uma orbita em torno da Terra a cada 90 minutos.
Image Credit: NASA

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Telefone celular e câncer - Parte III


Continuação...
Portanto os riscos são pequenos, e você não precisa jogar seu celular fora para evitar o problema. Bastam oito pequenas mudanças nos seus hábitos, para reduzir sua exposição à radiação sem prejudicar sua produtividade.
1- Você terá exposição muito menor à radiação se ao invés de encostar o telefone na orelha, usar um headset Bluetooth, ou os fones de ouvido com microfone no cabo que acompanham boa parte dos aparelhos hoje em dia ou se possível usar o viva-voz. A Apple, por exemplo, aconselha os usuários a segurar seus iPhones a uma distância de cerca de 1,5 cm da cabeça.
2- Homens devem evitar manter seus smartphones no bolso da calça ou presos ao cinto, uma vez que há estudos que relacionam o uso de celulares a uma redução na quantidade e qualidade dos espermatozóides; isto evidentemente para aqueles que pretendem serem pais.
Se você for mulher e estiver grávida, não vejo porque se arriscar colocando um celular perto da barriga, apesar de não haver estudos que relacionam como a radiação emitida pelos celulares pode afetar fetos em desenvolvimento.
3- Há menos radiação envolvida no envio de uma mensagem de texto do que em uma chamada, portanto sempre que possível mande SMS em vez de falar.
4- Não há necessidade de manter o celular ligar o tempo todo, especialmente à noite. Mas, você acha que pode ser chamado, ou receber uma mensagem importante não mantenha o celular perto do travesseiro, e muito menos para usá-lo como um despertador, prefira usar um despertador tradicional ou rádio-relógio.
5- Nas áreas com “sinal fraco” o celular faz um “esforço extra” para se comunicar com a torre (aumentando a potência das transmissões), o que pode aumentar sua exposição à radiação, portanto evite usá-lo nestes locais.
6- Os níveis SAR (Specific Absorption Rate, ou Taxa de Absorção Específica) representam quanto da energia emitida por um aparelho é absorvida por seu corpo. Ainda assim, comparar estes níveis não é como contar as calorias da sobremesa. O nível não é sempre o mesmo e varia de acordo com cada uma das funções que um celular pode desempenhar enquanto você conversa, manda mensagens de texto ou usa um aplicativo em um smartphone, e cada atividade envolve um nível de sinal diferente. A cnet publica uma lista freqüentemente atualizada com os aparelhos com os maiores e menores níveis de radiação.
Portanto procure aparelhos com baixos níveis de SAR.
7- Se a radiação não-ionizante pode afetar os cérebros dos adultos, então pode provavelmente afetar ainda mais os cérebros das crianças, que ainda estão em desenvolvimento. Se você quer deixar seu filho ou filha brincar com um joguinho no celular, coloque o aparelho no modo avião, o que desliga todas as interfaces sem fio e encerra as transmissões de radiofreqüência.
8- É possível encontrar em revistas, na TV e na internet inúmeros anúncios de produtos que “protegem” o corpo contra radiação eletromagnética (EMF). Mas não há prova de que um simples adesivo ou medalhão possa funcionar como um “bloqueador de radiação”. Não acredite, pois na verdade, alguns desses produtos podem forçar o celular a emitir mais radiação, na tentativa de compensar algum bloqueio de sinal.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Telefone celular e câncer - Parte II


