Por outro lado, a imagem do plano de fundo foi feita pela Curiosity Mars Science Laboratory em 08 de setembro de 2012 no 33º dia após o pouso na superfície de Marte observando-se o solo marciano como jamais foi visto. E também não é bobagem...
Image credit: NASA/JPL-Caltech/MSSS.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Cristãos, Judeus, Muçulmanos e o Natal

Judeus e muçulmanos não festejam o Natal. Para quem vive no mundo árabe ou em Israel, isto não é um problema. A Universidade Hebraica de Jerusalem tem aulas normais nos dias 24 e 25 de dezembro, os bancos e lojas abrem em países como a Arábia Saudita. A data que, segundo a tradição, marca o nascimento de Jesus é quase um dia como outro qualquer. No caso de Israel um pouco menos, devido ao fluxo de turistas que vão passar o Natal em Jerusalem e Belém, onde nasceu o Cristo, além do que os Israelenses tem consciencia do nascimento de um Judeu que se posicionou como uma liderança inconteste para algo em torno de 1/4 ou 1/3 da população mundial.
No Líbano, famílias muçulmanas menos religiosas trocam presentes e enfeitam árvores no Natal como se fosse uma festa familiar, não religiosa. Algumas comunidades islâmicas brasileiras chegam a organizar festas juninas.
Os americanos perceberam o sentimento de isolamento de comunidades não-cristãs durante o Natal e começaram a tomar algumas medidas,como por exemplo em vez de desejar "Merry Christmas" (Feliz Natal), alguns americanos passaram a dizer "Happy Holidays" (bom feriado ou boas festas) Em muitos prédios de Nova York, uma Menorah (candelabro) é colocada ao lado da árvore de Natal para celebrar o feriado judaico do Hanukkah, que cai mais ou menos nesta época do ano, e em determinadas situações acaba sendo cofundida como o “Natal Judaico”. Pois está baseada no calendario lunar, e as celebracoes podem cair em datas muito próximas ou na mesma data como foi em 2008.
E aquí no Brasil este final de ano simboliza mais um aniversário de nascimento de Jesus de Nazaré, um dos judeus mais brilhantes e ilustres que se tem notícia e que deveria estar sendo reverenciado nestes dias.
Mas não é isto o que acontece nesta nossa sociedade de consumo, onde a imensa maioria das pessoas trocou o Cristo pelo Papai Noel, por conveniência ou ignorância, personagem mitológico criado no século IV que costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras, colocando um saco com moedas de ouro a ser ofertado pela chaminé das casas. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo inteiro.
Na verdade eu vejo que as pessoas ligam o Natal ao Papai Noel, com seus presentes, brindes, lembranças, consumismo exagerado e estimulado pela mídia, pela “indústria de tudo”, como bem dizem, “o melhor momento para se fazer dinheiro”.
Ano passado pesquisa realizada despretensiosamente por um veículo noticioso entrevistou crianças que no dia 25 de Dezembro brincavam com seus presentes ganhos no Natal.
A pergunta foi: você sabe que dia é hoje?
E a resposta quase unânime: claro é dia de Natal.
Mas o que se comemora no dia de Natal?
Ora o aniversário do Papai Noel, lógico!
Acompanham grandes exageros de ingestão de comidas e bebidas, exatamente como Cristo não fez e geralmente são veiculados pela mídia, quase como uma necessidade ou obrigatoriedade, ignorando a fome de seus semelhantes. É a farra do Natal, aniversário do Papai Noel, que até mesmo as crianças estão aprendendo a não respeitar, e uma delas até mesmo perguntou por que Papai Noel morreu na cruz.
E o Cristo, o que aconteceu?
Será que as pessoas sabem que o Natal é o nascimento de Cristo?
Será que as pessoas sabem que por causa do nascimento de Cristo é rezada a “missa do galo?”.
Será que as pessoas sabem que oito dias depois do seu nascimento Ele foi circuncidado?
Será que as pessoas sabem que este dia é exatamente o 1º de Janeiro e por isto é um feriado, cultivado pelos judeus como uma das datas mais importantes na vida de um homem que segue suas tradições?
Não, as pessoas não sabem não! O que ficou como uma leve lembrança é que 40 dias após o Carnaval seremos levados por um feriado prolongado a comer peixe numa tal de sexta feira Santa, onde se não me engano algo aconteceu ao Cristo.
Assim sendo prefiro entender este final de dezembro como um momento em que o nosso planeta estará completando mais uma volta em torno do sol. Cada ano com mais dificuldades, pois o ser humano está conscientemente destruindo o seu planeta. A mudança do ano pelo calendário gregoriano ou espacial é um momento único de reflexão, de balanço íntimo, de tudo aquilo que fizemos de bom, de ruim e o que deixamos de fazer e alguns instantes para projetar um ano melhor e com correções de rumo.
A vida vivida neste planeta é breve, volátil, fugaz, efêmera e o avanço da medicina com o auxilio da tecnologia está fazendo com que estejamos vivendo mais e até mesmo em melhores condições. Este fenômeno, entretanto esta criando problemas para os governos de todo o mundo que têm dificuldades de manter as pessoas com uma boa qualidade de vida após certa idade. Por tudo isto espero que mais este movimento de translação do nosso planeta seja acompanhado de muita Saúde, Paz, Harmonia e Felicidade a todos que leram este post independentemente de terem concordado ou não.
Boas Festas.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Catástrofes e o coração

