Por outro lado, a imagem do plano de fundo foi feita pela Curiosity Mars Science Laboratory em 08 de setembro de 2012 no 33º dia após o pouso na superfície de Marte observando-se o solo marciano como jamais foi visto. E também não é bobagem...
Image credit: NASA/JPL-Caltech/MSSS.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Imagem da semana

Edith Shain

Edith Shain morreu no domingo (20) aos 91 anos. A enfermeira ficou famosa por uma foto feita pelo fotógrafo Alfred Eisenstaedt na qual aparecia beijando um marinheiro norte-americano em Times Square, Nova York em 15 agosto de 1945, dia em que o Japão se rendeu na II Guerra Mundial, V-J Day (Dia da Vitória sobre o Japão) marcando o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A imagem se tornou um dos ícones da fotografia mundial e um dos beijos mais famosos da história, após ser publicada na revista "Life Magazine".
Edith trabalhava como enfermeira no Doctors City, em Nova York, quando escutou no rádio que os japoneses haviam se rendido e a guerra havia terminado oficialmente.
"Eu fui do Hospital até Times Square naquele dia, porque a guerra acabou, e onde mais é que um nova-iorquino vai? E esse cara me agarrou e nos beijamos, e aí ele pegou um caminho e eu peguei outro. "Eu nunca olhei para ele. Uma moça apenas fecha os olhos quando é beijada. Pelo menos eu fecho. E depois do beijo eu dei a volta e continuei a caminhar. E eu acho que o marinheiro foi beijar outras moças.Não havia nenhuma maneira de saber quem ele era, mas eu não me importava, porque ele era alguém que tinha lutado por mim."
"Quanto à imagem", disse ela, "ela diz muitas coisas - esperança, amor, paz e amanhã. O fim da guerra foi uma experiência maravilhosa, e que a foto representa todos esses sentimentos."
O fotógrafo não conseguiu anotar os nomes dos dois por causa da confusão em Times Square.
A identidade do casal permaneceu anônima até 1989, quando Edith - para surpresa dos três filhos, que nunca imaginaram que a mãe pudesse ser a moça do beijo - confirmou ser ela a moça da foto.
Ao longo dos anos, Edith foi procurada por uma dezena de homens que se diziam ser o marinheiro da foto.
Numa entrevista, Edith relembra o clima de euforia na cidade. Segundo ela, os marinheiros estavam beijando todo mundo que aparecia pela frente.
Ela disse que ficou constrangida quando viu a foto na revista Life e decidiu ficar quieta porque não queria que as pessoas soubessem que ela havia sido beijada por um estranho (estávamos em 1945 é fato!).
Edith conta que só procurou a revista Life, porque já havia passado tanto tempo que ela já estava velha o suficiente para não ficar mais sem graça pela foto.
Segundo Edith, o pessoal da revista ficou bastante empolgado porque o fotógrafo continuava tentando descobrir quem era a enfermeira.
Desde então, a foto também marcou a vida de Shain, pois a fama conquistada lhe trouxe convites para eventos ligados à guerra, como colocar grinaldas em túmulos, participar de paradas e outros eventos comemorativos.
"Minha mãe sempre estava disposta a enfrentar novos desafios, e cuidar dos veteranos da Segunda Guerra Mundial, o que lhe dava energia para aceitar outra chance de fazer a diferença", disse seu filho Justin Decker em comunicado.
Shain, que morreu em sua casa de Los Angeles, deixa três filhos, seis netos e oito bisnetos.

Edith Shain segura foto famosa ao lado de estátua que reproduz o beijo na Times Square, em NYC.
Peter Foley/Efe

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Comprimido avisa quando é engolido

Pesquisadores da Universidade da Flórida, liderados pelo professor de engenharia elétrica e informática, Rizwan Bashirullah, Christopher Batich, Neil Euliano e Hong Yu, desenvolveram uma pílula equipada com um pequeno chip que envia um alerta quando é ingerido.
O objetivo do estudo era criar um sistema para impedir que os pacientes burlem o tratamento médico, o que seria a solução para pacientes que se negam (ou se esquecem ) de tomar os remédios prescritos.
Dentro de uma cápsula comum, está o microchip, e ao seu redor, cobrindo a capsula, estão linhas de prata que constituem as antenas, uma espécie de etiqueta impressa usando tinta feita de nanopartículas de prata atóxicas e condutoras.
Ela dispensa o uso de bateria pois uma “mini-explosão” é responsável por enviar os sinais de baixa voltagem combinadas com RFID a um pequeno dispositivo eletrônico carregado pelo paciente. É possível que no futuro, este dispositivo possa ser incorporado a telefones celulares ou relógios, para facilitar ainda mais o controle. O dispositivo então envia sinais a um telefone ou computador avisando que a pílula foi ingerida, e conseqüentemente informando o médico de que o medicamento foi tomado.
Eventualmente, em casos especiais, a acidez do estomago do paciente rompe a antena e a cápsula que se abre, liberando o microchip, que passa por todo o trato intestinal, até ser expelido.
A pílula ainda está em fase de um protótipo, mas a idéia é que ela possa ser usada em larga escala.
Segundo a American Heart Association, a baixa aderência aos tratamentos, especialmente àqueles de longo prazo, são o problema número um no tratamento de várias doenças. Nos Estados Unidos, 10% das internações são causadas por doentes que não seguem as orientações sobre as suas
prescrições, e esta seria uma forma efetiva de monitorar se o paciente está tomando a medicação de forma adequada.
Esse é também um problema em laboratórios farmacêuticos, nos quais cientistas avaliam os resultados de novos produtos em estudos de voluntários, sem ter certeza de que realmente eles foram ingeridos, e os pesquisadores muitas vezes requerem a confirmação visual dos participantes tomando as pílulas, o que acaba saindo muito caro, já que centenas ou milhares de pessoas participam dos ensaios. A chamada "observância da medicação" é um grande problema para os ensaios clínicos, porque não tomar os medicamentos distorce os resultados de estudos experimentais ou os torna sem sentido.
A equipe testou com sucesso o sistema de pílula artificial em modelos humanos, bem como em cadáveres. Os pesquisadores têm simulado ácidos do estômago para quebrar a antena para saber os traços que ela deixa para trás.
Os testes tinham determinado que a quantidade de prata retida no corpo é minúscula, menor do que as pessoas recebem quando tomam um copo com água de uma torneira comum.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Imagem da semana

