Por outro lado, a imagem do plano de fundo foi feita pela Curiosity Mars Science Laboratory em 08 de setembro de 2012 no 33º dia após o pouso na superfície de Marte observando-se o solo marciano como jamais foi visto. E também não é bobagem...
Image credit: NASA/JPL-Caltech/MSSS.

Mostrando postagens com marcador Twitter. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Twitter. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Go Endeavour, também pelo Twitter


Se tudo correr conforme o esperado, nesta sexta feira dia 29 a Endeavour será mais uma vez lançada ao espaço, porém esta será sua ultima viagem. Este será o último voo da nave para a Estação Espacial Internacional.
Revestido de expectativa de todo lançamento, este em especial está cercado de particularidades únicas. Além de ser o vôo de despedida, a Endeavour levará para a Estação Espacial Internacional um Espectrômetro Alfa Magnético (Alpha Magnetic Spectrometer), que é um módulo experimental de partículas, que vai ajudar os pesquisadores a entender a formação do universo e a buscar evidências da antimatéria, e o lançamento será pela primeira vez relatado pelo Twitter.
A Nasa escolheu 150 pessoas de diferentes nacionalidades, inclusive do Brasil. Os convidados representam os 43 estados norte-americanos alé de Washington D.C. e países como Austrália, Brasil, Canadá, Alemanha, Nova Zelândia e Porto Rico, Suiça, Venezuela e Reino Unido. Os tuiteiros da Endeavour foram escolhidos entre 4100 inscritos, que se candidataram pelo site da Nasa em março.
Eu tentei descobrir quem é ou quem são os Brasileiros, pois o site da NASA faz apenas referência aos países que estarão presentes. Com os bons contatos que tenho consegui a informação que Claudia Beatriz (@aprendizviajant), apaixonada por viagens e fotografia, é uma Brasileira que está no grupo, chamado de Tweetup STS134, e você pode acompanhar sua emocionante aventura no seu blog, clicando aqui.
Além de assistir pessoalmente e narrar no Twitter o lançamento da Endeavour, o grupo irá conversar com profissionais da Nasa, inclusive com o cientista-chefe Walleed Abdalati e o astronauta Clay Anderson. No último domingo (24), o perfil da Nasa no Twitter (@nasa) ultrapassou a barreira de 1 milhão de seguidores.
O local do lançamento da missão STS-134, com duração de 14 dias, e tripulação de seis astronautas será no Kennedy Space Center, na Flórida. O evento poderá ser acompanhado ao vivo pela internet, clicando aqui.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Imagem da semana




Nestes próximos dias do mês de novembro de 2010 a Discovery STS-133, que viaja em direção a Estação Espacial Internacional terá a bordo um tripulante muito especial. Trata-se do primeiro robô humanoide no espaço, chamado Robonaut 2, ou R2 que foi desenvolvido conjuntamente pela NASA e pela General Motors, no âmbito de um acordo de cooperação para desenvolver um assistente robótico que possa trabalhar junto com os seres humanos. Num primeiro momento sua principal tarefa é ensinar aos engenheiros como robôs se comportam no espaço; a esperança é que através de atualizações e avanços, poderá um dia se aventurar fora da estação para ajudar os astronautas.
O R2 será acomodado para o lançamento dentro do Multipurpose Módulo, Leonardo, juntamente com suprimentos e equipamentos para a estação e depois instalado no laboratório Destiny da estação. No entanto, futuras melhorias e modificações irão permitir-lhe deslocar-se mais livremente ao redor do interior da estação ou fora do complexo.
O robô é hábil, não só se parece com um humano, mas também foi projetado para funcionar como um. Com braços e mãos semelhantes à humana, R2 é capaz de usar as mesmas ferramentas da tripulação da Estação. No futuro, os maiores benefícios de robôs humanoides no espaço podem ser como assistentes para os astronautas durante passeios espaciais, para tarefas muito complexas ou perigosas para os seres humanos. Por agora, R2 é ainda um protótipo e não tem a proteção adequada necessária para estar fora da estação espacial nas temperaturas extremas do espaço.
R2 será testado em ambiente de microgravidade e submetido à radiação da estação e os ambientes de interferência eletromagnética.

Como se não bastasse Robonaut 2 estará twittando diretamente da Estação Espacial Internacional onde deverá se tornar um residente permanente sem planos para voltar a Terra. Você poderá conferir @AstroRobonaut, em http://www.twitter.com/

Crédito das fotos: NASA ou a National Aeronautics and Space Administration

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Imagem da semana

Twitter vindo do espaço

PrimeitoTwitter da história, vindo do espaço, a bordo da Estação Espacial Internacional, pelo Astronauta Timothy J. Creamer (Astro_TL) em 22 de janeiro de 2010.