Continuação...
A maioria dos cientistas concorda que não há um veredito definitivo sobre se os celulares ameaçam nossa saúde, e como a radiação emitida pelos celulares é não-ionizante, ao contrário da emitida por uma explosão nuclear ou uma máquina de Raios X, a opinião geral é de que a única forma dela danificar tecido humano é se um celular superaquecer.
Mas ao mesmo tempo, poucos especialistas podem afirmar com certeza que usar um rádio de microondas bidirecional próximo ao seu corpo é absolutamente seguro. Afinal, campos eletromagnéticos desempenham grande papel no funcionamento de nosso organismo, então quem garante que a radiação eletromagnética não nos afeta?
O painel da OMS analisou pesquisas que incluem os resultados de um estudo com uma década de duração, realizado pela Interphone, que no geral não conseguiu estabelecer uma conexão entre os tumores cerebrais e o uso de telefones celulares. Entretanto, o painel de cientistas notou que outro estudo correlacionou 30 minutos ou mais de conversa diária ao celular a um risco 40 por cento maior no surgimento de gliomas ao longo de 10 anos. E um terceiro estudo, publicado em fevereiro pelo Journal of the American Medical Association, mostrou que a radiação emitida pelos telefones celulares modifica a química cerebral, causando um aumento nos níveis de glicose. 
Alguns grupos acusam a indústria de telefonia móvel de transformar os 5 bilhões de usuários de celulares em todo o mundo em cobaias. Entre eles está Devra Davis, uma epidemiologista que fundou o Enviromental Health Trust e escreveu o livro Disconnect: The Truth About Cell Phone Radiation (Desconexão: A verdade sobre a radiação dos telefones celulares). Ela sugere que muitos pacientes que sofrem de tumores cerebrais raros também fazem uso intenso de telefones celulares. 
Portanto os riscos são pequenos, e você não precisa jogar seu celular fora para evitar o problema. Bastam oito pequenas mudanças nos seus hábitos, para reduzir sua exposição à radiação sem prejudicar sua produtividade. 
Continua...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Telefone celular e câncer - Parte I



Pela primeira vez, um estudo sério é publicado fazendo um alerta sobre possível mal causado pela telefonia móvel.
A radiação emitida por telefones celulares pode ser um fator causador de câncer, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que até esta terça-feira dizia que os aparelhos não apresentavam riscos à saúde. A mudança de opinião aconteceu porque a Agência Internacional de Pesquisa do Câncer, vinculada à OMS, diz ter encontrado um vínculo entre a radiação emitida pelos telefones celulares e um risco maior de um tipo de tumor cerebral chamado glioma.
O anúncio pulicado em 31 de maio de 2011 no Press Release nº 208 não é resultado de novas pesquisas, mas sim de uma nova interpretação de estudos já existentes, feita por um painel de 31 cientistas de 14 países, trabalhando em conjunto durante uma semana.
A radiação emitida pelos telefones celulares cai na terceira categoria de uma escala de cinco categorias de risco (do maior risco para o menor), chamada de potencialmente cancerígena, onde por exemplo a radiação ionizante, solar e ultravioleta classificada como cancerígena pertence a primeira categoria.
Para deixar claro, o que a OMS quis dizer não significa que os telefones celulares causam câncer, mas que existem indícios de uma conexão entre ambos, e que mais estudos são necessários para uma conclusão definitiva. Mas a mudança de postura da OMS, é o equivalente científico de um "por via das dúvidas, vamos olhar isto com mais atenção".
Evidentemente a indústria de telefonia móvel rapidamente respondeu dizendo que a classificação não significa que os celulares causam câncer, o que tecnicamente é verdade. As agências do governo norte-americano equivalentes às nossas Anatel (telecomunicações) e Anvisa (vigilância sanitária) também mantém a posição de que não há evidências ligando a ocorrência de câncer ao uso de telefones celulares.
Continua...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Os Supercães