Sem comentários

Desfile da grife Neon, da dupla de estilistas Dudu Bertholoini e Rita Comparato na tarde de domingo (13) em São Paulo. Modelo Daniela Piala.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Malhar ajuda a aumentar o QI

A afirmação de que jovens adultos que estão em forma têm QI mais alto e maior probabilidade de ir à universidade, faz parte da conclusão de um estudo realizado com 1,2 milhões de homens suíços prestando serviços militares nascidos entre 1950 e 1976.
Pesquisadores da Academia Sahlgrenska, da Universidade de Gothenburg na Suécia analisaram os resultados de testes físicos e de QI de homens jovens, e encontraram uma clara relação entre os dados.
A boa forma dos participantes influenciou diretamente os bons resultados do teste de QI. As relações mais fortes são para pensamento lógico e a compreensão verbal. Além disso, no acompanhamento do estudo, os pesquisadores perceberam que aqueles com melhor forma física, e conseqüentemente QI mais alto, estiveram mais tempo na universidade e, assim, conseguiram empregos melhores.
Mas essa relação não tem a ver com força física em si, ou “ficar musculoso”, mas com boa forma física, que compreende um coração saudável e uma boa capacidade funcional pulmonar. Essas, aliás, seriam algumas das possíveis explicações para os resultados, pois esses dois fatores influenciariam a oxigenação do cérebro.
Este é um dado importante, pois, em nenhum momento, a pesquisa menciona que pessoas fora de forma física são menos aptas, somente indicando que determinadas condições de saúde na juventude propiciam maiores chances para o melhor desenvolvimento de algumas habilidades.
Segundo o estudo, jovens entre 15 e 18 anos, que melhoraram sua forma física, tiveram melhora também no desempenho cognitivo. Um dado interessante é que, devido ao grande número de voluntários, foi possível estudar a influência genética dos resultados analisando casos de irmãos, inclusive gêmeos.
Na população estudada foram identificados 268.496 irmãos, sendo 3.147 gêmeos bivitelinos e 1.432 univitelinos que mostraram aos pesquisadores que são fatores ambientais, e não os genes, os responsáveis pela relação dos altos níveis de QI e a boa forma física.
Os resultados, que estão publicados na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), também alertam que outros estudos desse tipo já foram feitos com animais, crianças e idosos. No entanto, em jovens, os resultados devem ser vistos com reservas, pois por volta dos 20 anos, o cérebro ainda passa por mudanças como resultado do desenvolvimento cognitivo e emocional.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Imagem da semana

Golfo do México

Pelicanos fotografados em 3 de Junho 2010 em East Grand Terre Island na costa da Louisiana. AP. Photo Charlie Riedel

sábado, 12 de junho de 2010

Imagem da semana

Namorados


Após 20 meses de investigações, arqueólogos da Espanha concluíram que um par de esqueletos encontrados abraçados, no sul do país, tem 6 mil anos.
Embora os ossos tenham sido achados em 2008, a revelação de que eles foram encontrados só foi feita em janeiro de 2010, após o estudo detalhado dos esqueletos - que especialistas estão chamando de “os apaixonados”.
A descoberta foi feita por acaso por operários da prefeitura de San Fernando, na província de Cádiz, quando eles preparavam um terreno para construir um estádio de hóquei sobre grama.
Segundo relatório da antropóloga Milagros Macías afirma que os dois teriam sido enterrados abraçados de propósito, pois “Não há dúvidas sobre a intenção por parte dos que executaram o enterro de que houvesse contato físico entre ambos, Já que certamente existiria um forte vínculo afetivo entre eles.”
O diretor das escavações, Eduardo Vijande, no entanto, diz que “ainda é cedo para garantir que se trate de um casal apaixonado”. Falta conhecer os resultados das provas antropomórficas e antropométricas para saber se o esqueleto da direita, o adulto, pertence a um homem ou uma mulher, além de exames de DNA que poderiam determinar a existência de uma relação familiar entre ambos.
“Poderiam ser pai e filha, ou mãe e filha, o que mudaria o romantismo do descobrimento, mas ainda assim mantém o vínculo de um grande amor”, afirmou Vijande.
BBC Brasil.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Contribuição da caneta e papel para melhorar os registros eletrônicos de saúde!

