Por outro lado, a imagem do plano de fundo foi feita pela Curiosity Mars Science Laboratory em 08 de setembro de 2012 no 33º dia após o pouso na superfície de Marte observando-se o solo marciano como jamais foi visto. E também não é bobagem...
Image credit: NASA/JPL-Caltech/MSSS.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Google e a energia solar



O Google deverá investir US$ 168 milhões em uma usina de energia solar, no Deserto de Mojave na California, zona de preservação ambiental nacional. Na verdade o investimento é na BrightSource Energy, empresa que desenvolve e opera grandes usinas de energia solar. O projeto se chama Ivanpah, pois é o nome do local onde estará localizado no deserto de Mojave. O Ivanpah Solar Energy Generating System será o primeiro grande projeto de energia solar construído no deserto da Califórnia, e será o maior do mundo, pois produzirá quase o dobro da quantidade de energia solar produzida comercialmente hoje em todo o território norte americano.
O sistema, eficiente e ambientalmente responsável, combina tecnologia inovadora com o sistema de energia solar convencional, para uma produção de energia limpa em grande escala. Quando a usina estiver pronta em pleno funcionamento, 13,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono deixarão de ser produzidas.
A usina vai gerar energia com uma tecnologia de torres, 173 mil espelhos controlados por um software que seguindo o sol, reflete a luz em uma caldeira, que fica no topo da torre com altura de 150 metros. A luz solar concentrada na caldeira aquece a água da caldeira com temperatura superior a 550°C, criando vapor, que é direcionado até uma turbina onde a eletricidade é gerada. A partir daí, as linhas de transmissão transportarão a energia para o consumidor final.Se quiser ver interessante galeria de fotos do projeto clique aqui.
O Google está investindo pesado em projetos ecológicos sendo que, ano passado, foram US$ 40 milhões em um parque eólico na Dakota do Norte e também em um projeto de design que pretende fazer instalações ecologicamente corretas no oceano Atlântico.
Segundo Needham Rick, diretor de operações do Google Verde, o investimento em Ivanpah continuará com o desenvolvimento e implantação desta tecnologia promissora sem deixar de incentivar outras empresas a fazer investimentos semelhantes em energia renovável.
O Google já fez investimentos de mais de 100 milhões de dólares nessa causa, e se você estiver interessado em conhecer os detalhes é só clicar aqui.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A Amazônia no Street View


O governo do Amazonas informa que cinco comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, entre os municípios de Iranduba e Novo Airão a 180 quilômetros de Manaus, vão poder ser vistas até o final deste ano de qualquer lugar do mundo pelo Google Street View.
O Street View é uma ferramenta do Google Maps que permite explorar digitalmente, lugares de todo o mundo por meio de fotos em 360º. 
O serviço, presente no Brasil desde 2010 permite visualizar 51 cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e cidades históricas de Minas Gerais, entre outras.
Serão 150 mil quilômetros percorridos e milhões de fotos processadas para reproduzir virtualmente os municípios, que podem ajudar os internautas a conhecer rotas, encontrar lojas e bares ou simplesmente fazer turismo com mouse e teclado.


Em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS), utilizando trikes, uma espécie de triciclo com câmeras, a equipe do projeto está capturando as imagens do local, que serão disponibilizadas no Street View para serem vistas por todo o mundo, sendo este apenas um dos projetos da parceria  com o Google.
Os profissionais do Google e da FAS ainda estão ensinando os próprios moradores das comunidades ribeirinhas a utilizar as trikes, para que eles mesmos também possam tirar as fotografias. A idéia é que os internautas possam enxergar a Amazônia sob a visão daqueles que vivem no bioma.
Com o projeto Street View na Amazônia, a FAS espera que o mundo todo tome conhecimento das belezas e peculiaridades culturais da Amazônia e, assim, passe a respeitar e lutar mais pela conservação do bioma.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O paciente informado e o Dr. House