A “Operação Geronimo”, que resultou na morte de Osama Bin Laden em 1º de maio trouxe à tona uma nova arma, até então secreta, usada pelos Estados Unidos em missões de grande risco: os Supercães.
Apesar de sigilosa, parte dos detalhes da operação em Abbottabad no Paquistão, diversos órgãos da imprensa internacional dão como certo o uso de pelo menos um cão pela equipe dos Navy SEALs, sendo que exército norte americano teria fechado um contrato em 2010 de US$86 mil com a K9 Storm Incorporated, empresa canadense que fornece as roupas especiais para estes cães.
A roupa da K9 é feita de nylon e lycra e suporta mais de uma tonelada suspensa. Uma pessoa treinada leva entre 30 e 40 segundos para colocar a roupa em um cachorro e pesa entre 1,3 kg e 3,5 kg, dependendo dos acessórios.
Ela pode ser encomendada para diversos propósitos, cada um correspondendo a um modelo diferente. O modelo básico de resgate custa a partir de US$ 909,00 e o mais caro, equipado para invasões aéreas com prendedores e outros apetrechos, sai por US$ 2.800,00 Os modelos estão disponíveis nas cores preto, azul escuro, marrom, oliva, camuflado floresta, camuflado deserto e laranja, e podem ser confeccionadas a prova de balas e capazes de agüentar perfurações de faca.
Estes são os valores mínimos e não incluem nenhum dos opcionais da roupa. Há desde itens mais simples, como incluir um distintivo bordado por US$ 36,00 fitas sinalizadoras US$ 44,00 e porta lanterna US$ 31,00 até a alça para segurar o animal por US$ 213,00. As opções de conjuntos de iluminação, vão desde luz infravermelha até visão noturna com alcance de 8 km, luzes à prova d’água que agüentam mais de 90 metros submersas, luz uni direcional, pacote com 120 horas de bateria no modo flash, entre outras coisas. A lista completa de preços você pode ver clicando aqui.
Com muito treinamento, os supercães possuem uma série de aparatos que os tornam verdadeiras máquinas de apoio tático. Eles podem saltar de paraquedas ou descer de rapel por uma corda preso a um soldado, como parece ter sido no caso da operação Geronimo, uma vez que a chegada a casa foi feita com helicópteros.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Imagem da semana


Em um vôo de Nova York para Palm Beach, a jovem Stefanie Gordon estava dormindo, e de repente, quando acorda, olha pela janela e se depara com a Endeavour perfurando as nuvens.
Tirou seu iPhone do bolso, fotografou e fez um pequeno filme.
Resultado: a garota teve sua foto retuítada pela NASA, ganhou mais de 2.000 seguidores no Twitter em poucas horas e deu entrevistas para redes como ABC, BBC e CNBC
Aos que não sabem, esta é a última viagem da Endeavour,em direção a Estação Espacial Internacional, e deverá aterrissar hoje as 2:35 a.m. EDT no Kennedy Space Center na Florida, com uma sua tripulação de seis pessoas. A missão STS-134 teve duração de 16 dias.

Stefanie Gordon


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Imagem para não ser esquecida.


A operação militar que terminou com a morte do líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama Bin Laden, foi assistida pelo presidente dos EUA, Barack Obama, e por alguns membros do governo da Casa Branca.
A ação foi transmitida para uma sala na sede do governo americano, a mais de 11 mil quilômetros de onde foi realizada, em Abbottabad, no norte do Paquistão.
De acordo com John Brennan, um dos principais conselheiros de segurança antiterror do presidente, Obama: "assistimos ao progresso da operação em tempo real, do início ao recolhimento dos restos mortais, sendo que conseguimos ter atualizações regulares para assegurar que víamos tudo como estava acontecendo”.
Foto: Pete Souza/Casa Branca/REUTERS.
Fonte: O Estado de São Paulo, 03 de maio de 2011.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Go Endeavour, também pelo Twitter


Se tudo correr conforme o esperado, nesta sexta feira dia 29 a Endeavour será mais uma vez lançada ao espaço, porém esta será sua ultima viagem. Este será o último voo da nave para a Estação Espacial Internacional.
Revestido de expectativa de todo lançamento, este em especial está cercado de particularidades únicas. Além de ser o vôo de despedida, a Endeavour levará para a Estação Espacial Internacional um Espectrômetro Alfa Magnético (Alpha Magnetic Spectrometer), que é um módulo experimental de partículas, que vai ajudar os pesquisadores a entender a formação do universo e a buscar evidências da antimatéria, e o lançamento será pela primeira vez relatado pelo Twitter.
A Nasa escolheu 150 pessoas de diferentes nacionalidades, inclusive do Brasil. Os convidados representam os 43 estados norte-americanos alé de Washington D.C. e países como Austrália, Brasil, Canadá, Alemanha, Nova Zelândia e Porto Rico, Suiça, Venezuela e Reino Unido. Os tuiteiros da Endeavour foram escolhidos entre 4100 inscritos, que se candidataram pelo site da Nasa em março.
Eu tentei descobrir quem é ou quem são os Brasileiros, pois o site da NASA faz apenas referência aos países que estarão presentes. Com os bons contatos que tenho consegui a informação que Claudia Beatriz (@aprendizviajant), apaixonada por viagens e fotografia, é uma Brasileira que está no grupo, chamado de Tweetup STS134, e você pode acompanhar sua emocionante aventura no seu blog, clicando aqui.
Além de assistir pessoalmente e narrar no Twitter o lançamento da Endeavour, o grupo irá conversar com profissionais da Nasa, inclusive com o cientista-chefe Walleed Abdalati e o astronauta Clay Anderson. No último domingo (24), o perfil da Nasa no Twitter (@nasa) ultrapassou a barreira de 1 milhão de seguidores.
O local do lançamento da missão STS-134, com duração de 14 dias, e tripulação de seis astronautas será no Kennedy Space Center, na Flórida. O evento poderá ser acompanhado ao vivo pela internet, clicando aqui.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Imagem da semana