Estudo publicado no International Journal of Medical Informatics por pesquisadores de Indiana University-Purdue University e University of Nebraska Medical Center, com o titulo de “Exploring the Persistence of Paperwith the Electronic Health Record" comprovou que registros manuscritos podem complementar sistemas de prontuário eletrônico para melhorar o seu uso.
Observando que não apenas médicos, mas também outros profissionais como enfermeiras, farmacêuticos usuários do sistema eletrônico do Veterans Affairs Medical Center (VAMC), não tinham abandonado totalmente o papel, constatou-se que nem sempre o uso do papel foi considerado mau, e eventualmente pode dar algumas idéias sobre como melhorar a interface entre o usuário da saúde de uma forma geral, cuidando de seu paciente e o registro eletrônico de saúde.
No estudo de 20 profissionais de saúde no Roudebush VA Medical Center, os investigadores encontraram 125 casos de utilização de anotações em papel que foram classificados em 11 categorias, sendo que as mais citadas foram:
Eficiência e facilidade de utilização,
Como ajudante da memória,
Uso de lembretes de uma forma geral,
Anotações alertar outros profissionais sobre informações novas ou relevantes.
Os autores concluem que o uso da caneta e papel precisa ser coordenado com o registro eletrônico para evitar erros que são freqüentes e reforçam a idéia das dificuldades da eliminação total do papel nas instituições de saúde.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Diet, Light e Zero: verdades mitos e crendices

Como se não bastasse os produtos “Diet” e “Light” agora temos também o “Zero”.
Achei oportuno algumas linhas sobre o assunto na medida em que estes produtos estão cada vez mais presentes no nosso cotidiano.
Uma das questões mais evidentes é que muitas pessoas acreditam que os produtos “Diet” são exclusivamente destinados às pessoas que desejam perder peso, diabéticos, ou estão fazendo “Dieta”.
Segundo a portaria nº 29 de 13 de janeiro de 1998 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) o termo "Diet" pode, opcionalmente, ser utilizado para os alimentos classificados como “Alimentos para dietas com restrição de nutrientes” (carboidratos, gorduras, proteínas e sódio) e para os alimentos exclusivamente empregados no controle de peso e ingestão controlada de açúcares. Desta forma, percebe-se que está equivocada a associação exclusiva do termo “Diet” com produtos destinados à alimentação de diabéticos.
Por outro lado, alguns diabéticos dizem que o seu médico havia informado que somente poderiam ingerir refrigerantes “Diet”, o que as impedia de escolher grande parte das opções existente no mercado, tendo em vista que há muitos anos, quase a totalidade das bebidas com adoçantes em substituição ao açúcar passou a ser classificada como “Light”.
Ainda com base na portaria da ANVISA, os produtos seriam classificados como “Light”, “Lite”, ou “Leve” quando apresentassem redução de pelo menos 25% em determinado nutriente ou em calorias, se comparados com o produto convencional, ou quando fornecesse, no máximo, 40 kcal para cada 100ml. Desta forma, produtos “Light” apresentariam um valor calórico um pouco superior aos produtos “Diet”.
Outra diferença importante é que os produtos light não são necessariamente indicados para pessoas com alguma doença, como por exemplo, diabetes, a menos que haja a eliminação de um ingrediente. No caso da Coca-coca light, ela poderia ser consumida por diabéticos já que há eliminação de açúcares. Na realidade, a Coca-Cola light também poderia ser classificada como diet, uma vez que é livre de açúcares.
Desde 2007, com o lançamento da “Coca-Cola Zero”, passamos a nos deparar também com o termo "Zero", de modo que a confusão por parte dos consumidores aumentou ainda mais. Um exemplo clássico é o da pessoa que sente-se insegura para escolher um refrigerante de baixa caloria.
A utilização do termo “Zero” foi impulsionada para alcançar o público jovem que enfrentava certa dificuldade em utilizar produtos “Diet” ou “Light”, por associá-los a bebidas que apresentavam sabor ruim e/ou que se destinavam a pessoas portadoras de doenças. Um exemplo deste novo apelo de mercado foi o slogan da campanha de lançamento da Coca-Cola Zero: “o sabor de sempre, zero açúcar”.
Como as vendas superaram as expectativas, outros refrigerantes procuraram atender a esta nova demanda de mercado, de modo que até o Guaraná Antártica, que era um dos poucos que havia preservado o termo “Diet” na sua rotulagem, passou a ser designado como “Zero”. A única marca de refrigerantes que preferiu manter o termo light em suas embalagens foi a Pepsi.
Resumindo:
Alimento diet é aquele no qual não há ou açúcares, ou gorduras, ou sódio, ou proteínas, ou algum outro ingrediente. Por isso, uma alimento diet não significa necessariamente que tenha menos calorias. Um caso clássico é o do alguns chocolates diet que, apesar de serem restritos de açúcar, têm praticamente a mesma quantidade de calorias do chocolate normal uma vez que possuem mais gorduras.
Os alimentos diet são indicados para pessoas que tenham restrição de consumo de algum ingrediente específico, como os diabéticos que não podem ingerir açúcar, e os hipertensos que não devem consumir muito sal.
O produto light é aquele que tem redução mínima de 25%. de um ingrediente e por isso não significa que um alimento light tenha mais calorias que o diet, já que depende de qual substância teve sua quantidade reduzida.
Ou seja, para que um produto light ou diet tenha menos calorias, é preciso que haja redução de um ingrediente calórico como carboidrato, gordura ou proteína e não de substâncias como sódio (sal light).
Com a nova “moda” das bebidas “Zero” espera-se que em um futuro próximo, confusões deste tipo possam ser minimizadas, tendo em vista que normalmente a palavra “Zero” é seguida da palavra “Açúcar”.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Nascimento e Morte, em que momento isto acontece?