O Astronauta Soichi Naguchi (Astro_Soichi) a bordo da Estação Espacial Internacional, postou esta foto tirada de dentro da aurora boreal, em 06 de abril de 2010 a 28.000 km/h e 400km de altitude. Foi seu milésimo Twitter.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Do tambor ao Twitter

O ser humano, desde que se tem notícia, sempre teve vontade ou necessidade de se comunicar com seus semelhantes. Mesmo posicionados com distancias enormes, estas nunca foram empecilhos para que o homem se comunicasse.
Nesta época a comunicação dava-se pela batida de tambores, por meio de fumaça e, mais tarde, escrevendo cartas. Naquela época, as cartas eram cunhadas em pedras e era preciso que escravos as carregassem, e para isso, era necessário ter muito dinheiro.
Escrever cartas era um privilégio a que apenas alguns tinham direito. Além disso, havia necessidade de escribas, que eram homens que sabiam esculpir letras em pedra.
Posteriormente, as cartas tomaram forma de placas de argila e, mais tarde ainda, de rolos de papiro, o que foi uma grande evolução, pois eram muito mais leves para carregar.
Nos tempos mais remotos, tratava-se do selo no sentido mais amplo da palavra, isto é, como sinetes ou chancelas. O rei ou um mandatário apunha o seu selo. e, só se a carta em argila ou papiro estivesse selada, poderia seguir seu destino e arregimentar corredores, estafetas, postos militares, enfim, todo o complexo mecanismo necessário para que chegasse ao destinatário.
Com o correr do tempo, a correspondência deixou de ser privilégio de poucos, e. os nobres foram os primeiros a poder utilizar os correios reais depois dos soberanos.
No século XVI, ocorreu a grande mudança, por conta do Imperador germânico Maximiliano I, que concedeu a um nobre italiano, Francisco Tasso, o direito de transportar cartas.
Esta iniciativa é entendida por muitos como o início dos serviços de correio, e o seu sucesso abrangeu quase toda a Europa Continental. Curiosamente a Inglaterra não foi incluída, pois esta, sendo uma ilha e muito orgulhosa dessa condição, não se considerava parte do continente.
Na segunda metade do século XIX houve a primeira grande revolução no serviço de envio de mensagens com o desenvolvimento e implantação do Serviço Pneumático de entrega.
Tratava se do envio de mensagens, em cartas especiais impressas pelos Correios, numa espécie de cartucho, impulsionado por pressão ou sucção de ar, através de tubos de aço em longos percursos, para uma central de distribuição, e, novamente, direcionado para o destino.
Na época, essa modalidade de envio de mensagens postais estava muito difundida e em franco crescimento na Europa. Consta que Viena foi a primeira com projeto que teve seu início e finalização em 1875. Logo depois foi a vez de Berlim, em 1876; Praga, em 1899; Marselha e Paris, em 1910; e Munique, em 1921.
Em Buenos Aires, foi instalada a maior rede pneumática da América do Sul, numa extensão de 92 quilômetros. O projeto teve início em 1887, mas só foi finalizado no final do século XIX, época em que circulavam aproximadamente 15 mil mensagens diárias, com velocidade de um quilômetro por minuto.
O serviço pneumático do Rio de Janeiro, único criado no Brasil, foi implantado, em 1910. Seu sistema era igual aos existentes em grandes estabelecimentos comerciais e bancos da época. Foi utilizado para transmitir mensagens urbanas urgentes, com custos menores que os dos serviços cobrados para os telegramas, até 1939.
A rede tubular pneumática do Rio de Janeiro começava no edifício dos Telégrafos, na Praça 15 de Novembro, passando pelo Correio Geral, na Rua 1º de março, e depois para a Sucursal da Av. Rio Branco. Da Sucursal saíam duas linhas, uma com estações na Lapa e no Palácio do Catete, até a Praça Duque de Caxias (Largo do Machado); outra com estações na Estrada de Ferro Central do Brasil (Estação Dom Pedro II) e Estácio de Sá, até São Cristovão, na Praça das Bandeiras, com um ramal para o Botafogo, sendo que a primeira carta-bilhete pneumática emitida no Brasil foi taxada em 300 réis. Em 1938 circularam as ultimas cartas pneumáticas, já com preço de $1000 réis e foram substituídas pelo Departamento dos Correios pelas "Carta-Telegrama".
Diga-se de passagem que este mesmo Serviço Pneumático de entrega de mensagens foi quem inspirou os sistemas pneumáticos que existem hoje dentro de muitos hospitais do mundo inteiro, para transporte rápido de pequenos volumes, frascos contendo material biológico e até mesmo alguns medicamentos.
A comunicação entre os homens foi evoluindo com grande rapidez, passando pelo telefone com fio, sem fio, celular, ferramentas desenvolvidas a partir da década de 80 para acompanhar a evolução dos computadores, satélites, e agora estamos nos comunicando rapidamente com as mídias sociais, especialmente com a agilidade, simplicidade e rapidez do Twitter.
Pessoalmente tive o privilégio de conhecer uma pessoa que usou o serviço pneumático do Rio de Janeiro em 1932 e hoje está começando, com ajuda de familiares a ensaiar os primeiros passos no Twitter, com toda a perplexidade que se possa imaginar.
A velocidade, a evolução e a maneira com que o homem se comunica ficam absolutamente claras quando nos damos conta da rapidez com que as coisas aconteceram na última metade do século XX, e estão acontecendo até os dias do hoje.
A evolução daqui para frente pode ser um delírio ou praticamente imprevisível.
A inspiração para escrever este post partiu de um artigo compilado por Reinaldo Jacob, contido na revista COFI nº Jan/Fev/Mar/ 2009.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O governo e as mídias sociais