Várias pesquisas médicas detectaram um significativo aumento de problemas cardíacos agudos após a ocorrência de eventos catastróficos, sejam atentados terroristas, guerras ou fenômenos da natureza. Na verdade não é que a catástrofe em si seja a responsável pela morte, mas sim o fato de que estes pacientes já estavam num limite crítico, e qualquer evento que aumentasse seus níveis de adrenalina poderia provocar a morte. Costumo dizer que estas pessoas morreram em conseqüência da “gota d’agua”, pois uma doença pré existente estava latente, assintomática ou muito pouco sintomática e no primeiro evento regado à uma boa dose de emoção , que no caso pode ser algo bom ou ruim, advém a morte súbita, seja ela por oclusão coronariana, arritmia cardíaca, ou até mesmo de origem cérebro vascular, tendo porém o stress agudo, como o fator desencadeante do óbito.
O exemplo mais claro desta situação é do cidadão que morre num campo de futebol. A emoção, da derrota ou da vitória foi a gota d’agua para alguém que foi ao estádio aparentemente em boas condições de saúde e não suportou assistir a vitória ou a derrota de seu time do coração, tão do coração que o matou...
O atentado terrorista ao World Trade Center, o furacão Katrina em New Orleans e as inundações em Santa Catarina são exemplos de grandes catástrofes que têm estimulado interesse na compreensão das conseqüências para a saúde geral e cardiovascular.
Potenciais efeitos causados pelo estresse agudo são atualmente estudados, embora não haja dados suficientes disponíveis sobre terremotos, enchentes, terrorismo e outros. Os efeitos psicológicos podem durar semanas, se não meses, e, às vezes, deixam uma seqüela permanente.
Desde os ataques ao World Trade Center foram associados aumento do stress pós-traumático e problemas cardiovasculares. Existem conhecidos efeitos fisiopatológicos do estresse agudo e a indução ou potencialização de arritmias cardíacas; indução de isquemia miocárdica em pacientes suscetíveis subjacentes à doença arterial coronariana; aumento da pressão arterial, precipitação de piora da função endotelial e/ou lesão endotelial, anormalidade da coagulação; e hemoconcentração. Esses representam todas as áreas importantes para estudos, após a ocorrência de catástrofes.
Com base nos atuais dados epidemiológicos e fisiopatológicos relativos a efeitos cardíacos agudos pós estresse, faz-se necessário o acompanhamento de perto dos pacientes de alto risco cardíaco após esses eventos. Recentes estudos demonstraram um aumento de infarto do miocárdio (IAM) no momento e semanas após catástrofes naturais. O papel do estresse crônico na patogênese do IAM é ainda mal compreendido nessa ocasião.
Os dados pós Katrina revelaram que ocorreu perda de emprego e de seguros, diminuiu o acesso à saúde preventiva e aumentou a incidência de IAM. Além disso, parece que o estresse leva a um grave transtorno psicossocial com perda de emprego, de seus lares e, com isso, aumento do abuso de álcool, drogas, tabagismo e abandono de terapêutica.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia está analisando o aumento na incidência de IAM e de morte súbita após as enchentes de Santa Catarina, baseada exatamente nos dados pós-Katrina, que mostraram número três vezes maior de ocorrências, dois anos após o desastre, o que representou uma mudança significativa na condição de saúde da população geral. Um maior estudo sobre os efeitos do estresse crônico faz-se necessário e conta com o apoio integral dos nossos dirigentes da sociedade.