A Definição do instante quando a vida começa e termina tem sido objeto de muita discussão.
Na década de 80 a necessidade de captação de órgãos obrigou nos a discutir o momento da morte.
Antes de mais nada devemos deixar claro que morte é um diagnóstico médico. Até então o conceito de morte estava baseada na existência de atividade elétrica do coração. Ou seja enquanto o coração batia existia vida. Inúmeras vezes pude presenciar pacientes com dissociação eletromecanica serem mantidos vivos porque existia atividade eletrica no coração apesar de ele não mais contrair e consequentemente não havia circulação de sangue. No meu entendimento isto já era uma evoluçaão do diagnóstico de morte que até então era feito com estetoscópio para auscultar os batimentos cardiacos e a presença de midríase bilateral.
Assim sendo a discussão evoluiu até a definição de morte cerebral, que acabou sendo aceita em todos os níveis, inclusive religiosos para caracterizar a morte clínica.
O presidente do Conselho de Bioética dos EUA publicou um relatório chamado “Controvérsias na Determinação da Morte”, na tentativa de definir melhor o que vem a ser “morte” e facilitar a retirada de órgãos para transplante.
Nos casos em que a “morte cerebral” é o ponto de partida para a cessação da atividade dos demais órgãos vitais, isso é suficiente para definir “morte”; em outros casos, porém, a possibilidade de manter o organismo vivo a despeito da falência do cérebro complica a conclusão de que o paciente realmente tenha morrido. Assim, no novo documento, a “morte cerebral” é explicada de modo a mostrar que, sem o cérebro, a vida é tão inviável que ela simplesmente não existe. Trata-se de “cessação de compromisso com o mundo”.
“Compromisso com o mundo”, segundo essa definição, é ter a capacidade de trabalhar pela autopreservação, isto é, que o corpo, por ação do cérebro, ainda mantenha funções vitais sem ajuda de máquinas. Isso significa uma interação mínima com o mundo que garanta ao menos o simples ato de respirar. Para o conselho americano, sem que haja alguma atividade cerebral esse “compromisso” não existe. O documento chama isso de “perspectiva filosófico-biológica”.
Passaram se aproximadamente 20 anos para que o ser humano, começasse a discutir o momento do início da vida.
A evolução da ciência e da tecnologia começa a se falar e trabalhar com células tronco, e a expectativa destas celulas embrionárias tornarem-se solução ou alívio para várias doenças, despertou a discussão atual ainda não equacionada definitivamente que é o momento do inicio da Vida.
Exatamente neste 20 de maio de 2010 o J. Craig Venter Institute (JCVI)
anunciou a produção e laboratório do primeiro ser vivo feito com 100% de DNA sintético.
A organização de pesquisa genômica, que não tem fins lucrativos publicou quinta-feira, 20 de maio de 2010 os resultados que descrevem a construção da primeira célula de bactéria sintética auto-replicante, que é aquela que consegue se reproduzir.
Este feito é de grande impacto para a ciência, uma vez que o genoma foi inteiramente projetado em um computador e trazido à vida por meio de uma síntese química sem nenhum pedaço de DNA natural.
A célula criada foi projetada com ajuda de um computador a partir do gene da bactéria Mycoplasma mycoides. Os cientistas fabricaram a seqüência de bases nitrogenadas de DNA original da bactéria em uma molécula correspondente à seqüência original, e transplantaram toda a molécula para uma célula chamada recipiente, que serviu apenas como local para que esta nova molécula sintética pudesse se reproduzir.
A pesquisa já está publicada na Science Express e estará com todos seus detalhes na próxima edição impressa da revista .
O próprio Dr. J. Craig Venter vem trabalhando neste projeto há mais de 15 anos,com uma equipe de mais de 26 pesquisadores.
A pesquisa, embora desenvolvida com um organismo muito simples, abre caminho para uma série de outras possibilidades, como a criação de organismos mais complexos que, eventualmente possam ter alguma utilidade para o a humanidade, como por exemplo, a criação de vacinas ou a produção de organismos que capturem o dióxido de carbono da natureza. Você pode ler maiores detalhes deste estudo clicando aqui, ou aqui.
Evidentemente as restrições ao estudo foram imediatas e podem ser aqui conferidas, ou aqui.
Diferentemente da Vida, a morte gera discusões e polêmicas em varios paises do mundo sendo que ainda estamos longe de um conscenso de forma que cada um dos paises está evoluindo a discussão e achando suas soluções. Por outro lado o aspecto religioso está em desacordo com os princípiods básicos do interesse da ciencia, o que tem sido um grande entrave na evolução das negociações.
Particularmente no Brasil a pesquisa de células tronco embrionárias, já foi regulamentado pela Lei de Biossegurança aprovada pelo Congresso Nacional.

Cadeirante comemora aprovação sobre pesquisas com células-tronco no julgamento da Lei de Biossegurança

Do ponto de vista prático a demora para a definição da questão pode estar comprometendo uma evolução mais rápida na solução de muitos problemas da saude do ser humano.
Gostaria de lembrar ou resaltar que a definição de inicio e fim da vida foi provocada pela evolução da ciência médica e portanto ela é uma das grandes interessada no assunto.
A religião vai na contra mão de todos os resultados científicos do assunto, seja para início como para o fim da vida.
Mas como podemos perceber, o cérebro é sempre o “X” da questão e este é um objeto de estudo da neurociência, teoricamente com menor participação ou envolvimento da igreja.
Quando o cérebro “começa” e quando o cérebro “termina”, confunde-se com o início e fim da vida.
A vitória da ciência tem sido uma vitória para a própria vida, já que tanto as pesquisas de células tronco embrionárias quanto à morte cerebral, resulta em salvar vidas.
Os cientistas estão bem mais preocupados em salvar vidas que a própria religião, e a pesquisa do J. Craig Venter Institute sem dúvida é um marco histórico na evolução da criação da vida, mas também abre espaço para a discussão que normalmente acompanha este tipo de trabalho genético: será ético? E estaria o homem brincando de Deus?
A definição de morte veio em função da doação de orgãos, para manter a vida.
A definição de vida está sendo discutida em funçao da célula embrionária, ou do genoma, para manter a vida.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Imagem da semana