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é o primeiro Ministério a criar um núcleo específico para trabalhar com redes sociais, e os internautas podem acompanhar e interagir com a equipe de comunicação da instituição.
No Twitter, o MTE pretende democratizar informações aos trabalhadores publicando uma média de cinco posts por dia com dados como estatísticas de emprego e desemprego, a agenda do ministro do Trabalho, além de atender demandas de debates colocados na esfera pública online.
A entrada no Twitter marca uma nova estratégia do MTE para expandir sua presença em redes sociais. O órgão já possui uma comunidade no Orkut, criada em 2008 com base numa publicação trimestral sendo que, a próxima edição da revista, contará com artigos sugeridos pelos internautas, que já são mais de 1.100.
O MTE e entende que com as redes sociais é possível divulgar políticas públicas e ficar mais próximos do trabalhador para entender suas necessidades.
O Twitter tem sido utilizado também por empresas como forma de transmitir informações sobre produtos e serviços e também acompanhar o que clientes falam a respeito dela.
O instituto Forrester Research elaborou um estudo para avaliar a importância e os benefícios da rede social para as empresas e que levou em conta alguns dos fatos mais relevantes do Twitter.
Enquanto grande parte das redes sociais é tomada por adolescentes, o grupo que concentra o maior número de usuários no Twitter é formado por pessoas entre 35 e 49 anos, que compreendem 42% do público. O segundo maior contingente (20% do total) é formado por usuários entre 25 e 34 anos. Trata-se de uma audiência qualificada e com poder de decisão nas famílias.
O segundo elemento a ser levado em conta é a forma como os usuários passam a seguir as companhias. No Twitter, o inscrito só visualiza conteúdo gerado pelos usuários que ele segue, o que significa que quem recebe a mensagem optou por fazer (ao escolher seguir um determinado usuário ou empresa) e, justamente por isso, está mais disposto a encaminhá-la para sua própria rede.
A facilidade e a informalidade que permeiam a rede social, contudo, não dispensam o planejamento prévio por parte da empresa que queira usar o Twitter profissionalmente, sendo recomendável a análise de quatro vetores: pessoas, objetivos, estratégia e tecnologia, com o objetivo de obter benefícios como por exemplo aproximação do consumidor, inteligência do marketing, estimular os entusiastas da marca e reforço nas vendas.
Deve-se levar em consideração que mais de 69% dos consumidores brasileiros que estão no Twitter seguem ou já seguiram marcas no microblog e mais de 53% têm interesse em receber campanhas, desde que sejam relevantes. Estas são algumas das observações do mapeamento dos usuários do Twitter no Brasil, feito com mais de 3.200 internautas.
Antes de correr para o Twitter, entretanto, as empresas precisam oferecer conteúdos relevantes e interagir com os consumidores do serviço.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A medicina e as mídias sociais