Parte deste material foi publicado no Jornal da SBC nº 94 Jul/Ago 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Idade não é mais problema para usar tecnologia

Levantamento feito nos EUA sob encomenda da Motorola conclui que predisposição a novas mídias é alta em todas as principais faixas etárias.
A idade já não é capaz de determinar sua predisposição ou habilidade para usar serviços de tecnologia e/ou multimídia. Essa foi a conclusão de estudo da StrategyOne, encomendado pela divisão de mobilidade da norte-americana Motorola, que teve os resultados divulgados neste mês de dezembro, fazendo parte do Barômetro de Consumo de Mídia 2009.
A pesquisa ouviu mil norte-americanos entre 16 e 64 anos, que foram classificados em três categorias, de acordo com a geração a que pertencem: Boomers, Geração X e Jovens do Novo Milênio.
Embora o índice de predisposição à utilização de serviços de tecnologia varie de acordo com a idade, o levantamento encontrou índices altos de aceitação em todas as faixas etárias.
Estar disponivel o tempo todo, por exemplo, mostrou ser uma necessidade para 79% dos jovens, 64% da Geração X e 65% dos Boomers. Já em relação a permanecerem conectados, o índice é ainda maior: 80% dos jovens, 78% da Geração X e 78% dos Boomers têm interesse em ficar online o tempo todo.
Sobre a influência que uma geração exerce nas outras, a pesquisa revelou que essa interferência é mútua: 62% dos pertencentes à Geração X dizem influenciar seus pais, ao passo que 79% dos Boomers dizem influenciar seus filhos.
Em relação aos jovens, 76% dizem influenciar seus pais da Geração X; no sentido inverso, 87% dos pertencentes à Geração X dizem influenciar os jovens.
Pessoalmente já tivemos oportunidade de sentir o que agora está sendo constatado, ao participar de um projeto em que incluía o treinamento para uso de sistema de gestão (PEP), para médicos, sendo que 6 deles já na casa dos 70 anos. Para nossa surpresa, todos aprenderam.
Estas informações foram coletadas de diversos órgãos da imprensa geral e especializadas, que divulgaram a pesquisa nesta semana.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A história da prescrição médica

O "R” cortado (Rx) é um símbolo usado por alguns médicos no início de sua prescrição. Não é um simples “R” e “x”, é um símbolo que não existe em nosso alfabeto, é um “R” com um a perna maior, com a linha do “x” cortando-a.

Existem várias explicações sobre sua origem. Uma delas é de que o símbolo deriva do “Olho de Hórus”ou “Olho Sagrado”, um símbolo mitológico do Egito antigo, que significa proteção, restabelecimento da saúde, intuição e visão. Os egípcios usavam o símbolo para afastar o perigo, a doença e má sorte, sendo muito parecido com a abreviação “Rx”.

