Por outro lado, a imagem do plano de fundo foi feita pela Curiosity Mars Science Laboratory em 08 de setembro de 2012 no 33º dia após o pouso na superfície de Marte observando-se o solo marciano como jamais foi visto. E também não é bobagem...
Image credit: NASA/JPL-Caltech/MSSS.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

NASA anuncia existência de água na Lua

A descoberta foi anunciada em coletiva de imprensa e publicada na revista Science. A confirmação de moléculas de água e de hidroxila a estas concentrações nos pólos lunares levanta novas questões sobre sua origem e seus efeitos - sem falar na importância simbólica do achado: apesar da presença de gelo no satélite natural da Terra já havia sido anunciada em 1998, encontrar água líquida na Lua é quase um Santo Graal para os astrônomos.
Os cientistas da NASA encontraram água na superfície da Lua, mas na verdade quando eles dizem água, querem dizer moléculas.
Apesar de não se tratar dos rios, mares e lagos que normalmente a palavra “água” pode evocar na imaginação das pessoas, a descoberta é um grande passo para a melhor compreensão da Lua e quem sabe sua futura exploração como base de lançamentos para outras regiões do Sistema Solar.
Instrumentos a bordo de três naves diferentes revelaram moléculas de água em quantidade bem maior do que o previsto – mas ainda assim, um volume bastante pequeno. Além de H2O, foram encontradas moléculas de hidroxila, compostas de um átomo de oxigênio e outro de hidrogênio.
As moléculas de água estão na superfície lunar, interagindo com a poeira e com as pedras, foram encontradas em diversas áreas da região ensolarada da Lua, e sua presença era mais forte quanto maior a latitude.
Apesar da quantidade não ser conhecida com precisão, a NASA afirma que ela não deve ser grande. Para se ter uma idéia, se uma tonelada da camada superficial da Lua fosse recolhida, haveria nela menos de um litro de água.

Imagem mostra jovem cratera lunar vista pelo instrumento Moon Mineralogy Mapper, a bordo do Chandrayaan-1 spacecraft. À esquerda, o brilho em comprimentos curtos de ondas infravermelhas. À direita, a distribuição de materiais ricos em água (azul) é mostrada o redor da cratera. Foto: ISRO/NASA/JPL-Caltech/USGS/Brown Univ

O instrumento Moon Mineralogy Mapper, ou M3, foi o primeiro a reportar o achado. Lançado no dia 22 outubro de 2008 a bordo da nave Chandrayaan-1, da agência especial indiana, ele mediu a luz refletida pela lua em infravermelho. Dividindo as cores da superfície lunar em pequenos pedaços, ele revelou detalhes da composição do solo.
Aos analisar os dados do instrumento, a equipe do M3 viu que os comprimentos de onda da luz sendo absorvida eram consistentes com o padrão de absorção de moléculas de água e hidroxila. Para confirmar as informações, a nave Cassini foi acionada. Com seu espectrômetro de mapeamento visual infravermelho, ela confirmou os dados. Outro espectrômetro, a bordo da EPOXI, também confirmou a descoberta.
Para a NASA, a presença das moléculas de água e hidroxila na superfície lunar é um fato sem margem para erros.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Imagem da semana

NASA tenta desatolar sonda em Marte

Em abril, enquanto andava de ré, a Spirit perfurou uma superfície escura, mais rígida, e ficou presa. A roda dianteira direita, visível na imagem, não funciona desde 2006 – deixando o veículo andando com as outras cinco remanescentes.

Foto tirada pela Spirit em 11 de outubro, ou seu dia marciano de número 2.052. O material brilhante à esquerda foi revirado pela roda esquerda dianteira.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Agora é a vez de Pernambuco

Eu tenho como norma, escrever os post colocados neste blog, por uma questão de definição e para que fique claro que são as minhas convicções e posições.
Excepcionalmente estive inclinado a simplesmente copiar um material para ser aqui publicado. Esta excepcionalidade ocorreu esta semana ao receber uma informação relevante de um serviço prestado, com grande alcance social por um grupo de pessoas que têm todos os méritos possíveis e imagináveis, além de lutar contra todas as dificuldades próprias de um estado que não está relacionado como um dos “grandes“ estados deste gigantesco pais.
Exatamente por isto, e para prestar uma singela homenagem a estes verdadeiros batalhadores, liderados pela Prof. Magdala de Araújo Novaes, vou transcrever a matéria exatamente como recebi, para que cada um consiga dar sua verdadeira dimensão.

NUTES adota nova marca institucional
"A marca do Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal de Pernambuco (NUTES - UFPE) está reformulada. A mudança foi necessária devido à nova fase de expansão que o NUTES atravessa, com parcerias inéditas e projetos com inserção da informática nas diferentes áreas da saúde: ensino, pesquisa, gestão e assistência à saúde.