Antes de mais nada é preciso que fique claro que não sou especialista de mídias sociais, e dela entendo muito pouco ou quase nada. Seria então o caso de perguntar por que alguém que não entende nada de um assunto se põe a escrever sobre o mesmo?
A motivação veio de um encontro para o qual fui convidado semana passada para discutir sobre o “paciente informado”. Sobre esta nova personalidade que está nascendo já pude escrever meus pensamentos em post intitulado A Complexidade do paciente expert.
Neste encontro ficou muito nítido para todos os presentes algumas questões básicas como: As informações postadas na rede alimentam o paciente informado, e portanto este “alimento” precisa ser bom.
As mídias sociais podem ser os grandes geradores destas informações.
A área da saúde é perfeitamente adequada para receber as mídias sociais.
A área da saúde está carente de bons e ágeis mecanismos de informação.
Por tudo isto, resolvi escrever, tendo a certeza que não vou escrever Bobagens, mas apenas Controvérsias e Dúvidas porque é tudo que sei e estou assistindo.
As mídias sociais são ferramentas postas na internet que possibilitam a interatividade entre usuários que, por sua vez, são os responsáveis diretos pela criação do conteúdo ali disponibilizado. Os exemplos mais populares são as comunidades virtuais como o Orkut e sites de conteúdo como Blogs, YouTube , Twitter e outros tantos. Existem pessoas que estão cada vez mais se dedicando as mídias sociais, pois a funcionalidade deve assumir cada vez mais um papel importante na comunicação entre as pessoas no dia a dia.
Assim sendo o objetivo deste post é provocar a discussão da importância das mídias sociais especificamente na área da saúde.
Eu tenho a sensação de que as mídias sociais “cairiam como uma luva” dentro das organizações de saúde pelas suas necessidades e a maneira ágil, rápida e eficiente com que elas se comportam. Vejo as instituições de saúde comunicando-se com seu público interno e externo de forma obsoleta, incompetente e desorganizada. Estas empresas estão usando, como no século passado, jornais, folhetos, avisos em murais, e em elevadores.
Um dos hospitais que eu freqüento tem hoje (28/05/2009) circulando seu jornalzinho trimestral, com a capa chamando para comemoração de seu aniversário, que aconteceu em 25 de Janeiro!
Na melhor das hipóteses utilizam os e mails, porém de maneira totalmente equivocada de forma que quem não precisa recebe e quem precisa não recebe. Pior ainda estas empresas bloqueiam o uso das mídias sociais, quando na verdade deveriam estar disciplinando e criando política de acesso a estes modernos meios de comunicação.
Os hospitais precisam de tudo que as mídias têm: eficiência, rapidez, agilidade e futuramente credibilidade.
Fora do Brasil este eficiente e competente meio de comunicação já apresentou resultados atraentes e até mesmo já estão sendo usadas de uma forma rotineira.
Eu mesmo descrevi em um momento anterior o pioneirismo dos médicos do Hospital Henry Ford em Detroit que pela primeira vez twitaram de dentro de uma sala cirúrgica
O Twitter é um microblog e uma comunidade virtual. O autor pode enviar informações ou perguntas ou enfim qualquer tipo de comunicação com no máximo 140 caracteres, para a sua rede de relacionamento ou para uma pessoa específica. A ferramenta começa a encontrar aplicações na Medicina, como por exemplo mandar noticias sobre doenças e novos tratamentos para os pacientes; avisar os pacientes marcados se os horários das consultas estão atrasados; Status de uma cirurgia, recuperação e saúde de pacientes internados, enfim parece ter uma infinidade de utilidades.
A famosa Mayo Clinic dos EUA, com mais de um século de existência, está transmitindo suas informações para seu público interno e externo usando os recursos digitais, como Blogs, Facebook, Podcasts, YouTube e outras mídias.
Ela não é a única, mas ainda poucos hospitais utilizam essas mídias.
Um levantamento feito por Ed Bennet da Universidade de Maryland mostrou que dos 5.000 hospitais americanos, 128 têm canais no YouTube, 87 têm páginas no Facebook, 140 tem contas no Twitter e apenas 23 têm blogs.A maioria dos hospitais teme problemas de confidencialidade ou de passar uma imagem ou informação errada aos seus clientes.
A pergunta que estão fazendo é se esses recursos realmente estão atraindo novos pacientes.Experiência bem sucedida foi relatada pela na Kaiser-Permanente dos EUA, empresa muito forte na atuação da medicina preventiva e domiciliar que tem como foco a desospitalização.