O famoso e consagrado seriado House foi ao ar nos EUA, com o tema Paciente informado que teve um destaque especial. Na verdade, o segundo episódio (Epic Fail ) é quase inteiramente sobre o tema.
O Dr. House retorna ao Princeton Plainsboro anunciando que irá fazer grandes mudanças em sua vida. Enquanto isso, sua equipe não consegue diagnosticar um novo paciente obcecado por postar todos os seus sintomas na internet.
A equipe de diagnóstico fica a cargo do Dr. Foreman que é constantemente confrontado pelo paciente, que passa a discutir sobre o próprio diagnóstico com base em informações colhidas na web. Foreman se vê obrigado a ceder em alguns pontos e também mostra certa dificuldade de lidar com essa nova realidade: a internet deixa o paciente menos leigo e ao mesmo tempo transforma o caso num reality show on-line.
Não é a toa que um dos seriados mais premiados da televisão norte americana, vistos em vários países do mundo tenha abordado o tema como testemunha de sua importância e atualidade.
Até aproximadamente o início do século XXI a “verdade” médica era incontestável e o profissional de saúde representava o papel do “médico-deus”. Entretanto com a consolidação em nosso meio da informação via internet e a condição do paciente como um legítimo consumidor fez com que a atitude do profissional de saúde procurasse restabelecer nova postura frente ao comportamento do paciente que, aos poucos, se torna cada vez mais informado e tentando se aproximar do saber médico.
Entretanto essa mudança de paradigmas apresenta pontos extremamente importantes e polêmicos, sendo o principal deles o fato de o paciente buscar informações no Dr. Google porque perdeu o contato com o médico.
A internet provocou mudança significativa no relacionamento médico/ paciente a partir do momento em que aumentou e muito a quantidade de informação sobre doenças, tratamentos e medicamentos. Se por um lado, estas transformações exigem dos médicos maior interação com o paciente, cada vez mais informado, por outro, implica debater certificação e/ou credibilidade do conteúdo publicado na rede, que pode ser um processo desgastante.
É preciso relembrar que a milenar relação médico/ paciente é marcada pela “autoridade científica” e poder simbólico, que foi conquistado, por aquele que detém o conhecimento sob aquele que realiza uma consulta. Vale destacar que o conhecimento adquirido pelo médico na academia é o elemento estruturante desta relação. Porém, a liberação, impulsionada pela Web e as novas tecnologias de informação e comunicação, potencializaram o acesso a informação e dão mais força ao ditado popular de que “de médico e louco, todo mundo tem um pouco”.
Basta uma busca no Google para encontrar solução caseira para curar um câncer como também uma consulta online. Independente da credibilidade e exatidão da informação publicada, o paciente consulta o Dr. Google antes e após a consulta, implicando para o médico uma nova forma de se relacionar com o seu paciente. Pior ainda, feito o suposto diagnóstico, o Dr. Google pode, por solicitação do paciente consultante sugerir um médico esteja nas cercanias do CEP 0XYZ apontado pelo paciente e muitas vezes esta busca é feita nas bases dos Conselhos Regionais de Medicina que são abertas, para consulta. Ironicamente esta base aberta foi preconizada há alguns anos atrás para dar credibilidade ao paciente.
A grande necessidade é diferenciar o conteúdo de sites e blogs que trazem informações de boa qualidade daqueles que aumentam as chances de levar o paciente a se automedicar ou tentar terapias que apresentam riscos à saúde.
É preciso discutir quem vai certificar e/ou validar estas informações e qual será o custo deste processo.
Como serão abordadas as áreas do conhecimento cujas correntes e linhas de trabalhos são divergentes? Como será possível dar ou tirar a razão daqueles que defendem posições diametralmente opostas?
Não podemos nos esquecer que a Internet é um espaço absolutamente democrático em que o acesso a um grande número de informações disponível, com ideias e culturas diferentes, pode influenciar o desenvolvimento moral e social das pessoas. A criação dessa rede beneficia em muito a globalização, mas também cria a interferência de informações entre culturas distintas, mudando assim a forma de pensar das pessoas. Isso pode acarretar tanto uma melhora quanto um declínio dos conceitos da sociedade, tudo dependendo das informações existentes na Internet.
Essa praticidade em disseminar informações na Internet contribui para que as pessoas tenham o acesso a elas, sobre diversos assuntos e diferentes pontos de vista. Mas nem todas as informações encontradas na Internet podem ser verídicas. Existe uma grande força no termo "liberdade de expressão" quando se fala de Internet, e isso possibilita a qualquer indivíduo publicar informações ilusórias sobre algum assunto que seja do seu interesse pessoal, prejudicando, assim, a consistência dos dados disponíveis na rede.

