Judeus e muçulmanos não festejam o Natal. Para quem vive no mundo árabe ou em Israel, isto não é um problema. A Universidade Hebraica de Jerusalem tem aulas normais nos dias 24 e 25 de dezembro, os bancos e lojas abrem em países como a Arábia Saudita. A data que, segundo a tradição, marca o nascimento de Jesus é quase um dia como outro qualquer. No caso de Israel um pouco menos, devido ao fluxo de turistas que vão passar o Natal em Jerusalem e Belém, onde nasceu o Cristo, além do que os Israelenses tem consciencia do nascimento de um Judeu que se posicionou como uma
liderança inconteste para algo em torno de 1/4 ou 1/3 da população mundial.
No Líbano, famílias muçulmanas menos religiosas trocam presentes e enfeitam árvores no Natal como se fosse uma festa familiar, não religiosa. Algumas comunidades islâmicas brasileiras chegam a organizar festas juninas.
Os americanos perceberam o sentimento de isolamento de comunidades não-cristãs durante o Natal e começaram a tomar algumas medidas,como por exemplo em vez de desejar "Merry Christmas" (Feliz Natal), alguns americanos passaram a dizer "Happy Holidays" (bom feriado ou boas festas) Em muitos prédios de Nova York, uma Menorah (candelabro) é colocada ao lado da árvore de Natal para celebrar o feriado judaico do Hanukkah, que cai mais ou menos nesta época do ano, e em determinadas situações acaba sendo cofundida como o “Natal Judaico”. Pois está baseada no calendario lunar, e as celebracoes podem cair em datas muito próximas ou na mesma data como foi em 2008.
E aquí no Brasil este final de ano simboliza mais um aniversário de nascimento de Jesus de Nazaré, um dos judeus mais brilhantes e ilustres que se tem notícia e que deveria estar sendo reverenciado nestes dias.
Mas não é isto o que acontece nesta nossa sociedade de consumo, onde a imensa maioria das pessoas trocou o Cristo pelo Papai Noel, por conveniência ou ignorância, personagem mitológico criado no século IV que costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras, colocando um saco com moedas de ouro a ser ofertado pela chaminé das casas. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo inteiro.
Na verdade eu vejo que as pessoas ligam o Natal ao Papai Noel, com seus presentes, brindes, lembranças, consumismo exagerado e estimulado pela mídia, pela “indústria de tudo”, como bem dizem, “o melhor momento para se fazer dinheiro”.
Ano passado pesquisa realizada despretensiosamente por um veículo noticioso entrevistou crianças que no dia 25 de Dezembro brincavam com seus presentes ganhos no Natal.
A pergunta foi: você sabe que dia é hoje?
E a resposta quase unânime: claro é dia de Natal.
Mas o que se comemora no dia de Natal?
Ora o aniversário do Papai Noel, lógico!
Acompanham grandes exageros de ingestão de comidas e bebidas, exatamente como Cristo não fez e geralmente são veiculados pela mídia, quase como uma necessidade ou obrigatoriedade, ignorando a fome de seus semelhantes. É a farra do Natal, aniversário do Papai Noel, que até mesmo as crianças estão aprendendo a não respeitar, e uma delas até mesmo perguntou por que Papai Noel morreu na cruz.
E o Cristo, o que aconteceu?
Será que as pessoas sabem que o Natal é o nascimento de Cristo?
Será que as pessoas sabem que por causa do nascimento de Cristo é rezada a
“missa do galo?”.Será que as pessoas sabem que oito dias depois do seu nascimento Ele foi
circuncidado?Será que as pessoas sabem que este dia é exatamente o 1º de Janeiro e por isto é um feriado, cultivado pelos judeus como uma das datas mais importantes na vida de um homem que segue
suas tradições?
Não, as pessoas não sabem não! O que ficou como uma leve lembrança é que 40 dias após o Carnaval seremos levados por um feriado prolongado a comer peixe numa tal de sexta feira Santa, onde se não me engano algo aconteceu ao Cristo.
Assim sendo prefiro entender este final de dezembro como um momento em que o nosso planeta estará completando mais uma volta em torno do sol. Cada ano com mais dificuldades, pois o ser humano está conscientemente destruindo o seu planeta. A mudança do ano pelo calendário gregoriano ou espacial é um momento único de reflexão, de balanço íntimo, de tudo aquilo que fizemos de bom, de ruim e o que deixamos de fazer e alguns instantes para projetar um ano melhor e com correções de rumo.
A vida vivida neste planeta é breve, volátil, fugaz, efêmera e o avanço da medicina com o auxilio da tecnologia está fazendo com que estejamos vivendo mais e até mesmo em melhores condições. Este fenômeno, entretanto esta criando problemas para os governos de todo o mundo que têm dificuldades de manter as pessoas com uma boa qualidade de vida após certa idade. Por tudo isto espero que mais este movimento de
translação do nosso planeta seja acompanhado de muita Saúde, Paz, Harmonia e Felicidade a todos que leram este post independentemente de terem concordado ou não.
Boas Festas.