O núcleo foi constituído em 2003 fruto do Projeto de Telemedicina no Programa de Saúde da Família do Grupo de Pesquisa de Tecnologias da Informação em Saúde (TIS) que originou a Rede de Núcleos de Telessaúde (RedeNUTES). Logo em seguida o NUTES passou a ser a sede do Grupo TIS e a desenvolver projetos em outras áreas da informática em saúde.
Nesse momento ele já se apresenta como um núcleo de referência em telessaúde e telemedicina. O programa Telessaúde Brasil, por exemplo, sob coordenação do NUTES em Pernambuco expandiu a RedeNUTES por todo o estado, levando assistência e informação e apoiando a gestão no planejamento de ações de saúde. O projeto da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), em Pernambuco, também vem se expandindo no estado com a implantação em mais 6 hospitais públicos promovendo a integração em nível de ensino e serviço. O projeto dos Institutos do CNPq aprovado em parceria com a FMUSP está pesquisando novos métodos e práticas da Telepsiquiatria em parceria com universidades brasileiras e americanas.
Entre os projetos locais, o núcleo gerencia o DiagVIDA, que objetiva desenvolver um sistema de captura e armazenamento de imagens médicas para o Hospital das Clínicas – UFPE e sua integração ao prontuário eletrônico do paciente na busca do aprimoramento das práticas de ensino e pesquisa. Além desse, o programa Brasil-EUA de intercâmbio, consórcio STAR, está abrindo caminho para alunos de medicina e informática terem uma formação de qualidade em informática médica e alinhado com as melhores práticas internacionais.
A nova marca institucional tenta condensar elementos que façam alusão a essa fase. O símbolo do NUTES se encontra mais fechado dando uma idéia de segurança e controle. “O centro da marca faz alusão a um espiral. Espiral esse representando o ‘Phi – A proporção Áurea’ que é um elemento que representa uma constante de evolução, crescimento e expansão.”, é o que afirma Juan Ropero, designer responsável pela criação.
Além da arte gráfica, a escrita do nome do NUTES também foi modificada para atender as regras gramáticas da língua portuguesa. O termo telessaúde no nome do núcleo agora é escrito com dois “s” e não com um como era anteriormente. A nova simbologia pretende também melhorar o entendimento do público que o NUTES e o projeto RedeNUTES são partes diferentes, mas não excludentes.
Ainda que a antiga marca já estivesse consolidada como símbolo do NUTES, a mudança traz ares de renovação necessários para seguir em frente. Renovação sim, mas com a mesma dedicação de um núcleo universitário ao ensino, pesquisa e desenvolvimento das tecnologias da informação e das comunicações (TIC) aplicadas à saúde.
[NUTES, 12/11/2009]"
É sabido que toda logomarca carrega consigo sinais indeléveis das pessoas que cuidam de si e nestas entrelinhas estão as características marcante da Prof. Magdala, que vou deixar para cada um de vocês identificarem, exatamente como se fosse um caça palavras.
Parabéns Magdala, você merece o sucesso que está alcançando.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Imagem da semana