O símbolo originou-se da lenda do deus egípcio Hórus (ou Harpócrates),deus do Céu, filho de Osíris (deus do Sol) e Ísis (deusa da Natureza), que lutou contra seu tio, o deus Seth (deus do Caos), assassino de seu pai, pelo trono do Egito. Numa das disputas, Seth arrancou o olho esquerdo de Hórus (a Lua), mas este foi curado e sua visão restaurada, quando Thoth (deus da Sabedoria e da Mágica) uniu as partes e derramou leite de gazela.
Finalmente, após 80 anos, Hórus, com com sua visão restaurada, derrotou Seth e tomou-lhe o trono reunindo novamente o Egito.
O símbolo une um olho humano com as marcas de um falcão, ou cicatrizes da restauração, pois Hórus tinha a cabeça de falcão. Tem sido usado por séculos, representando saúde e proteção
Outra teoria é a de que o símbolo "Rx" que deriva do latim "recipere", significando "recuperação" ou "take, thus", em inglês e precede a prescrição de alguns médicos.
Nos tempos em que os médicos precisavam prescrever a fórmula do medicamento com a mistura e composição de seus ingredientes, a abreviação “Rx” era completada por uma afirmação como “Fiat mistura” que significava "que a mistura seja feita".
Outra teoria é de que o “Rx” é uma invocação ao Deus romano, ou ao planeta da sorte Júpiter, uma prece a ele para que o tratamento seja efetivo, tanto que em manuscritos médicos antigos, todos os Rs eram cruzados.
As minhas receitas, sempre iniciam se com o símbolo "Rx", pois assim aprendi nas aulas de Terapêutica clínica, disciplina que praticamente desapareceu na imensa maioria dos cursos médicos.
Este post foi escrito à partir de matéria publicada no suplemento cutural da APM nº 146 de 2004 de autoria do Dr. Alexandre Campos Moraes Amato, na época médico Residente.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Imagem da semana

O casal Michaele e Tareq Salahi conseguiu se aproximar do presidente Barack Obama, participando de um jantar de Estado na semana passada na Casa Branca, sem ter sido convidado.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

NASA anuncia existência de água na Lua

A descoberta foi anunciada em coletiva de imprensa e publicada na revista Science. A confirmação de moléculas de água e de hidroxila a estas concentrações nos pólos lunares levanta novas questões sobre sua origem e seus efeitos - sem falar na importância simbólica do achado: apesar da presença de gelo no satélite natural da Terra já havia sido anunciada em 1998, encontrar água líquida na Lua é quase um Santo Graal para os astrônomos.
Os cientistas da NASA encontraram água na superfície da Lua, mas na verdade quando eles dizem água, querem dizer moléculas.
Apesar de não se tratar dos rios, mares e lagos que normalmente a palavra “água” pode evocar na imaginação das pessoas, a descoberta é um grande passo para a melhor compreensão da Lua e quem sabe sua futura exploração como base de lançamentos para outras regiões do Sistema Solar.
Instrumentos a bordo de três naves diferentes revelaram moléculas de água em quantidade bem maior do que o previsto – mas ainda assim, um volume bastante pequeno. Além de H2O, foram encontradas moléculas de hidroxila, compostas de um átomo de oxigênio e outro de hidrogênio.
As moléculas de água estão na superfície lunar, interagindo com a poeira e com as pedras, foram encontradas em diversas áreas da região ensolarada da Lua, e sua presença era mais forte quanto maior a latitude.
Apesar da quantidade não ser conhecida com precisão, a NASA afirma que ela não deve ser grande. Para se ter uma idéia, se uma tonelada da camada superficial da Lua fosse recolhida, haveria nela menos de um litro de água.

Imagem mostra jovem cratera lunar vista pelo instrumento Moon Mineralogy Mapper, a bordo do Chandrayaan-1 spacecraft. À esquerda, o brilho em comprimentos curtos de ondas infravermelhas. À direita, a distribuição de materiais ricos em água (azul) é mostrada o redor da cratera. Foto: ISRO/NASA/JPL-Caltech/USGS/Brown Univ

O instrumento Moon Mineralogy Mapper, ou M3, foi o primeiro a reportar o achado. Lançado no dia 22 outubro de 2008 a bordo da nave Chandrayaan-1, da agência especial indiana, ele mediu a luz refletida pela lua em infravermelho. Dividindo as cores da superfície lunar em pequenos pedaços, ele revelou detalhes da composição do solo.
Aos analisar os dados do instrumento, a equipe do M3 viu que os comprimentos de onda da luz sendo absorvida eram consistentes com o padrão de absorção de moléculas de água e hidroxila. Para confirmar as informações, a nave Cassini foi acionada. Com seu espectrômetro de mapeamento visual infravermelho, ela confirmou os dados. Outro espectrômetro, a bordo da EPOXI, também confirmou a descoberta.
Para a NASA, a presença das moléculas de água e hidroxila na superfície lunar é um fato sem margem para erros.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Imagem da semana

NASA tenta desatolar sonda em Marte

Em abril, enquanto andava de ré, a Spirit perfurou uma superfície escura, mais rígida, e ficou presa. A roda dianteira direita, visível na imagem, não funciona desde 2006 – deixando o veículo andando com as outras cinco remanescentes.