Estudo realizado entre 2004 e 2007, mostrou os benefícios diretos da comunicação com os pacientes por meios eletrônicos, como agendamento, email, contatos com os provedores de serviços de saúde, etc.
Constatou-se uma diminuição de 26,2% nas consultas ambulatoriais, e um aumento de 900% nas marcações por telefone e de 600% nas comunicações por email. Outros benefícios, como redução nas despesas de deslocamento dos pacientes, e no desperdício de tempo, foram apontados.
Entretanto as mídias sociais enfrentam problemas que precisam ser resolvidos, para que as mesmas sejam adotadas de forma universal, sendo que talvez um dos principais, seja sua utilização para espalhar códigos maliciosos.
Pesquisa feita pelo Websense Security Labs mostra que existem mais de 200 mil sites falsos que utilizam os termos do Facebook, MySpace e Twitter em seus endereços de internet (URLs).
Segundo a pesquisa, essa modalidade de fraude cresceu entre os hackers junto com a popularização das redes sociais. O diretor de pesquisas de conteúdo da Websense, Charles Renert, acredita que os sites de relacionamento permitem que mais pessoas sejam atingidas mais facilmente. Isso ocorre porque são essas redes que conduzem os internautas até os sites, o que acaba economizando o trabalho dos hackers.
Outra questão importante é o número de processos contra blogueiros, que nos EUA cresceu 9 vezes em 4 anos, sendo que em 2007, foram iniciadas 106 ações judiciais contra usuários de blogs e redes sociais, quando em 2003, eram apenas 12, segundo a Universidade de Harvard e o número de processos contra blogueiros deve continuar crescendo, uma vez que o volume de pessoas que postam informações na web só aumenta.
Redes sociais como LinkedIn, Facebook, MySpace, Orkut e Twitter permitem que comentários precipitados atinjam milhares de usuários em questão de minutos.
Ao mesmo tempo, as empresas estão aumentando o uso de tecnologias para varrer a internet em busca de material protegido por direitos autorais e notícias negativas. Como resultado, blogs que se propõem a analisar qualquer coisa de professores do colégio a médicos e empreiteiros estão sendo processados por suas avaliações.
Nos que Estados Unidos a consultoria Burton Group desenvolveu um estudo sobre redes sociais nos negócios, pois observou que muitos de seus clientes estão enfrentando problemas em aderir as mídias sociais, sendo que, até mesmo companhias que tenham negócios voltados a projetos de redes sociais "continuam tendo um notável nível de incerteza".
O núcleo do problema é a desconexão entre rede social e a cultura tradicional de negócios corporativos. Redes sociais precisam ser vistas menos como uma questão tecnológica e mais como uma ferramenta de negócios. Para isso, é necessária uma mudança de comportamento, afirmam os especialistas.
Ainda de acordo com a Burton Group, a adoção das redes sociais nos negócios será lenta. Muitas companhias não implementarão o Facebook ou o Twitter aos seus negócios até que vejam claramente os benefícios alcançados por outras companhias que tenham adotado antes ou mesmo seus concorrentes.
O fenômeno das redes sociais veio pra ficar e com ele várias novas regras de boa convivência precisaram ser incorporadas ao dia-a-dia de quem usa essas ferramentas. Seja na página do Orkut, Facebook e até nos blogs, é preciso tomar cuidado com o que se “fala”, isto é, com o que é publicado, sejam mensagens, textos mais profundos, fotos e vídeos.
A advogada especialista em direito digital Patricia Peck, diz que “novas regras de boa convivência precisaram ser incorporadas ao dia-a-dia de quem usa essas ferramentas e as pessoas têm tem que se preocupar com o que falam nas redes sociais tanto do lado pessoal como profissional”.
Qualquer conteúdo postado na internet, seja numa comunidade, seja num blog, é quase permanente o que vai fazer com que as pessoas tenham mais cuidado para por uma foto ou vídeo no ar. No lado profissional, um comentário negativo pode render até a demissão de um funcionário.
Por coincidência enquanto terminava este post recebi duas notícias me merecem destaque:
Ministério do Trabalho entra no Twitter e cria núcleo de redes sociais.
Sua empresa deve estar no Twitter?
E portanto, são muitas as dificuldades para as mídias sociais entrarem definitivamente na área da saúde, entretanto a necessidade de valorizar e aplicar os conceitos de segurança, sigilo, confidencialidade e privacidade da informação na área da saúde, precisam sempre estar presentes pois sem eles não haverá sucesso.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Twitter está com tudo