Nasa divulga primeiras fotos feitas pelo Hubble após reforma

A galáxia espiral com barra NGC 6217. Foto: HST/Nasa-ESA


Jatos de gás e poeira em forma de borboleta. Foto: HST/Nasa-ESA

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

PEP 2009

O PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente) é um evento bianual que este ano foi realizado nos dias 04 - 06 de Novembro e teve como tema central ”A Saúde conectada através do Registro Eletrônico em Saúde: sonho ou necessidade?”. Profissionais de informática, médicos, enfermeiros e gestores estiveram presentes neste importante evento realizado no Instituto de Ensino e Pesquisas do Hospital Sírio Libanês, na cidade de São Paulo.
O evento deste ano representou um grande diferencial em relação aos anteriores e foi um marco para o setor da Tecnologia da Informação em Saúde no Brasil; foram discutidas questões como a unificação de padrões, com envolvimento de autoridades governamentais do Ministério da Saúde, ANVISA, ABNT, CFM, DATASUS e DEGETS que mostraram projetos como o RES, Normas e Padrões, Questões Éticas, Educacionais e de Telessaúde.
Ficou claro a preocupação e o envolvimento destas questões no âmbito governamental e em conversa informal com estes representantes, me foi dito que estes projetos seguramente chegarão ao final, claro que num tempo não muito curto, mas não serão interrompidos, pois são projetos que visam o progresso da TI em saúde, e por isso são “suprapartidários”.
Quero aproveitar este momento para transcrever uma singela e despretensiosa matéria, porém de grande significado e respeito, como seu próprio autor Prof. Renato Sabbatini.
“Pessoal, para celebrar a realização do nosso congresso PEP 2009: Prontuário Eletrônico do Paciente, fiquei imaginando qual é a origem dessa curiosa palavra, aparentemente existente apenas em português. Pacientemente fiz uma busca, e deparei com as definições abaixo.
O termo “prontuário” é um substantivo masculino que tem a sua origem no latim 'promptuarium'. A palavra designa, no texto acima, a ficha com antecedentes e informações importantes sobre determinada pessoa ou sobre algo, como um prontuário médico, policial, etc..
> Definição do “iDicionário Aulete”: (pron.tu:á.ri:o) Doc. Substantivo masculino.
1. Fichário ou ficha que contém informações e antecedentes importantes a respeito de alguém ou de algo (prontuário médico; prontuário policial)
2. Bras. Fig. O conjunto dessas informações
3. Lus. Publicação que contém uma matéria resumida, de modo a se encontrar prontamente o que se quer saber; manual
4. Lugar onde se guardam ou arquivam coisas importantes de que se pode fazer uso a qualquer momento
[F.: Do lat. promptuarium.]Subst.: promptŭārĭum , ĭi, n., armário ou aposento de guardar coisas (armarium promptuarium), repositório com coisas prontas para usar. Origem: promptus: pronto, preparado, particípio passado de promo, que significa trazer à luz. Portanto, tem a mesma origem das palavras promover, promoção, pronto, aprontar.
NT: Existe o termo em inglês: promptuary (pouco usado, não no sentido do português: é o nome dado para uma espécie de ábaco usado para multiplicações - Ossos de Napier). No espanhol e no português de Portugal, "promptuário" também segue a definição do latim medieval, de prontuário no sentido de um vocabulário, relação de leis, manual (exs:
Promptuarium Alchemiae, Promptuário das Leis Civis)”.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Uma Obra de arte

Envolvido que estou no PEP 2009, absolutamente sem tempo para escrever, para não passar em branco, excepcionalmente, deixo uma obra de arte.
PEP = Prontuário Eletrônico do Paciente; vamos assistir a construção de um Paciente.
Clique aqui e veja como é possível construir um ser humano de "dentro para fora".

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Imagem da semana


Imagens de Marte em fotos tiradas pela câmera HiRISE, a bordo da Mars Reconnaissance Orbiter. Acredita-se que sejam feitas por pequenas vórtices de vento aquecido pela superfície, que também são bastante comuns em áreas secas e desérticas do planeta Terra.
Image Credit: NASA, HiRISE, MRO, LPL (U. Arizona)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Agenda nas nuvens

Os sistemas de gestão seja para uso hospitalar ou em consultórios, estão cada dia mais presentes, em todos os sentidos. Seja porque cada vez existe um numero maior de usuários, seja porque os produtos existentes no mercado também estão se tornando mais competitivos.
Como não poderia deixar de ser existem produtos das mais diversas qualidades e preços inclusive alguns “free”.
Não sei bem por qual motivo, as empresas que desenvolvem estes sistemas não dão a devida importância à agenda, uma vez que ela além de ser o primeiro contato com a instituição, poderia ser usada como um pré cadastro do paciente.
De qualquer forma o sistema de agendamento sempre pressupõe a presença de uma pessoa atendendo o paciente e introduzindo seus dados no sistema o que em ultima análise depende da interferência de uma pessoa física.
Parece que esta preocupação não é somente minha, pois no mês passado foi disponibilizado um produto que entre outras tem também uma agenda bastante interessante.
Trata-se de um sistema de comunicação gratuito entre profissionais de saúde e pacientes que foi criada por um médico, com o objetivo de consolidar o uso da internet para o agendamento de consultas e exames, dispensando a necessidade de telefonemas.
É composto por 3 ferramentas: ferramenta de busca por horários livres e agendamento em tempo real; ferramenta para comunicação entre profissionais de saúde, chamada de Comunidade de Profissionais e ferramenta para criação de dicas de saúde.
O sistema atende não só as necessidades dos médicos, como também dentistas, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e fonoaudiólogos.
A ferramenta de busca e agendamento permite que os internautas encontrem os profissionais que procuram e possam agendar consultas e exames, 24 horas por dia, todos os dias da semana, sem a necessidade de telefonar para as clínicas, hospitais ou laboratórios. A interface desta ferramenta é a mesma utilizada por outros sites de busca, porém, o sistema é capaz de entender frases como, por exemplo: “agendar oftalmologista semana que vem as 15:00 no bairro da lapa”.
O profissional de saúde precisa se cadastrar no sistema, validar sua Agenda, para então ser encontrado na busca. Qualquer pessoa pode criar uma Agenda, mas somente um profissional de saúde pode validá-la e torná-la ativa.
Na criação da Agenda é possível definir, entre outras coisas, que a oferta de horários seja suspensa, por exemplo, com até 2 dias de antecedência da data de realização do atendimento. Desta forma, o profissional de saúde e todas as pessoas que compartilham o acesso à agenda recebem um e-mail listando os agendamentos feitos via internet com até 2 dias disponíveis para atualizar a agenda do consultório, sem precisar ter computador ou internet na clínica e sem riscos de agendamentos em duplicidade.
A Comunidade de Profissionais é um ambiente seguro para realização de discussões multidisciplinares e restritas a profissionais com identidade confirmada através de documentos enviados.
Talvez seja esta, a primeira empresa a disponibilizar um ambiente como a Comunidade de Profissionais, que foi criada com o objetivo de facilitar a troca de informações entre profissionais de áreas distintas e aproximar aqueles localizados em municípios distantes de grandes centros.
A ferramenta para criação de dicas de saúde tem o objetivo de permitir que os profissionais de saúde divulguem seu nome em conjunto com algum conteúdo educativo criado por ele próprio e destinado para a população,através de dicas rápidas que são exibidas na forma de um banner publicado na página principal do sistema e que pode ser integrado ao site das clínicas, hospitais ou de qualquer pessoa ou empresa interessada em divulgar assuntos relacionados com saúde, permitindo a divulgação do nome do profissional de forma viral na rede.
No início de 2007 um médico e um analista de sistemas, estimulados pela dificuldade de acesso que os pacientes têm aos serviços de saúde públicos no Brasil resolveram desenvolver o sistema, que após mais de dois anos de testes piloto, foi lançado em setembro passado.
Desde então serviços particulares e públicos podem utilizar a Linha1 como via de comunicação para o agendamento das consultas e exames, gratuitamente.
Vale a pena conferir esta iniciativa brilhante e pioneira.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Imagem da semana