Foto tirada pela Spirit em 11 de outubro, ou seu dia marciano de número 2.052. O material brilhante à esquerda foi revirado pela roda esquerda dianteira.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Agora é a vez de Pernambuco

Eu tenho como norma, escrever os post colocados neste blog, por uma questão de definição e para que fique claro que são as minhas convicções e posições.
Excepcionalmente estive inclinado a simplesmente copiar um material para ser aqui publicado. Esta excepcionalidade ocorreu esta semana ao receber uma informação relevante de um serviço prestado, com grande alcance social por um grupo de pessoas que têm todos os méritos possíveis e imagináveis, além de lutar contra todas as dificuldades próprias de um estado que não está relacionado como um dos “grandes“ estados deste gigantesco pais.
Exatamente por isto, e para prestar uma singela homenagem a estes verdadeiros batalhadores, liderados pela Prof. Magdala de Araújo Novaes, vou transcrever a matéria exatamente como recebi, para que cada um consiga dar sua verdadeira dimensão.

NUTES adota nova marca institucional
"A marca do Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal de Pernambuco (NUTES - UFPE) está reformulada. A mudança foi necessária devido à nova fase de expansão que o NUTES atravessa, com parcerias inéditas e projetos com inserção da informática nas diferentes áreas da saúde: ensino, pesquisa, gestão e assistência à saúde.


O núcleo foi constituído em 2003 fruto do Projeto de Telemedicina no Programa de Saúde da Família do Grupo de Pesquisa de Tecnologias da Informação em Saúde (TIS) que originou a Rede de Núcleos de Telessaúde (RedeNUTES). Logo em seguida o NUTES passou a ser a sede do Grupo TIS e a desenvolver projetos em outras áreas da informática em saúde.
Nesse momento ele já se apresenta como um núcleo de referência em telessaúde e telemedicina. O programa Telessaúde Brasil, por exemplo, sob coordenação do NUTES em Pernambuco expandiu a RedeNUTES por todo o estado, levando assistência e informação e apoiando a gestão no planejamento de ações de saúde. O projeto da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), em Pernambuco, também vem se expandindo no estado com a implantação em mais 6 hospitais públicos promovendo a integração em nível de ensino e serviço. O projeto dos Institutos do CNPq aprovado em parceria com a FMUSP está pesquisando novos métodos e práticas da Telepsiquiatria em parceria com universidades brasileiras e americanas.
Entre os projetos locais, o núcleo gerencia o DiagVIDA, que objetiva desenvolver um sistema de captura e armazenamento de imagens médicas para o Hospital das Clínicas – UFPE e sua integração ao prontuário eletrônico do paciente na busca do aprimoramento das práticas de ensino e pesquisa. Além desse, o programa Brasil-EUA de intercâmbio, consórcio STAR, está abrindo caminho para alunos de medicina e informática terem uma formação de qualidade em informática médica e alinhado com as melhores práticas internacionais.
A nova marca institucional tenta condensar elementos que façam alusão a essa fase. O símbolo do NUTES se encontra mais fechado dando uma idéia de segurança e controle. “O centro da marca faz alusão a um espiral. Espiral esse representando o ‘Phi – A proporção Áurea’ que é um elemento que representa uma constante de evolução, crescimento e expansão.”, é o que afirma Juan Ropero, designer responsável pela criação.
Além da arte gráfica, a escrita do nome do NUTES também foi modificada para atender as regras gramáticas da língua portuguesa. O termo telessaúde no nome do núcleo agora é escrito com dois “s” e não com um como era anteriormente. A nova simbologia pretende também melhorar o entendimento do público que o NUTES e o projeto RedeNUTES são partes diferentes, mas não excludentes.
Ainda que a antiga marca já estivesse consolidada como símbolo do NUTES, a mudança traz ares de renovação necessários para seguir em frente. Renovação sim, mas com a mesma dedicação de um núcleo universitário ao ensino, pesquisa e desenvolvimento das tecnologias da informação e das comunicações (TIC) aplicadas à saúde.
[NUTES, 12/11/2009]"
É sabido que toda logomarca carrega consigo sinais indeléveis das pessoas que cuidam de si e nestas entrelinhas estão as características marcante da Prof. Magdala, que vou deixar para cada um de vocês identificarem, exatamente como se fosse um caça palavras.
Parabéns Magdala, você merece o sucesso que está alcançando.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Imagem da semana