Jurados observam desempenho da ginasta búlgara Maria Mateva durante o Torneio Irina Deleanu em Bucareste, Romênia neste último 02 de abril.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Cultivando neurônios


O professor Minrui Yu, e sua equipe, da Universidade de Wisconsin em Madison, conseguiram fazer células nervosas de ratos se ligarem umas às outras em uma rede de pequenos tubos de semicondutores. O experimento utilizou pequenos tubos de diferentes tamanhos feitos de semicondutores como silício e germânio. Esses objetos eram suficientemente pequenos para que os dendritos (prolongamentos do neurônio) de uma célula nervosa passassem através deles, porém não eram grandes o bastante para que o corpo da célula coubesse inteiro nele. Em seguida os tubos foram recobertos com células nervosas de ratos. Foi então obervado que as células começaram a enviar seus dendritos através dos túneis de semicondutores, como que procurando caminhos. Os dendritos percorreram trechos sinuosos projetados pelos pesquisadores para conseguir “encostar” em seus vizinhos. Ou seja, os pesquisadores determinaram o caminho a ser seguido.

Sabemos que células nervosas têm intrinsecamente, um sistema de busca, que as faz procurar uma outra para, fisicamente, se ligar a ela; entretanto, não se sabe como se dá esse mecanismo. O passo seguinte deste estudo pretende responder a essa pergunta e também observar se as células, que agora formam uma estrutura híbrida com os semicondutores, se comunicam de forma normal entre si. Para tanto, os pesquisadores deverão instalar dispositivos elétricos para gravar a comunicação entre elas. Este pode ser o primeiro passo para um mecanismo capaz de reconectar terminações nervosas interrompidas, pois o que se espera é que os resultados da pesquisa ajudem a achar uma forma de fazer com que alguma espécie de componente elétrico ajude a restabelecer conexões interrompidas em células nervosas, como, por exemplo, em pessoas que tiveram secção da medula. Este estudo foi publicado pela Academia Americana de Química em seu jornal ACS Nano.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Imagem da semana

No sábado, 19 de março de 2011, em Berlin, a lua cheia é vista ao nascer atrás do topo da torre de radio e televisão "Funkturm". A lua cheia desta noite é chamada de Super lua do perigeu (Super Perigee Moon). O perigeu é um ponto da órbita de um astro em torno da Terra, no qual esse astro se encontra mais próximo do centro do nosso planeta; desta forma a lua parece muito maior do que o habitual. Foto: Reuters.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Enfermeira virtual

O Professor Timothy Bickmore da Northeastern University está desenvolvendo um projeto, apoiado pelo National Institutes for Healths, em que uma enfermeira virtual conversa com o paciente para dar orientações antes da alta hospitalar.
O projeto está sendo testado com 750 pacientes no Boston Medical Center,
e consiste de um toten computadorizado, sobre rodas que é levado até o leito, fornecendo instruções interativas sobre medicamentos, seguimento pós-internação, agendamentos de retorno e outras informações mais complexas.
A interação humana, que era de 8 minutos em média, foi aumentada para mais de meia hora, com vários benefícios, inclusive maior compreensão pelo paciente idoso ou com baixa capacidade de leitura, e maior satisfação dos pacientes, que disseram preferir a enfermeira virtual à real.
Um dos objetivos do estudo é substituir a enfermeira humana.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Imagem da semana