Na praça de touros de Las Ventas, em Madri, o toureiro espanhol Julio Aparicio é atingido no pescoço pelo chifre, que saiu pela boca, em 21 de maio de 2010. EFE

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O Butantan e a segurança da informação

O incêndio no Instituto Butantan destruiu mais de 535 mil espécies de animais coletados durante 125 anos de pesquisa, que foram totalmente perdidos.
Entretanto cada um destes animais tinha o seu Prontuário, e muitos já eram eletrônicos. Cada um deles continha as informações pertinentes a cada animal inclusive com seu histórico dentro do próprio Instituto, e alguns deles até com fotografias. O trabalho de montagem do prontuário era um projeto antigo que caminhava lentamente como tudo no serviço publico.
Pessoalmente tive o privilegio de conviver com um dos antigos diretores do Instituto Butantan e exatamente por isso conheço, ou melhor, conheci esta exemplar instituição com um pouco mais de detalhes.
O desastre da semana passada não poderia ou não deveria ter acontecido.
Mas como sempre, aqueles que acreditam que nunca vai acontecer um desastre, pecam por falta de profissionalismo. A maior parte das informações, que já estavam em catalogação digital também foi perdida, pois não havia cópias de segurança em local externo. Parece brincadeira deixar uma cópia de segurança no mesmo local do arquivo original. Mais ainda pela grandiosidade da obra, a cópia deveria estar duplicada, em locais diferentes, obedecendo aos consagrados princípios básicos de segurança da informação.
As pessoas não se dão conta de que as boas informações EXIGEM cópias seguras com contingência e isto envolve recursos que normalmente são entendidos como despesas e não como investimento, e talvez por isto acabam por não acontecer.
Esta foi uma decisão amadora para um tema tão profissional, que seus dirigentes e gestores seguramente deveriam conhecer.
Apesar de estar embaixo do mesmo governo, o incêndio do Butantan não guarda nenhuma semelhança com os vários incêndios ocorridos nos arquivos do DETRAN de São Paulo, que talvez encomendados, ocupavam discretas manchetes na mídia com a promessa da apuração dos fatos. O incêndio do Butantan teve e continua tendo repercussão mundial, pois o acervo perdido era o maior do planeta.
Instituições científicas, em particular àquelas ligadas a área da saúde não podem correr o risco de perderem informações por incompetência de seus responsáveis sejam eles quem forem.
Informações da própria instituição dão conta que o vigia viu o começo do fogo, mas não tinha a chave do "galpão". Procurou a segurança que também não tinha a chave. O prédio não possuía sistema de segurança contra incêndio do tipo chuveirinho, que joga água automaticamente.
Os curadores da instituição ja haviam encaminhado à Fapesp uma solicitação de projeto de melhorias estruturais e administrativas nas coleções. O pedido enfatizava a necessidade de instalação de sistemas de detecção de fumaça e de combate automático a incêndio.
Carentes de recursos, sem funcionários em número suficiente, com instalações elétricas e hidráulicas precárias e instalações físicas em péssimas condições de conservação, eles estão sujeitos a sofrer graves acidentes a qualquer momento, deixando como saldo, além de perdas materiais, prejuízos tecnológicos, científicos e culturais irreparáveis. O incêndio era até previsível.
O Instituto Butantan, aliás, é um bom exemplo dos problemas da gestão pública. Em setembro do ano passado, o Ministério Público estadual descobriu o desvio de R$ 35 milhões da Fundação Butantan, que é o braço operacional do Instituto, cujo diretor era um cientista de renome internacional. As investigações revelaram que o dinheiro foi desviado por sete funcionários do segundo escalão, que se aproveitaram da inexperiência e da ingenuidade do cientista como gestor.
O que gostaria de saber é como seria o arquivo de tamanha preciosidade caso o Instituto Butantan fosse uma empresa privada, sem a interferência do governo. Sei que organizações governamentais possuem limitações para exercerem uma gestão competente, mas neste caso pelo seu tamanho e importância, nada justifica a não existência de uma cópia digital, ou duas, em locais externos e distintos, que são princípios básicos de segurança.
O acervo perdido era a maior coleção científica do mundo, mantendo um “banco de dados” de renome internacional com mais de 450 mil aracnídeos entre aranhas e escorpiões, e da coleção de cobras, com cerca de 535 mil espécies mantidas em material inflamável, praticamente sem valor financeiro.
As milhares de obras de arte da natureza guardadas ali, ironicamente, não arrecadariam nem um décimo do que arrecada em leilão um único quadro ou outra obra de arte produzida pelo homem, pois o valor da coleção estava justamente na sua diversidade e representatividade, tanto do ponto de vista temporal quanto geográfico. Seu verdadeiro valor estava no conhecimento científico, produzido pelo esforço de milhares de cientistas, durante mais de cem anos.
Se fossem perdidas as cobras, menos mal, porém perder as informações sobre elas é um fato lastimável, pois informações sobre animais holótipos (espécime considerado representativo para a descrição de uma espécie) foram destruídas. Esses holótipos eram a referência para a descrição de uma espécie. Qualquer cientista no mundo que queira identificar uma espécie na natureza precisa compará-la ao seu holótipo.
O raciocínio banalizado dá conta de que as pessoas entendem que segurança da informação se aplica apenas a instituições financeiras onde os criminosos querem acessar as contas das pessoas para retirar o dinheiro. Mas a informação tem valor inestimável para os objetivos de qualquer organização, especialmente àquelas que já têm uma história mais que centenária e acumula informações que talvez sejam únicas no planeta. A segurança da organização possibilita que a organização realize a sua missão e atinja seus objetivos.
Faz parte da obrigação estratégica de uma organização tratar o processo de segurança da informação como uma atitude madura e uma obrigação dos seus executivos. Porém é preciso existir o processo de segurança da informação e muitas organizações nem isso possuem.
A empresa que tem uma gestão de riscos de segurança da informação passa por um processo que deve estar escrito e envolve a existência de cópias externas de segurança. Estas cópias de segurança devem ser testadas e ter a garantia de sua integridade. As áreas de negócio devem estar envolvidas na definição dessas cópias e deverá haver um responsável para garantir a gestão das cópias de segurança.
Felizmente com o passar dos dias o tamanho do estrago começa a se amenizar um pouco tendo em vista informações publicadas pela imprensa.
Na edição do dia 17 de maio a Folha de São Paulo, da conta que a bióloga Myriam Calleffo, que trabalha no Instituto Butantan, informou que nem todos os livros, que trazem dados de espécies coletadas desde o primeiro animal registrado no acervo do Prédio das Coleções, destruído no sábado (15), foram queimados. Os livros trazem a identificação das espécies coletadas, quem as coletou, quando e onde, entre outros detalhes.
O Jornal da Tarde, na edição desta terça-feira, dia 18 informa que em meio às cinzas no prédio do laboratório de répteis, que se transformou em um garimpo, funcionários e pesquisadores encontraram vidros contendo exemplares intactos de espécimes raras, além de parte do acervo de aranhas, e a coleção didática formada por doações. Duas jararacas vivas, que estavam em uma caixa, foram retiradas dos escombros.
O incêndio do Instituto Butantan é, como se vê, resultante de fatores que vão da falta de gestão profissional e competente, à ausência de controles administrativos mais rigorosos, passando pela escassez crônica de recursos. E, se nada for feito para mudar esse quadro, permanecerá o risco de tragédias semelhantes com novos prejuízos irreparáveis, nesta ou em outra instituição qualquer, por maior que seja o seu reconhecimento pela sociedade.
Lição a ser aprendida.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Imagem da semana