Péssimo gosto

Campanha publicitária para a cervejaria australiana Jamieson, estrelada pela Branca de Neve, que aparece fumando, na cama, com os sete anões bêbados.


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A importância da desospitalização

A desospitalização talvez seja um termo que ainda não vamos encontrar nos dicionários. Porém como palavra já está sendo usada e entendida por todos aqueles que querem ver o paciente fora do hospital, no sentido mais amplo, inclusive tratando-se em sua casa ou na pior das hipóteses num “Hospital dia”.
A maioria, se não a totalidade dos sistemas de gestão Hospitalar, tem seu inicio na admissão do paciente e seu fim na alta hospitalar e administrativa, até que aconteça uma nova internação que começa também pela admissão e termina na alta.
Não existe nenhum sistema de gestão no nosso meio que tenha condição de acompanhar o paciente entre a alta e a próxima admissão, que é exatamente o que está se convencionando chamar de período de desospitalização, que evidentemente quanto maior, melhor.
Todas as empresas que trabalham com a gestão do paciente parecem ignorar ou não querer saber o que acontece entre uma e outra internação.
Por outro lado é exatamente este período que muitas empresas prestadoras de serviços médicos estão interessadas em controlar ou monitorar.
Uma operadora de saúde por exemplo tem absoluta necessidade de saber o que acontece com seus pacientes neste período exatamente para poder interferir no sentido de aplicar os bons princípios da medicina preventiva a fim de além de proporcionar uma melhor qualidade de vida aos seus pacientes e também diminuir seus custos.
Este período também chamado de desospitalização deveria ser uma continuidade do sistema de gestão como se fosse uma nova fase do PEP que iria anotar a evolução do paciente em sua casa.
Boas empresas em nosso meio já mostraram preocupação com estes aspectos, e uma delas em particular já desenvolveu um pequeno trabalho de cuidados no pós alta controlado pelo seu próprio HIS e até mesmo usando dispositivos móveis. Eu pessoalmente tive o privilégio de participar e aprender com este projeto que chegou a atingir seus objetivos.
A medicina preventiva, o acompanhamento do paciente fora do hospital é uma necessidade que será praticamente obrigatória num bom sistema de gestão do paciente em prazo muito curto, com a participação ativa da enfermagem, fisioterapeutas, nutrólogos, farmacêuticos e assistentes sociais, talvez até mais que os próprios médicos.
As empresas que estão preocupadas com o custo do tratamento, sejam seguradoras ou operadoras de saúde vão exigir esta funcionalidade que já vai chegar tarde
A prova definitiva deste fato esta no fato que o Ministério da Saúde começa a se preocupar com o assunto.
Fora do Brasil, muito embora especialistas reconheçam que vários tipos de tecnologias de informação possam encontrar uso amplo na monitoração e assistência a pacientes em suas residências, em casas de repouso ou em asilos, esse uso ainda é muito pequeno, segundo estudo recente da Agency for Healthcare Research and Quality nos EUA.
O Institute of Medicine (IOM) também publicou recentemente um relatório sobre a diversidade e maturidade das TICs nos cuidados de saúde de longo prazo, tipicos deste ambiente.
A University of Missouri pretende montar uma infraestrutura nacional para atender a necessidade de monitorar pacientes fora do Hospital com objetivo de reduzir o número de internações, segundo o professor Greg Alexander, professor da MU Sinclair School of Nursing que é um dos fundadores do IT Sophistication in Nursing Homes.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O beijo

O beijo é um procedimento inteligente desenvolvido para a interrupção mútua da fala quando as palavras tornam-se desnecessárias.