Nasa/Divulgação

A maior explosão na superfície do Sol dos últimos quatro anos foi registrada por observadores no dia 15 de fevereiro passado pelo Solar Dynamis Observatory da Nasa (SDO).
O SDO gravou imagens da chama com extrema radiação ultravioleta sendo emanada a partir de um ponto único do Sol.
O Serviço Geológico Britânico (BGS) emitiu um alerta, dizendo que o fenômeno chamado de "X-flare", emite luzes noturnas decorrentes da atividade solar, poderiam ser observadas no norte da Grã-Bretanha e que esse tipo de atividade radioativa pode afetar nossas comunicações e a navegação via satélite, redes elétricas e operações de aeronaves que voam em altitudes elevadas.
Especialistas dizem que o Sol está "acordando", após um período de vários anos de pouca atividade. As erupções e consequentes feixes luminosos são causados por uma repentina liberação de energia magnética guardada na atmosfera solar.
O BGS acredita que o estudo das atividades solares anteriores pode ajudar a estabelecer previsões sobre feixes futuros e evitar eventuais danos a infraestruturas terrestres.
Desta forma sabe-se que em 1972 uma tempestade geomagnética provocada por um feixe solar derrubou a rede de comunicações do Estado americano de Illinois, e em 1989 foi a vez da rede elétrica de Québec, no Canadá.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O fracasso do PEP