Tudo começou na campanha presidencial nos Estados Unidos quando o então candidato, senador democrata Barack Obama, que sempre foi muito ligado as questões de tecnologia, decidiu usar o Twitter como meio de comunicação com o público jovem. Na verdade a notícia que posteriormente circulou sobre a escolha do Twitter foi baseada na idéia de que o microblogging era rápido, simples, estava em fase inicial, pouco conhecido e freqüentado, podendo ser usado de várias formas, inclusive por telefone celular e de qualquer lugar do mundo. Estas características estavam bem de acordo com o que buscava a equipe de apoio do então candidato e a conseqüência todos nós já sabemos.
Logo após as eleições o Twitter ganhava de 5 a 10 mil usuários por dia.
Recentemente nas eleições em Israel também usaram ferramentas de comunicação, especialmente o Twitter, consolidando seu uso como aliado político. Atualmente a referencia é de um crescimento de 700% a 1000% no ultimo ano.
Posteriormente no mês de março fomos surpreendidos com a noticia do uso do Twitter na medicina, mais especificamente no Hospital Henry Ford, em Detroit um grupo de médicos, descreveu uma operação cirúrgica ao vivo via Twitter.

O Dr. Craig Rogers, cirurgião-chefe do Hospital Henry Ford, pensa que “o mundo da ciência está invadindo o Twitter”.
Eu pessoalmente acredito que a medicina está permeável às mídias sociais e deverão estar num espaço de tempo relativamente curto mudando de forma radical a maneira de se comunicar com seu publico interno e externo. Não faz sentido um hospital com avançada tecnologia, comunicar-se por intermédio de murais, jornais,e folhetos que é o que acontece inclusive nos hospitais onde eu trabalho. O choque é muito grande e se as Instituições não se mexerem, os médicos vão tomar a dianteira e deixar o hospital para trás.
Já imaginaram um cirurgião “twittando” com o fernecedor de equipamento de dentro do centro cirúrgico, para por exemplo mudar um tipo ou tamanho de prótese sem que o Hospital fique sabendo? Se descuidarem isto poderá acontecer já no próximo mês.
Vamos aguardar as empresas especializadas que dominam as mídias sociais acordarem para esta realidade.Quanto aos médicos de Detroit, a próxima cirurgia que eles pretendem transimitir ao vivo, via Twitter, já está marcada e você pode acompanhá-la clicando aqui .
Por outro lado, volto a falar na minha velha amiga NASA que desde 19 de junho de 2008 vem usando o Twitter para enviar informações da descoberta de gelo em marte pela sonda Mars Phoenix Lander, que tem quase 44 mil seguidores, e na época foi notícia não só na grande imprensa, como na imprensa especializada.

Atualmente o astronauta Mike Massimino que estará a bordo da nave espacial Atlantis que será lançada em 12 de maio, está usando o Twitter para oferecer detalhes de como a tripulação e seus colegas de equipe estão se preparando para a missão que vai a serviço do telescópio Hubble no próximo mês.
"Astro_Mike", já atraiu quase 63 mil seguidores, apesar de ter postado Aldo em torno de 40 tweets. Durante a missão, que deve durar 11 dias e tem como principal objetivo a manutenção do telescópio Hubble o astronauta, deve fazer uma "caminhada espacial”
Esta será sua segunda viagem ao espaço,e enquanto se prepara, Massimino tem "twittado" sobre seus treinos de corrida, no simulador de voo e sobre como aprender a filmar uma aterrissagem pela janela da nave espacial.O Twitter está se tornando uma tecnologia-chave para muitas pessoas na NASA e muitos Engenheiros que trabalham nos projetos que exploram Marte e em outras experiências nos laboratórios da agência, têm postado no Twitter para tornarem públicas suas descobertas. Além dos funcionários que "twittaram" sobre o robô espacial Mars Phoenix Lander antes que ele congelasse, e posivel acompanhar a viagem da sonda Cassini em órbita de Saturno inclusive com fotos belíssimas.
Em todos os casos, entretanto, os "textos" evidenciam um esforço que é mais de divulgação do que de ensino. É quase como uma forma de reter a atenção de um público cada vez mais disperso e bombardeado por múltiplas informações, em múltiplos formatos. E tem dado certo: milhares de pessoas "seguem" a NASA diariamente no Twitter e acabam clicando em links que levam a textos que, naturalmente, têm mais de uma linha.
Finalmente não podemos deixar de lembrar que num passado recente várias Instituições, especialmente o Jet Propulsion Laboratory de Pasadena na Califórnia, fizeram uso de outras mídias como podcasts, YouTube, blogging e Facebook, apenas que agora,
Chegou a vez do Twitter.