Nasa divulga primeiras fotos feitas pelo Hubble após reforma

A galáxia espiral com barra NGC 6217. Foto: HST/Nasa-ESA


Jatos de gás e poeira em forma de borboleta. Foto: HST/Nasa-ESA

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

PEP 2009

O PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente) é um evento bianual que este ano foi realizado nos dias 04 - 06 de Novembro e teve como tema central ”A Saúde conectada através do Registro Eletrônico em Saúde: sonho ou necessidade?”. Profissionais de informática, médicos, enfermeiros e gestores estiveram presentes neste importante evento realizado no Instituto de Ensino e Pesquisas do Hospital Sírio Libanês, na cidade de São Paulo.
O evento deste ano representou um grande diferencial em relação aos anteriores e foi um marco para o setor da Tecnologia da Informação em Saúde no Brasil; foram discutidas questões como a unificação de padrões, com envolvimento de autoridades governamentais do Ministério da Saúde, ANVISA, ABNT, CFM, DATASUS e DEGETS que mostraram projetos como o RES, Normas e Padrões, Questões Éticas, Educacionais e de Telessaúde.
Ficou claro a preocupação e o envolvimento destas questões no âmbito governamental e em conversa informal com estes representantes, me foi dito que estes projetos seguramente chegarão ao final, claro que num tempo não muito curto, mas não serão interrompidos, pois são projetos que visam o progresso da TI em saúde, e por isso são “suprapartidários”.
Quero aproveitar este momento para transcrever uma singela e despretensiosa matéria, porém de grande significado e respeito, como seu próprio autor Prof. Renato Sabbatini.
“Pessoal, para celebrar a realização do nosso congresso PEP 2009: Prontuário Eletrônico do Paciente, fiquei imaginando qual é a origem dessa curiosa palavra, aparentemente existente apenas em português. Pacientemente fiz uma busca, e deparei com as definições abaixo.
O termo “prontuário” é um substantivo masculino que tem a sua origem no latim 'promptuarium'. A palavra designa, no texto acima, a ficha com antecedentes e informações importantes sobre determinada pessoa ou sobre algo, como um prontuário médico, policial, etc..
> Definição do “iDicionário Aulete”: (pron.tu:á.ri:o) Doc. Substantivo masculino.
1. Fichário ou ficha que contém informações e antecedentes importantes a respeito de alguém ou de algo (prontuário médico; prontuário policial)
2. Bras. Fig. O conjunto dessas informações
3. Lus. Publicação que contém uma matéria resumida, de modo a se encontrar prontamente o que se quer saber; manual
4. Lugar onde se guardam ou arquivam coisas importantes de que se pode fazer uso a qualquer momento
[F.: Do lat. promptuarium.]Subst.: promptŭārĭum , ĭi, n., armário ou aposento de guardar coisas (armarium promptuarium), repositório com coisas prontas para usar. Origem: promptus: pronto, preparado, particípio passado de promo, que significa trazer à luz. Portanto, tem a mesma origem das palavras promover, promoção, pronto, aprontar.
NT: Existe o termo em inglês: promptuary (pouco usado, não no sentido do português: é o nome dado para uma espécie de ábaco usado para multiplicações - Ossos de Napier). No espanhol e no português de Portugal, "promptuário" também segue a definição do latim medieval, de prontuário no sentido de um vocabulário, relação de leis, manual (exs:
Promptuarium Alchemiae, Promptuário das Leis Civis)”.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Uma Obra de arte

Envolvido que estou no PEP 2009, absolutamente sem tempo para escrever, para não passar em branco, excepcionalmente, deixo uma obra de arte.
PEP = Prontuário Eletrônico do Paciente; vamos assistir a construção de um Paciente.
Clique aqui e veja como é possível construir um ser humano de "dentro para fora".