O Dr. Adriano Cavalcante Sampaio, professor e pesquisador da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco, desenvolveu em uma tese de doutorado pela Fiocruz-Pernambuco um tema pouco discutido entre nos médicos: o zelo no preenchimento do prontuário do paciente.
O estudo foi denominado “Avaliação do Preenchimento de Prontuários e Fichas Clínicas no IV Distrito Sanitário Recife PE”. A pesquisa analisou 750 prontuários de internação de adultos e crianças em cinco hospitais, nas clínicas médica e pediátrica de dois hospitais privados, dois públicos e de um filantrópico do Recife. O pior resultado ficou com os hospitais particulares, onde 71% das fichas de clínica médica e pediátrica foram consideradas péssimas. O índice é maior que o dos hospitais públicos, que têm 65% dos documentos nessas condições. Apenas o hospital filantrópico pesquisado apresentou um resultado abaixo da média: 44%.
Espelho da relação entre médico e paciente, o prontuário não foi preenchido de forma adequada, na maioria dos casos estavam incompletos ou ilegíveis.
Não podemos afirmar se a falta de zelo acontece por se tratar de ação rotineira, ou mesmo desinteressante, o fato é que escrever corretamente em um prontuário não parece estar entre as prioridades de muitos médicos.
Deve-se considerar a falta de tempo e os longos e estressantes plantões a que esses profissionais são frequentemente submetidos. Essa é uma realidade vista em todo o país, o que por sua vez não justifica o inadequado preenchimento do prontuário. Este mesmo prontuário que é o espelho da relação entre médico e paciente, este documento, o prontuário, é o maior aliado do médico e da instituição de saúde. Quando acionados judicialmente, uma prescrição correta, um procedimento indicado com precisão e, tão importante quanto, o carimbo e a assinatura do médico em letra legível, podem fazer a diferença para uma condenação civil ou criminal.
A metodologia aplicada considerou a primeira e a última consulta. O trabalho de campo revelou que um dos hospitais privados pesquisados chegou a ter 100% dos prontuários de clínica pediátrica na primeira consulta considerados péssimos, chamando a atenção o fato de um dos hospitais, um dos maiores do Recife, estar todo informatizado e mesmo assim isso não impediu que o médico deixasse o documento incompleto.
A situação é mais grave ainda quando se considera que o conceito péssimo, o documento precisa ter menos de sete itens preenchidos, de um universo de 27.Pior ainda é que, nem todas as sete respostas estavam completamente legíveis.
Para aqueles que não sabem, o prontuário médico é um conjunto de documentos com informações sobre a saúde e a assistência prestada ao paciente, e por isso deve ter a identificação do usuário, exames, evolução e procedimentos adotados. Quando não é preenchido de forma adequada, o paciente corre riscos de ser vítima de erros na administração de medicamentos e de falta de continuidade no tratamento. Os próprios médicos também podem ser prejudicados no caso de surgirem questionamentos sobre as condutas adotadas e processos jurídicos, pois se tornam vulneráveis.
Quando se fala na primeira consulta da clínica médica, a situação também é preocupante. Os hospitais privados têm problemas graves em 68,5% dos prontuários, enquanto os públicos têm em 60% e o filantrópico, em 59,5% da documentação.
Este fato por si só impede a construção de políticas públicas para melhorar a saúde da população. Como os governos vão saber do que as pessoas adoecem, como vão planejar medicamentos, o número de médicos? É preciso saber do que o indivíduo adoece, e assim por diante.Em uma rede pública onde o rodízio de profissionais é intenso, a situação é mais preocupante ainda, pois o usuário também não tem a cultura de valorizar o prontuário, mas ele pode exigir o documento quando for à consulta seguinte. O material deve ficar guardado sob a responsabilidade dos hospitais.Os hospitais obrigatoriamente têm comissão de revisão de prontuário, mas na prática elas não funcionam, o que é um risco a mais para o paciente e o médico.
As principais dificuldades citadas pelos médicos ouvidos na pesquisa na hora de preencher o prontuário é a falta de tempo, e os múltiplos empregos. Muitos passam rapidamente pelos hospitais, pois alegam que precisam de outros trabalhos, já que ganham pouco em apenas um. Porém, eles não podem pôr uma vida de um paciente em risco por conta de má remuneração.
O Conselho Federal de Medicina, normatiza essa relação por meio da resolução 1.638/02 que, determina que o prontuário é obrigatório, único, constituído pela junção de informações, imagens e fatos sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada. É por meio dele que se faz a comunicação entre a equipe multiprofissional que acompanha um mesmo caso.
Desta forma é possível se respaldar por ele, quando por exemplo é necessário demonstrar boa-fé do médico na relação com o paciente; demonstrar ao Conselho Regional de Medicina a inexistência de infração ética do médico; e a não condenação judicial tanto do profissional como da instituição de saúde em eventual ação de responsabilidade civil por erro médico.Mas para que isto aconteça é necessário que o prontuário esteja devidamente preenchido. De qualquer forma está claro que o médico apesar da sobrecarga de trabalho, deve parar para preparar o relato do que sabe sobre o paciente. Isso é uma determinação do Código de Ética Médica.
Aqui cabe uma breve observação do enorme crescimento do Direito Eletrônico, ou Direto Digital, que entre outras, abraça também as questões da área da saúde quando se usa sistemas de gestão, como é o prontuário eletrônico. Em consequência o erro médico é considerado quando há ação equivocada, por negligência, imprudência ou imperícia ou mesmo quando há omissão pelo profissional, ou seja, a escolha terapêutica deve ser bem fundamentada no prontuário e a sua condução também, de modo a não deixar dúvidas sobre ser a melhor escolha naquele momento e com aquela ferramenta disponível.
Diante disso tudo que aqui foi dito e da constatação inequívoca do estudo em questão, que reflete o dia a dia dos hospitais brasileiros, inclusive os particulares, as universidades e as instituições de saúde precisam encontrar maneiras de conscientizar os profissionais sobre como esse documento deve ser encarado com toda a seriedade e bom senso.
Entendemos que o principal problema é educacional, e a falta de uma formação acadêmica adequada. Nas universidades públicas e privadas, com raras exceções, o prontuário não é tratado como instrumento científico e pedagógico. Ele é visto de forma burocrática, pois os professores não lhe dão o devido valor, o que não estimula a qualidade ética do atendimento, e não respeitando o paciente, não se respeita o seu direito. Este é o único caminho a trilhar.