Post especial, comemorativo do 1º aniversario do blog.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Imagem da semana

Prêmio Nobel de Química

Cristalografia de ribossomo de bactéria. Cientistas usam imagens assim para criar antibióticos.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O Estadão, Rui Nogueira e eu

A proposta deste espaço é abordar as questões da saúde, da tecnologia e a mistura das duas. Os Jogos Olímpicos estão inseridos neste contexto, sendo que já tive oportunidade de me referir sobre o assunto em outra ocasião.
Estava pensando escrever algo sobre a escolha do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016, mas com muita dificuldade, pois o assunto é longo, complexo, com várias facetas, acabei desistindo pois faltava inspiração, apesar de ter vontade de deixar uma demonstração dos meus sentimentos. Naquele momento era impossível.
No dia seguinte fui ler o jornal da véspera, e o assunto que dominava a edição era sobre os Jogos Olímpicos. Foi aí que eu encontrei o editorial de Rui Nogueira, que em poucas linhas sintetizou tudo aquilo que eu sequer conseguia começar a escrever.
Por estar absolutamente de acordo com todas as palavras, expressões, frases e sentimentos, resolvi transcrever este brilhante texto que é dele, porém por mim adotado, e se tivesse esta capacidade teria junto com ele assinado.

O presidente e o seu “nunca antes neste país”

O governador, o prefeito, os especialistas, os ricos, os "humil­des" e os erros da candidatura de Brasília (em 2000) podem ter trabalhado muito a favor do Rio de Janeiro, mas a conquista da Olimpíada de 2016 para a ci­dade e para o Brasil tem um grande credor: o presidente Luiz lnácio Lula da Silva, "o cara".
Mesmo admitindo-se que a contabilidade dos seus feitos políticos, econômicos e diplomá­ticos está sempre superfatura­da, o Rio, indiscutivelmente, ga­nhou o direito de organizar e ce­lebrar a Olimpíada de 2016 no rastro do "efeito Lula" no cená­rio internacional.
A presença em Copenhague e o discurso de apresentação da candidatura diante do Comitê Olímpico Internacional (COI) configuram um fenômeno políti­co. Esse foi, talvez, o melhor dis­curso do presidente Lula, re­cheado de palavras precisas e destinadas a dar forma e poder de persuasão àquilo que o comi­tê organizador brasileiro se pro­pôs a dizer.
Ontem, o presidente provou que no improviso ele só é engraçado, quase galhofeiro. Trei­nado e contido, mas sem perder a espontaneidade que marca­ram o metalúrgico eleito para o Palácio do Planalto, ele mostrou que é convincente.
As palavras eram solenes, mas ele foi um pedinte altivo e apaixonado. Para uma platéia de gringos a convencer e de olho nos concorrentes a superar, o redator misturou - bem ao gosto do presidente Lula - a classe média "das areias de Copacaba­na" e das "vitrines das lojas de São Paulo" com a população mais pobre dos "pequenos televi­sores às margens da Amazônia".
A estratégica referência à Amazônia foi apenas a primeira de uma série de ícones bem con­tornados e bem usados: "paixão pela vida", "paixão pelo espor­te", "povo misturado", "calor do povo" e "sol da nossa alegria".
Assim, soltas, as expressões parecem formar um polvilho de demagogias.
Seguindo o script traçado pa­ra a ocasião, porém, Lula usou esses degraus para escalar um silogismo cheio de premissas a anteceder a conclusão com o pedido: a hora é dos países emer­gentes, a América do Sul nunca teve uma Olimpíada, "vivemos num clima de liberdade e demo­cracia", 30 milhões de brasilei­ros saíram da pobreza, 21 mi­lhões de brasileiros passaram a integrar a classe média, a econo­mia está organizada, o Brasil saiu bem da crise financeira mundial, o País está entre as maiores economias do mundo e "nunca tivemos a honra" de se­diar a Olimpíada.
Sem chamar de erro as esco­lhas feitas até agora, Lula pediu a "correção do desequilíbrio".
Lembrou que para os concorren­tes do Rio a disputa era por "mais uma" Olimpíada, enquan­to para o Brasil era "uma oportu­nidade sem igual".
E foi assim que lula, finalmen­te, ganhou por inteiro o direito de dizer que "nunca antes neste País" um governo havia conquis­tado o que ele conquistou.

RUI NOGUEIRA
O ESTADO DE SÃO PAULO
CHEFE DA SUCURSAL BRASÍLIA
sábado, 3 de outubro de 2009, ano 130 nº 42354 Caderno especial H2.