Gaivota avistada em Scarborough (Reino Unido) com um dardo na cabeça

Fotógrafo: Graham Rhodes

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dia Internacional da Enfermagem.

Neste 12 de maio estará sendo comemorado mais uma vez o Dia Internacional da Enfermagem, exatamente no dia em que nasceu em Firenze na Itália, no ano de 1820 Florence Nightingale,que é considerada a fundadora da enfermagem moderna.
Aos 24 anos, em dezembro de 1844, em resposta à morte de um mendigo numa enfermaria em Londres, que acabou em um escândalo público, ela se tornou a principal defensora de melhorias no tratamento médico na Inglaterra.
Imediatamente, obteve o apoio de Charles Villiers, presidente do Poor Law Board (Comitê de Lei para os Pobres), o que a levou a ter papel ativo na reforma das Leis dos Pobres, estendendo o papel do Estado para muito além do fornecimento de tratamento médico.
Florence Nightingale ficou particularmente preocupada com as condições de tratamento médico dos mais pobres e indigentes, rebelou-se contra o papel convencional para as mulheres de seu status, que seria tornar-se esposa submissa, e decidiu dedicar-se à caridade, encontrado seu caminho na enfermagem. Em 1845 anunciou sua decisão para a família, provocando raiva e rompimento, principalmente com sua mãe.
Até então este papel era exercido por mulheres chamadas de “ajudantes” em hospitais ou acompanhando exércitos, muitas delas cozinheiras e prostitutas, sendo que estas últimas eram desta forma castigadas.
A contribuição mais famosa de Florence foi durante a Guerra da Crimeia,(1853-1856) que se tornou seu principal foco quando relatos de guerra começaram a chegar à Inglaterra contando sobre as condições horríveis para os feridos. Em outubro de 1854, Florence ja tinha uma equipe de 38 enfermeiras voluntárias treinadas por ela, inclusive sua tia Mai Smith.
Florence Ficou conhecida na história pelo apelido de "A dama da lâmpada", pelo fato de servir-se deste instrumento para ajudar na iluminação. Ao auxiliar os feridos durante a noite, levava na mão uma lamparina para clarear seus caminhos, e muitos enfermos ao ver sua luz sentiam mais aliviados com sua chegada.
Exatamente por isto a lamparina foi adotada como símbolo Internacional da enfermagem, que se mantém até hoje.