Essas e muitas outras questões foram muito bem resumidas pelo jornalista Yuri Almeida na matéria “Desafios para classe médica em tempo de Paciente Informado e Web 2.0“ no blog Herdeiros do caos.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A Complexidade do paciente expert

De médico e louco todo mundo tem um pouco.
Era de se esperar que os pacientes aos poucos tentassem se aproximar dos médicos nos seus conhecimentos. Apenas aguardava-se uma oportunidade, uma chance ou uma ferramenta, que finalmente apareceu.
O termo paciente expert começa a se tornar cada vez mais freqüente nas nossas relações e eu tenho dúvidas se isto é bom ou ruim, e é por isto que estou escrevendo.
A minha vida como médico começou quando ainda não existia o computador, e a relação médico-paciente não tinha nenhuma semelhança com o que assistimos hoje.
O advento da Internet, banda larga, inclusão digital, etc. fez com que os pacientes procurassem informações sobre as questões da saúde de forma simples, rápida e eficiente. A disponibilidade de dicionários on line e a Wikipédia vieram ajudar o entendimento daquilo que está sendo buscado.
Recentemente foi lançada a Medpedia, que é uma espécie de Wikipédia, voltada às questões médicas, porém com qualidade controlada.
A conseqüência deste fenômeno é que temos hoje pacientes cada vez mais esclarecidos e médicos cada vez mais mal formados. Não quero entrar no mérito da formação do médico porque não é o objetivo deste momento e mesmo porque o assunto é extenso, complexo e merece a atenção de outro post. A má qualidade da formação do médico associado aos hospitais que se tornaram um “negócio” trouxe como distorção a banalização do respeito e consideração do paciente já comentado quando escrevi sobre o paciente do 405.
A socialização rasteira da medicina no Brasil, e o conseqüente “culto à carteirinha”, descaracterizou a identidade e qualificação do profissional médico, para reduzi-lo ao Dr. Fulano, que os pacientes normalmente não sabem o nome, porém é o médico do convênio a que eles tem direito, muito perto da sua casa, etc. etc..e isto é tudo o que interessa.
A conseqüência imediata é que o paciente não conhece o seu médico e assim sendo sente-se mais confortável e estimulado em buscar informações antes ou após a sua consulta, para poder confrontar com aquilo que foi ou vai ser dito. E os pacientes não têm nenhum acanhamento em questionar os médicos com anotações tiradas do bolso.
O curso médico básico demora 6 anos, mais 3 de residência, especialização ou pós graduação, mais 1 ou 2 para conseguir ter um mínimo de experiência e confiança. Estes 10 anos é o tempo mínimo necessário para ter no mercado um profissional com uma qualificação adequada.
O paciente expert esta querendo transformar estes 10 anos em 10 minutos de pesquisa na internet ou no Google ou em qualquer mecanismo de busca.
Eu já escrevi sobre a questão de pacientes usando cada vez mais ferramentas do tipo Google, não só na sua ferramenta Health como também na Earth.
Além disso o paciente que tiver tempo e disciplina para pesquisar, poderá encontrar informações interessantes e até de boa qualidade, como por exemplo sites de Faculdades e Universidades conceituadas e outras nem tanto.
Se existir dúvida de como se faz uma pesquisa em biblioteca virtual e quiser uma aula, o caminho também está à disposição, e a imbatível Biblioteca Virtual de Saúde baseada na Biblioteca Regional de Medicina BIREME é um Centro Especializado da OPAS, estabelecido no Brasil desde 1967, em colaboração com Ministério de Saúde, Ministério da Educação, Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e Universidade Federal de São Paulo.
Mas se você for muito exigente ou esclarecido e achar que ainda é pouco, pode buscar informações da Medicina Baseada em Evidências.
Por tudo isto é uma temeridade o paciente se apresentar a consulta médica depois de ter feito uma busca minuciosa por estes meios relacionados, pois somente saberemos da qualidade da informação obtida pelo paciente, depois da confusão armada e além do que a informação obtida pode estar correta mas o paciente não tem o entendimento e o raciocínio médico necessários para compreender o "ato médico".
O suicídio ou a tentativa, que por si faz parte de um quadro clínico psiquiátrico, tem sido relatado em situações em que o paciente “consulta-se” pela internet, chega a conclusão que sua doença é grave ou incurável e acaba escolhendo a morte pela auto destruição numa tentativa de se livrar de uma situação de extrema aflição, para a qual acha que não há solução, o que normalmente não é verdade. Noticias como esta ou como esta existem centenas na Internet.
Até algum tempo acreditava se que o cirurgião estava a salvo de toda esta questão no que se refere ao ato cirúrgico propriamente dito, sofrendo a influencia do paciente expert somente até o diagnóstico, pois o paciente não seria capaz de discutir o ato cirúrgico em sí. Engano. O paciente expert descobre as varias técnicas utilizadas para o tratamento de um mesmo mal e passa a discutir como fazer, com o cirurgião que vai operá-lo. Não bastasse estas dificuldades o desenvolvimento dos robôs veio acrescentar um fato a mais em toda esta discussão, mas pelo menos esta é mais saudável, pois o paciente expert reconhece que os robôs conseguem fazer algo além do trabalho do cirurgião.
O paciente expert já mudou a relação medico paciente, em função da sua postura e de pensar que ele é bem informado, quando na verdade ele apenas é informado.
O estudo apresentado e premiado no X Congresso Brasileiro de Informática em Saúde dos Drs. Alexandre César Souza Hamam e Carlos José Reis de Campos, mostra de forma inequívoca quão baixa é a veracidade das informações médicas buscadas e achadas na internet. A leitura deste brilhante trabalho é fundamental para o convencimento da veracidade daquilo que aqui foi dito.
Pesquisadores da Fiocruz realizaram interessante estudo, que entretanto está mais focado na maneira de como o paciente se tornou expert do que a análise mais profunda do paciente que resolve se tornar expert, sem considerar que a qualidade dos estudos que são apresentados no Reino Unido, Holanda, Estados Unidos e Canadá, não são comparáveis aos aqui produzidos por um sem número de motivos. De qualquer forma este também é um material que precisa ser lido.
O assunto está aberto para discussão e com mais um tempero, pois estou sentindo um forte movimento e interesse de pessoas e grupos que trabalham com as mídias sociais, pois sem dúvida é um grande prato para eles, como para todos nós.
Vamos ao trabalho!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Novamente o Google e a Medicina