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rondônia é a notícia

Para muitos, especialmente aqui do sudeste, Rondônia não é visto como um estado que desperta muito interesse sob todos os aspectos de uma forma geral. Mas esta visão é equivocada, pois Rondônia é o 3º estado mais rico da região Norte, responsável por 11% do PIB da região. Apesar de ser um estado jovem, criado em 1982, possui o 3º maior Índice de Desenvolvimento Humano, o 4º maior PIB per capita, a 2ª menor taxa de mortalidade infantil e a 3ª menor taxa de analfabetismo entre todos os estados das regiões Norte e Nordeste do país.
Sua economia se baseia na pecuária e na agricultura do café, cacau, arroz, mandioca e milho e no extrativismo da madeira, de minérios e da borracha.
O nome Rondônia, inicialmente Território foi uma justa homenagem ao sertanista Cândido Mariano da Silva Rondon (1865-1958),e a descoberta de jazidas de cassiterita e a abertura de rodovias estimularam a sua economia e o seu povoamento, passando este Território à condição de Estado a partir de 1982.
Este pedaço de terra espremido entre Amazonas, Mato Grosso e Bolívia, faz parte do Planalto Sul - Amazônico, com uma rede hidrográfica muito mais eficiente do que a malha rodoviária, talvez seu único defeito é estar muito distante dos chamados “grandes centros urbano”.
Mas esta semana Rondônia esteve nas manchetes de todo o país por motivos outros, de fazer inveja a todos que pertencem aos “grandes centros urbanos”.
Desde ontem dia 1º de outubro os servidores do Hospital de Base Ary Pinheiro (HBAP) estão utilizando o serviço de ponto eletrônico por meio de reconhecimento facial. Este projeto pioneiro faz parte do Programa de Informatização do Governo de Rondônia para as unidades de Saúde.
O usuário se colocará em frente ao equipamento, que num período de cinco segundos, a sua face será registrada. Após esse processo, os dados serão transmitidos para um banco de dados, gerando as informações para a folha de pagamentos e vários outros procedimentos.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, o sistema de reconhecimento facial é inédito e o mais moderno da América do Sul, além de ser o primeiro equipamento no Brasil de reconhecimento facial. A adoção desta tecnologia faz parte da organização dos serviços e do respeito pelo usuário dos serviços de Saúde.
Em breve o ponto eletrônico será interligado em todas as unidades com um banco de dados único, que vai reunir várias informações num mesmo lugar.
Este é um projeto piloto que deverá ser estendido para todas as secretarias do governo do estado e deverão estar sendo integradas a partir do mês de novembro.
Inicialmente quatro equipamentos vão facilitar a agilização dos processos e posteriormente serão estendidos às demais unidades hospitalares.
Os equipamentos foram disponibilizados em área central das dependências do HBAP, visando favorecer a movimentação de pessoal, sem prejuízo de atrasos ao deslocamento dos servidores até suas áreas de trabalho.
O governo do estado anunciou nesta segunda feira 28, o inicio das obras de ampliação do Hospital de Base Ary Pinheiro.
O Investimento conta com recursos da compensação financeira dos empreendimentos do Rio Madeira, estimados no total de R$ 31,9 milhões e terá suas unidades e número de contratados aumentados, sendo mais de mil servidores para a área de saúde, incluindo médicos de diversas especialidades.
Incluído no projeto também está a reforma do setor de psiquiatria, a construção de uma UTI neonatal com 12 leitos, mais 70 apartamentos, auditório com 200 lugares, biblioteca e quatro salas de aulas para residência médica.
O diagnóstico e tratamento do Câncer, vai ser privilegiado com a construção de salas de quimioterapia, braquiterapia e radioterapia, além de serviços de apoio como lavanderia e refeitório.
Na verdade o espaço do HBAP ficará todo no Complexo Hospitalar Central incluindo as obras do novo prédio da Policlínica Oswaldo Cruz e do Hospital Infantil Cosme e Damião, que terá cerca de 50 leitos.
O governo do Estado de Rondônia tem feito outros investimentos na área da saúde, como aquisição de equipamentos , obras de restauração do Hospital João Paulo II, que contaram com recursos de R$ 7 milhões, e ainda foram remanejados mais de R$ 50 milhões de outras áreas para serem investidos na saúde.
Em Julho deste ano implantou com sucesso um novo sistema de gestão no próprio HBAP, como primeiro passo para a integração do sistema de saúde de todo o estado.
Atualmente, Rondônia aguarda recursos do Ministério da Saúde para equipar o hospital de Cacoal, para ser entregue à população no início do próximo ano.
Acho que por este exemplo e outros tantos que acontecem neste gigantesco país, como até mesmo já havíamos escrito neste blog
a respeito de Duas grandes notícias vindas de duas pequenas cidades, devemos estar mais atentos àquilo que acontece nestas chamadas pequenas cidades que vez por outra nos surpreende com estas auspiciosas notícias, que não temos nas grandes cidades.
Parabéns Rondônia.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Os robôs vieram para ajudar