O Hospital Samaritano de São Paulo foi o berço da enfermagem profissional em São Paulo.
Em 1894 foram contratadas cinco enfermeiras inglesas que aqui chegaram no decorrer do ano, inclusive a inglesa Maggie K. Grosart, para atuar como enfermeira-chefe a partir de 1895, por iniciativa do diretor médico do hospital Dr Willian London Strain.
Maggie K. Grosart tinha como algumas de suas responsabilidades o controle e treinamento de enfermeiras e a criação de uma escola de enfermagem que teve seu inicio em 1900 ou 1901, apresentando absolutamente as mesmas características do Sistema Nightingale de ensino. Foi oferecida moradia às estudantes, para que todo o período do curso estivessem em ambiente confortável, agradável e próximo ao local de estudo e trabalho. Exatamente por isto foi construído dentro da área ocupada pelo Hospital o Lar das Enfermeiras e posteriormente o Clube das Enfermeiras.
Existe a referência de 1904 como o ano de formatura da primeira turma de cinco enfermeiras, todas contratadas pelo Hospital Samaritano.
A lamparina, símbolo da enfermagem, durante quase cem anos fez parte do logotipo do Hospital, pois juntamente com a Escola eram uma única instituição.
Não se sabe exatamente quando esta marca ou logotipo foi instituído, entretanto na década de 10 esta primeira imagem já aparece em fotografias.


Durante todo este tempo pequenas alterações foram feitas no logotipo para adéquá-lo aos “novos tempos”, pois entendiam os especialistas que a marca de uma Instituição de saúde precisa ser atualizada ou modernizada e segundo outros ter também um aspecto comercial.
Instituições de renome têm suas marcas guardadas com carinho e fazendo questão de preservá-las e mantê-las. Aí estão duas fortes marcas, que jamais foram mexidas durante toda sua existência, não sendo sequer “modernizadas” e têm valor inquestionável.
















Por outro lado alguns Hospitais “modernizaram” suas marcas, mantendo de forma inequívoca a sua imagem inicial.

Beneficência Portuguesa de São Paulo



Hospital Alemão Oswaldo Cruz













O Hospital Sírio Libanês produziu recentemente modificações consideráveis no seu logotipo que não sei por que foram feitas e o que significam.



O Hospital Samaritano, na sua seqüência de modificações começou se adequando aos tempos modernos, mantendo a marca e a simbologia, para terminar de uma forma difícil de compreender, no contexto da sua história.













Durante o ano de 2002 um grupo de estudos foi formado pela diretoria do hospital, liderado por uma empresa especializada para avaliar a marca da Instituição. A conclusão foi que o logotipo do Hospital Samaritano era forte, transmitia credibilidade, não era feio, tinha dentro de si a própria historia do hospital, e sem duvida era uma marca antiga, que no caso seria mais um fator favorável para preservá-lo.
Sugeriram então uma discreta modificação, especificamente na chama da lamparina que foi considerada um elemento muito forte e estava com pouca evidência. A ocasião foi aproveitada também para reafirmar que a cruz em cima da lamparina tinha ligação com o símbolo da medicina e não com a do Cristianismo, como alguns queriam crer, o que estaria trazendo problemas, uma vez que o Hospital passou a se sentir adotado pela colônia Judaica.
Mas nada disso foi suficiente para preservar a marca quase centenária, pois em 2007 a Instituição lança o projeto de nova identidade visual em que substituiu a lamparina como logotipo, descrevendo a “preservação e à continuidade da história da instituição” e baseado no “brilho e calor de uma nova chama”.




Este é o atual logotipo do Hospital, que nada lembra à velha lamparina das Enfermeiras, lembrando o “S” de uma conhecida marca de produtos alimentícios, com a cor de uma empresa de economia mista do estado de São Paulo, que no seu conjunto se assemelha com o formato da logomarca de um conhecido grupo internacional.
A Escola de enfermagem do Hospital Samaritano não existe mais, desapareceu exatamente no momento que muitos Hospitais do Brasil buscavam criar suas escolas para formar suas próprias enfermeiras.
O Hospital Samaritano acabou não só com a Escola de Enfermagem, mas também a Residência e recentemente o Clube das Enfermeiras.
Não sei como tudo isto pode acontecer num patrimônio protegido pela Historia, que talvez esteja legalizado como patrimônio tombado da cidade de São Paulo.
Neste 12 de maio algumas pessoas, 30, 40 ou talvez 50 irão comemorar no Hospital Samaritano o Dia Internacional da Enfermagem, sem sequer ter idéia, desta bonita história.

sábado, 8 de maio de 2010

Retrato de Mãe

Dom Ramón Ángel Jara (1852-1917), Bispo de La Serena - Chile
(Escrito num álbum)
Tradução do poeta Guilherme de Almeida.

“Uma simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus; e, peia constância de sua dedicação, tem muito de anjo; que, sendo moça, pensa como uma anciã e, sendo velha, age com as forças tôdas da juventude; quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida e, quando sábia, assume a simplicidade das crianças; pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama e, rica empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos; forte, entretanto estremece ao chôro de uma criancinha e, fraca, entretanto se alteia com a bravura dos leões; viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra tôdas as dôres se apagam e, morta, tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-Ia de novo, e dela receber um apêrto de seus braços, uma palavra de seus lábios. Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher, se não quiserem que ensope de lágrimas êste álbum: porque eu a vi passar no caminho. Quando crescerem seus filhos, leiam para êles esta página: êles Ihes cobrirão de beijos a fronte e dirão que um pobre viandante, em troca da suntuosa hospedagem rece­bida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria MÃE...”


quarta-feira, 5 de maio de 2010

Imagem da semana

Tragédia no Golfo do México


Vazamento de petróleo começou com acidente em plataforma, que foi tomada pelo fogo em 21/04/2010. Foto: U.S. Coast Guard /Reuters


Golfo do México. 28/04/2010. Foto: Sean Gardner/Greenpeace/Reuters



Foto de satélite mostra avanço da mancha de óleo. 29/04/2010. Foto: Nasa/AP

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Estudo genético ajuda a entender alcoolismo

Cientistas das Universidades North Carolina State e Boston University estudaram os genes que têm papel fundamental no comportamento do uso da bebida alcoólica em relação aos insetos, com o objetivo de identificar redes inteiras de genes, que pudessem ser associados ao seres humanos.
Os pesquisadores embriagaram moscas para tentar determinar os genes responsáveis pela tolerância alcoólica no inseto, e descobriram que os resultados têm aplicação em humanos.