Não satisfeito com o grande avanço desencadeado no Google Health, agora chegou a vez do Google Earth “intrometer se” na medicina.
A funcionalidade Google maps consegue traçar rotas, localizar o prestador de serviço como farmácias, clínicas e hospitais, entre outros e tanto melhor quanto maior a cidade, sendo que São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília têm serviços muito bons. Como a linguagem de programação dos mapas é aberta o sistema permite que sejam criados mapas sobre mapas, imagens e outras formas de sinalização. O sistema é tão incrivelmente aberto que um cidadão britânico desenhou um pênis gigante no telhado da sua casa para “aparecer” no Google Earth.
Se quiser conferir a ultima versão clique aqui.
Você poderá encontrar algumas apresentações ou camadas, com temas agrupados e de interesse, como por exemplo, a possível evolução da temperatura terrestre em suas diversas regiões, de acordo com o efeito estufa.
De que forma a medicina poderá se beneficiar dessa tecnologia?
Existe um número enorme de iniciativas bastante interessantes, a saber:
A - Universidade de Joinville (Univille) está fazendo um estudo epidemiológico sobre acidente vascular cerebral e anotando o local da residência do paciente no Google Maps. A conseqüência é a visão do agrupamento de pontos no mapa o que permite visualizar a densidade de casos por região ou bairro da cidade.
B - O endereço leva ao redor de uma clínica, localizando pontos de alimentação agrupados com escore de qualidade.
C - Se você estiver interessado em ajudar a construir um mapa mundial de zonas endêmicas de malária deve ler o trabalho de Simon I. Hay e Robert W. Snow e depois buscar o artigo que detalha como é possível criar este tipo de mapa.
D - Se por outro lado você estiver interessado em um mapa de alerta para doenças transmissíveis e epidêmicas, verá que é possível acompanhar as doenças transmissíveis relatadas nos últimos 30 dias, em todos os países do mundo.
E - Para aproveitar a tecnologia desenvolvida para o Google Earth você pode encontrar a mesma tecnologia 3D desenvolvida para o prontuário eletrônico médico.
F - Aqueles que estão preocupados com a portabilidade poderão perceber que a preocupação já está trazendo frutos, pois a aplicação está se preparando para os Smartphones, Twitter, Facebook, diHITT e tudo mais que forem móvel e ágil.
Portanto mais uma vez reafirmo que o Google e seus concorrentes não estão entrando na saúde para brincar ou espiar, mas para ficar, e para isto estão desenvolvendo funcionalidades que são necessárias e almejadas pelos profissionais da área da saúde e também porque estão assessorados por profissionais competentes de grandes Instituições de saúde dos Estados Unidos.
Não acho que esta mistura possa dar errado.