O interior da nave é limpo, branco e lembra um hospital, mas não há médico algum. Apenas dois astronautas rumo à missão de suas vidas: chegar à Marte. Eles estão quase lá, faltando poucos anos luz. Mais eis que um dos astronautas começa a sentir dores inacreditáveis no estômago. Algo que o impedirá de manter o equilíbrio biológico da nave até a chegada. Ele é o único ser humano do mundo que entende desta tecnologia. Sem ele, os dois morrerão. E o homem não pisará em Marte.
Desesperado e algo desajeitado, abre uma caixa azul brilhante. Dentro, uma luva que se encaixa perfeitamente. Parece até que é, de fato, sua própria mão. Pelo sistema de computador entra em contato com um cirurgião na Terra. O médico também veste uma luva gêmea à sua. Ele se contorce em dor, mas se ajeita em uma pequena mesa improvisada. Ali, o colega começa a operá-lo, trata- se da uma apendicite aguda. Na realidade é a mão do cirurgião a milhões de quilômetros que realiza os movimentos precisos. Uma hora depois ele já se sente bem melhor. A missão está salva.
Não, não é verdade. O homem não está a um passo de pisar em Marte. Mas, sim, é verdade, a tal luva existe. A NASA desenvolveu uma ferramenta chamada Dataglove para esse tipo de situação. Uma luva pode ser conectada à outra, mesmo muito distante. O médico, inclusive, consegue sentir o paciente. E essa iniciativa não é a única desenvolvida pelos Estados Unidos. O exército norte-americano também trabalha para criar alternativas semelhantes de tratamento para os soldados feridos.
Toda esta linha de pesquisa reflete também na sociedade. Hoje, já se fala em telemedicina, telecirurgia e outras teles. Os procedimentos médicos começam a ser realizados com o auxílio de modernas máquinas e programas, que proporcionam a classe médica mais agilidade e precisão.
No Brasil, o uso do robô na medicina ainda não é comum. Os estudos na área, no entanto, levam a crer que, em dez anos, cerca de 70% das cirurgias serão realizadas com ajuda de robôs. As vantagens de tanta modernidade além da precisão de incisões, o paciente sofre menos traumas e os riscos de infecções são muito menores. Entretanto os investimentos são muito altos, pois um robô custa em torno de US$ 200 mil, porém com retorno é garantido.
Nos Estados Unidos, pesquisas comprovam que institutos economizaram com a robótica. Isso porque a estrutura montada para uma operação é menor e o tempo de internação do paciente, muito mais curto.
Uma questão ainda por discutir em nosso meio são os aspectos legais e éticos destas novas ferramentas.
Com as novas tecnologias na Medicina, resta uma dúvida ao paciente: o quanto a relação entre médico e paciente pode ser prejudicada. As tecnologias desenvolvidas são ferramentas que agilizam e facilitam os procedimentos, mas não o substituem.
Acreditamos que o contato com o paciente é essencial e nunca poderá ser substituído por qualquer e grande parte dos diagnósticos clínicos podem ser feitos com uma boa conversa e essa idéia de que a máquina pode tudo não me parece verdadeira, pois a parte mais importante em todos os equipamentos é a cabeça e a capacidade de interpretação e raciocínio do próprio médico. Uma técnica inovadora, praticada na Europa desde 1998, começa a ser usada em Brasília: a robótica, sob a responsabilidade da equipe do cirurgião cardiovascular Leonardo Esteves.
Cirurgias no coração são feitas com o auxílio de um robô, que faz as incisões mínimas e precisas no paciente, e pode realizar a cirurgia comandada pela voz do médico. Com o uso desta técnica o paciente poderá receber alta do hospital dois dias após a operação.
Em São Paulo as duas primeiras cirurgias de fígado e pâncreas na América Latina utilizando um robô mecânico controlado remotamente foram realizadas por médicos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.As duas operações utilizaram basicamente as mesmas técnicas da laparoscopia por vídeo, cirurgia minimamente invasiva na qual os médicos fazem uma pequena incisão no umbigo do paciente e introduzem um laparoscópio, instrumento de fibra óptica que permite realizar procedimentos diagnósticos e terapêuticos.
A primeira tratava se uma ressecção hepática para o tratamento de um tumor e fizemos uma ressecção de fígado central, em que retiramos o miolo do fígado, uma cirurgia complexa por haver duas linhas de corte, uma do lado esquerdo e outra do lado direito do órgão. Nesse caso, o robô esculpiu a região central do fígado, além de ser decisivo para o controle do sangramento do fígado do paciente. “Na segunda cirurgia também tratamos um câncer que comprometia quase todo o pâncreas do paciente. Fizemos então uma pancreatectomia subtotal e o robô nos ajudou a identificar e enxergar melhor os vasos, artérias e veias próximas ao órgão, permitindo a retirada de cerca de 80% do pâncreas sem prejudicar outras estruturas.
Além de ser extremamente preciso e permitir visualizações tridimensionais, o robô elimina tremores e permite que o movimento seja escalonado. O cirurgião pode realizar movimentos mais amplos e rápidos no robô e que se tornam mais lentos quando as pinças entram em contato com o órgão do paciente, diminuindo as chances de erros.
Diferentemente das cirurgias normais em que o médico atua em pé, com a utilização do robô o profissional fica sentado para movimentar, por meio de três braços mecânicos, as pequenas pinças que se movimentam para todos os lados em ângulos de 360 graus, fazendo com que órgão operado possa ser visto em três dimensões pelos médicos.Para isso, as câmeras de vídeo do robô são controladas por um pedal, permitindo, por exemplo, uma visualização mais detalhada do órgão para a retirada dos tecidos comprometidos no paciente e para a realização de outros procedimentos, como os pontos que devem ser dados no local operado. Controlando o robô de modo remoto, o cirurgião fica a uma distância de pouco mais de um metro do paciente.Os dois procedimentos foram feitos no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, e coordenados por Marcel Autran Cesar Machado, professor livre-docente de cirurgia da FMUSP.
O Brasil conta atualmente, segundo Autran, com quatro dispositivos robóticos cirúrgicos importados, dois no hospital Sírio Libanês, um no Oswaldo Cruz e outro no Albert Einstein, todos na capital paulista.
Um dos equipamentos do Sírio Libanês é utilizado para o treinamento e a certificação de cirurgiões. O Hospital das Clínicas da USP, por sua vez, está tentando, junto ao Ministério da Saúde, comprar um robô semelhante.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Imagem da semana