Robert Anholt, um dos líderes do estudo, e seus colegas primeiro mediram o tempo necessário para que as moscas de uma fruta, perdessem o controle de sua postura após exposição ao álcool.
Concomitantemente, eles registraram as mudanças nas expressões de todos os genes dos insetos utilizados. Em seguida, métodos estatísticos permitiram aos cientistas destacar aqueles com papel crucial na exposição ao álcool.
Os pesquisadores então compararam essas informações a humanos e conseguiram determinar que os mesmos genes encontrados na mosca da fruta podem estar diretamente ligados ao consumo de álcool nos homens.
O estudo publicado na Genetics fornece explicações de porque algumas pessoas parecem tolerar melhor o álcool do que outras. Ele também pode ser usado para desenvolver drogas para prevenir, diminuir ou eliminar a dependência do álcool, já que o seu consumo é responsável por 1,8 milhões de mortes no mundo por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Imagem da semana

Estádio setuagenário





Em 1920 a Companhia City doou ao governo 76 mil metros quadrados de terreno, no bairro do Pacaembu que em tupi-guarani, significa “terras alagadas”, para a construção do estádio, que só seria concluída duas décadas depois.
O estádio foi inaugurado no dia 27 de abril de 1940, com a presença do presidente da República, Getúlio Vargas, do interventor Adhemar de Barros e do prefeito Prestes Maia. No dia seguinte, um domingo, foram realizados os dois primeiros jogos no estádio. Na preliminar, o Palestra Itália (atual Palmeiras) goleou o Coritiba por 6 a 2 e o placar foi inaugurado aos dois minutos do 1º tempo por Zequinha, do time paranaense. Na partida de fundo, o Corinthians venceu o Atlético-MG por 4 a 2.
Até 1961 o estádio chamava apenas Estádio Municipal, quando então foi feita uma homenagem a Paulo Machado de Carvalho, o Marechal da Vitória, chefe da delegação brasileira campeã mundial nas Copas de 1958, na Suécia, e 1962, no Chile.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ervas chinesas: verdades mitos e crendices

Pesquisa feita no Instituto de Medicina Molecular, Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas descobriu as razões pelas quais um conjunto de ervas medicinais usadas na medicina tradicional chinesa é tão eficaz para proteção contra doenças do coração.
Os cientistas fizeram testes com as plantas chinesas DanShen, GuaLou e várias outras. As fórmulas com plantas medicinais chinesas indicadas para problemas cardiovasculares são compostos feitos com várias ervas que misturam de três até 25 plantas diferentes.
A explicação para os bons resultados dessas plantas está no fornecimento de grandes quantidades do óxido nítrico, um composto que comprovadamente já sabemos dilata as artérias.
O óxido nítrico é crucial para o mecanismo de regulação do sistema cardiocirculatório, porque ele sinaliza para que as paredes internas dos vasos relaxem o que facilita o fluxo de sangue através de todo o sistema sanguíneo e do coração. Essa molécula-mensageira diminui a pressão sanguínea e reduz a formação de “aglomerados” e placas que se depositam nas paredes das artérias.
Os resultados do estudo mostraram que as plantas medicinais chinesas estudadas têm profundo impacto na bioatividade do óxido nítrico primariamente por meio da sua ativação nas paredes internas dos vasos sanguíneos, mas também por meio de sua capacidade de converter nitreto e nitrato em óxido nítrico, explica o Dr. Nathan S. Bryan, um dos autores da pesquisa que foi publicada no conceituado Free Radical Biology & Medicine.
Os preparados de ervas medicinais estão entre os principais componentes da medicina tradicional chinesa, juntamente com a acupuntura e a massagem. "As ervas tradicionais chinesas têm levado à descoberta de medicamentos seguros contra o câncer, as doenças cardiovasculares e o diabetes", afirma Thomas Caskey, outro membro da equipe.
Os cientistas testaram também as formulações com ervas chinesas vendidas na forma de cápsulas e tabletes. "Cada uma das plantas medicinais chinesas testadas nos ensaios apresentaram efeitos de relaxamento dos vasos sanguíneos em alguma medida," diz o estudo.
O próximo passo agora é efetuar os mesmos estudos em pacientes que já desenvolveram problemas cardíacos, a fim de verificar o potencial de auxílio terapêutico dessas ervas tradicionais chinesas. Em seguida eles pretendem identificar os componentes ativos das ervas, a fim de que possam ser sintetizadas e se for o caso, disponibilizadas em larga escala.
Para alongarmos neste assunto seríamos obrigados a abordar as questões ligadas à Biodiversidade Amazônica, que além de muito complexa é também muito extensa, e vai ficar para uma próxima vez.
Vamos aguardar...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Imagem da semana

Twitter vindo do espaço

PrimeitoTwitter da história, vindo do espaço, a bordo da Estação Espacial Internacional, pelo Astronauta Timothy J. Creamer (Astro_TL) em 22 de janeiro de 2010.


O Astronauta Soichi Naguchi (Astro_Soichi) a bordo da Estação Espacial Internacional, postou esta foto tirada de dentro da aurora boreal, em 06 de abril de 2010 a 28.000 km/h e 400km de altitude. Foi seu milésimo Twitter.