sexta-feira, 20 de março de 2009

O Prontuário Eletrônico do futuro já chegou

Como se não bastasse Google, Microsoft e Yahoo participando intensa e ativamente na área da saúde, disponibilizando uma versão de registro eletrônico de saúde, agora é a vez do gigante Wal-Mart começar a dispor de sistemas integrados de automação para médicos e pequenas clínicas nos EUA. O pacote engloba um computador da Dell, ( ou um tablet PCs, que parece ser preferência de muitos médicos nos Estados Unidos), um software de prontuário eletrônico e serviços de instalação , manutenção e treinamento. A informação é de Steve Lohr do The New York Times publicada na edição de 11 de março de 2009. A pergunta que não foi claramente respondida e é apenas especulada é o porque do interesse de uma rede de varejo no negócio da saúde. A explicação comentada é o interesse da Farmácia do Wal Mart de ter conhecimento e intimidade com as doenças dos seus clientes para poder oferecer de forma agressiva, porém competente, medicamentos e até pequenos equipamentos para controle de glicemia, colesterol, pressão arterial, etc e seus respectivos insumos. Comenta-se também que neste mesmo nicho poderão estar entrando por exemplo a nutricionista, que além da orientação nutricional para cada caso terá a disposição todo o setor de alimentação do Wal Mart e assim por diante, pois o entendimento é que a saúde também está globalizada em todos os sentidos.
Estas informações estão disseminadas nos Estados Unidos, disponíveis na internet para quem quiser consultar tendo ainda soluções que envolvem algum custo aos pacientes, porém já mostrando tendência de se tornar “free” em pouco tempo.
A idéia é aproveitar o pacote do Presidente Obama de estimular o uso do PEP, com base em um incentivo de cerca de 40.000 dólares por clínica. Considerando que a utilização do prontuário eletrônico pelos médicos americanos é muito discutida e controversa, segundo artigo recente do New England Journal of Medicine o Wal Mart pretende oferecer em grande escala a um custo mais baixo (que é sua especialidade) e financiado, todo o pacote, inclusive assistência técnica para hardware e software. O Sam's Club do Wal-Mart tem 200.000 profissionais de saúde entre seus 47 milhões de clientes!
Não tenho a menor dúvida que todas estas soluções apresentadas serão eficientes, competentes, e vão “cair na graça” de todos os usuários, não só pacientes como médicos, dentistas, fisioterapêutas, nutrólogos, etc... da mesma forma que todos nós, uns mais outros menos , acabamos por se acostumar e não conseguir viver sem Office, Google, etc...e além de tudo não terão custo.
Existe uma grande empresa no nosso país, que atua na área de auxílio ao diagnóstico, que está desenvolvendo uma opção de oferecer ao paciente que vai buscar o resultado do seu exame via internet de exportá-lo para o aplicativo Google, MS, etc. Este já entendeu tudo.
Não vai demorar muito para nós médicos começarmos atender pacientes que virão aos nossos consultórios com seu prontuário pronto, montado e talvez até já preenchido por algum outro médico, tendo como único trabalho passar-nos o endereço e a senha. De nada adiantará dizer que temos o nosso prontuário, da nossa clínica ou hospital, que é melhor, mais eficiente, ou qualquer outro argumento, porque ele vai usar Google, Microsoft, Yahoo, Wal Mart , porque ele leva para qualquer lugar do mundo, porque mostra para o profissional que quiser, sob sua inteira responsabilidade, pois o prontuário é dele. Questões difíceis de contra argumentar.
As empresas aqui no Brasil, que desenvolvem, comercializam e implementam soluções de prontuário eletrônico precisam acordar para esta realidade, que é irreversível, e buscar soluções conjuntas, para poderem sobreviver, pois o PEP do futuro já chegou, é do paciente, e destes gigantes que acabamos de nos referir.
Experimente fazer o seu, agora, eles já estão disponíveis, custo zero, eu já fiz o meu.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Universidade do futuro, Google + NASA