De olho na Amazônia

Lake Erepecu and Rio Trombetas in Brazil are featured in this sun glint image photographed by an Expedition 20 crew member on the International Space Station. Credit: NASA

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Gordura que atua direto no cérebro

Estudo realizado por pesquisadores do SouthWestern Medical Center, da Universidade do Texas mostrou que certos tipo de gordura atuam diretamente no cérebro, impedindo que a sensação de saciedade seja sentida. Ou seja: alguns alimentos não só engordam como também fazem com que se coma mais do que o necessário.
O mecanismo, segundo as análises da Dra. Deborah Clegg e sua equipe, seria que a gordura de certos alimentos faz com que o cérebro envie uma mensagem para que as células ignorem os sinais de saciedade.
Em condições normais, o ser humano é programado para dizer quando estamos satisfeitos, e os hormônios leptina e insulina seriam responsáveis por dar este aviso - mas isso nem sempre acontece quando estamos comendo uma coisa de que gostamos.
O fato de que dietas altamente ricas em gordura causam resistência a esses hormônios é um fato antigo e já conhecido da medicina, porém pouco se sabia a respeito do mecanismo que disparava este mecanismo, ou quais tipos de gordura podem causá-la.
A equipe da Dra Clegg suspeitou que o cérebro estivesse envolvido no processo, pois é um órgão capaz de absorver tanto gorduras saturadas como insaturadas. Para comprovar a tese, os pesquisadores expuseram roedores a variados tipos de gordura de diferentes maneiras: injetando diretamente no cérebro, ou na artéria carótida ou alimentando os animais por um sonda gástrica três vezes ao dia.
Os resultados mostraram que a química do cérebro pode mudar em um período de tempo muito curto, fazendo o organismo ignorar o aviso de supressão do apetite. O estudo sugere que, quando se come algo altamente gorduroso, o cérebro é atingido com os ácidos graxos e a pessoa se torna resistente à insulina e à leptina. Como o cérebro não manda parar de comer, continuamos a se alimentar.
Nos animais, o efeito durou cerca de três dias e foi catalisado principalmente pelo ácido palmítico, que é um ácido graxo que se mostrou bastante eficiente em enganar nosso mecanismo de controle de peso, especialmente porque está presente na carne vermelha, leite e derivados.
Um fato relevante do estudo publicado no The Journal of Clinical Investigation é a constatação de que o mecanismo é disparado no cérebro, muito antes que qualquer sinal de obesidade seja observado anatomicamente. A próxima tentativa do grupo de pesquisa é tentar determinar quanto tempo é necessário para reverter os efeitos da exposição do cérebro à gordura.
De uma forma muito simplista poderíamos dizer que hamburguer, sorvete, pizza e outros alimentos gordurosos não vão direto para a barriga ou, pelo menos, não têm um efeito negativo só na aparência.