O Google anunciou que vai criar em parceria com a NASA uma universidade para preparar futuros líderes e cientistas para que identifiquem os grandes desafios da humanidade numa época em que as máquinas se tornarão mais inteligentes do que o próprio homem, segundo notícia publicada na edição on-line do jornal britânico Financial Times.
A Universidade estará localizada no Ames Research Center, da Nasa, no Vale do Silício, Califórnia, berço mundial da alta tecnologia, deverá ser inaugurada no segundo semestre de 2009, e receberá o nome de Universidade da Singularidade, inspirada no nome do livro “The Singularity is Near”, ("A singularidade está próxima", em tradução livre), no qual sugere que os avanços exponenciais em tecnologia modificarão a vida humana até limites nunca antes imaginados, escrito por Raymond Kurzweil, e publicado em 2005.
Os fundadores do centro de ensino, os especialistas Raymond Kurzweil e Peter Diamandis, anunciaram a criação da faculdade privada, instalada a poucos quilômetros da sede do Google e de outras gigantes do setor., e vai oferecer cursos de biotecnologia, nanotecnologia e inteligência artificial. A universidade informou que o novo centro de estudos conta com diversos doadores e empresas de renome, que financiaram ao projeto, mas não forneceu seus nomes, além da Nasa e do site de buscas Google, que contribuiu com US$ 1 milhão. A universidade terá como molde a Universidade Espacial Internacional , localizada em Estrasburgo, na França, uma escola interdisciplinar e multicultural criada em 1987.
Nos anos 80, o inventor e filósofo norte-americano Ray Kurzwell abriu mão de seu trabalho como cientista da computação para se dedicar às previsões a respeito do futuro da tecnologia. Desde então, Kurzwell tem suas ideias publicadas e discutidas pela mídia especializada.
Kurzwell também é conhecido por sua controvertida teoria de que, um dia, os computadores chegarão a acumular tanto poder que dominarão o mundo. Por outro lado Peter Diamandis, é um empresário espacial e presidente da X Prize Foundation, uma ONG que organiza anualmente concursos em diferentes áreas para premiar avanços que contribuam ao bem da humanidade.
Kurzweil diz que a universidade está sendo criada próxima a um momento de avanço radical da tecnologia. "Estamos chegando no ponto mais alto da curva", afirmou ao jornal britânico. "E não só eletrônicos e computadores. Trata-se de qualquer tecnologia por meio da qual podemos medir o conteúdo de informação, como a genética", frisou. Kurzweil, ainda prevê a fusão entre TI e inteligência biológica e cujas teses fizeram dele uma figura controversa no círculo acadêmico, que afirma que antes de meados deste século a inteligência artificial irá ultrapassará a dos seres humanos, dando início a uma nova era da civilização.
Os adeptos da tese dizem que durante esse período as máquinas serão capazes de desenvolverem a si próprias, usando inteligência artificial e que, mais espertas do que os computadores, irão resolver problemas humanos, incluindo escassez energética, alterações climáticas e a fome. O Google e Nasa demonstraram bastante concordância com os pontos de vista de Kurzweil.
Referindo-se ao novo centro de estudos Vint Cerf, um dos pais da rede e atual "chefe de evangelização da internet" no Google, disse "Os desafios de nosso planeta são profundos, precisamos dos melhores corações e mentes trabalhando juntos por uma causa única". Denise Vardakas, porta-voz da Universidade da Singularidade, disse à Agência Efe que, nas primeiras horas, após a abertura do centro ter sido anunciada, foram recebidas "mais de 50 solicitações de estudantes de todo o mundo interessados em fazer nossos cursos" e o site da universidade saiu do ar por causa do excesso de visitantes.
No entanto, somente 30 terão o privilégio de assistir ao programa que começará no segundo semestre, embora Vardakas tenha assegurado que, no futuro, espera-se receber até 120 estudantes. Inicialmente, a Universidade da Singularidade oferecerá um curso anual de nove semanas de duração "voltado aos melhores estudantes de graduação e pós-graduação de todo o mundo", mas não especificou como a seleção será feita. Entre as matérias que os alunos farão estão incluídas biotecnologia e bioinformática, nanotecnologia, robótica, inteligência artificial, computação cognitiva, ciências físicas e espaciais, assim como direito, finanças, política e ética. Além disso, a universidade oferecerá cursos mais curtos de três e dez dias dirigidos a diretores e executivos, que ajudarão eles a "determinar como estas tecnologias podem transformar suas empresas dentro de cinco ou dez anos". Mas, além de competitivo, o acesso à universidade não é barato. O programa principal de nove semanas custará para cada aluno US$ 25 mil e ainda não está claro o preço dos cursos para executivos de três e dez dias de duração.
No entanto, muitos críticos classificam a "singularidade" como uma teoria perigosa. Alguns, inclusive, acreditam que uma inteligência artificial maliciosa poderia aniquilar a raça humana.
O que você pensa disto?