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Imagem da semana


Imagens de Marte em fotos tiradas pela câmera HiRISE, a bordo da Mars Reconnaissance Orbiter. Acredita-se que sejam feitas por pequenas vórtices de vento aquecido pela superfície, que também são bastante comuns em áreas secas e desérticas do planeta Terra.
Image Credit: NASA, HiRISE, MRO, LPL (U. Arizona)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Agenda nas nuvens

Os sistemas de gestão seja para uso hospitalar ou em consultórios, estão cada dia mais presentes, em todos os sentidos. Seja porque cada vez existe um numero maior de usuários, seja porque os produtos existentes no mercado também estão se tornando mais competitivos.
Como não poderia deixar de ser existem produtos das mais diversas qualidades e preços inclusive alguns “free”.
Não sei bem por qual motivo, as empresas que desenvolvem estes sistemas não dão a devida importância à agenda, uma vez que ela além de ser o primeiro contato com a instituição, poderia ser usada como um pré cadastro do paciente.
De qualquer forma o sistema de agendamento sempre pressupõe a presença de uma pessoa atendendo o paciente e introduzindo seus dados no sistema o que em ultima análise depende da interferência de uma pessoa física.
Parece que esta preocupação não é somente minha, pois no mês passado foi disponibilizado um produto que entre outras tem também uma agenda bastante interessante.
Trata-se de um sistema de comunicação gratuito entre profissionais de saúde e pacientes que foi criada por um médico, com o objetivo de consolidar o uso da internet para o agendamento de consultas e exames, dispensando a necessidade de telefonemas.
É composto por 3 ferramentas: ferramenta de busca por horários livres e agendamento em tempo real; ferramenta para comunicação entre profissionais de saúde, chamada de Comunidade de Profissionais e ferramenta para criação de dicas de saúde.
O sistema atende não só as necessidades dos médicos, como também dentistas, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e fonoaudiólogos.
A ferramenta de busca e agendamento permite que os internautas encontrem os profissionais que procuram e possam agendar consultas e exames, 24 horas por dia, todos os dias da semana, sem a necessidade de telefonar para as clínicas, hospitais ou laboratórios. A interface desta ferramenta é a mesma utilizada por outros sites de busca, porém, o sistema é capaz de entender frases como, por exemplo: “agendar oftalmologista semana que vem as 15:00 no bairro da lapa”.
O profissional de saúde precisa se cadastrar no sistema, validar sua Agenda, para então ser encontrado na busca. Qualquer pessoa pode criar uma Agenda, mas somente um profissional de saúde pode validá-la e torná-la ativa.
Na criação da Agenda é possível definir, entre outras coisas, que a oferta de horários seja suspensa, por exemplo, com até 2 dias de antecedência da data de realização do atendimento. Desta forma, o profissional de saúde e todas as pessoas que compartilham o acesso à agenda recebem um e-mail listando os agendamentos feitos via internet com até 2 dias disponíveis para atualizar a agenda do consultório, sem precisar ter computador ou internet na clínica e sem riscos de agendamentos em duplicidade.
A Comunidade de Profissionais é um ambiente seguro para realização de discussões multidisciplinares e restritas a profissionais com identidade confirmada através de documentos enviados.
Talvez seja esta, a primeira empresa a disponibilizar um ambiente como a Comunidade de Profissionais, que foi criada com o objetivo de facilitar a troca de informações entre profissionais de áreas distintas e aproximar aqueles localizados em municípios distantes de grandes centros.
A ferramenta para criação de dicas de saúde tem o objetivo de permitir que os profissionais de saúde divulguem seu nome em conjunto com algum conteúdo educativo criado por ele próprio e destinado para a população,através de dicas rápidas que são exibidas na forma de um banner publicado na página principal do sistema e que pode ser integrado ao site das clínicas, hospitais ou de qualquer pessoa ou empresa interessada em divulgar assuntos relacionados com saúde, permitindo a divulgação do nome do profissional de forma viral na rede.
No início de 2007 um médico e um analista de sistemas, estimulados pela dificuldade de acesso que os pacientes têm aos serviços de saúde públicos no Brasil resolveram desenvolver o sistema, que após mais de dois anos de testes piloto, foi lançado em setembro passado.
Desde então serviços particulares e públicos podem utilizar a Linha1 como via de comunicação para o agendamento das consultas e exames, gratuitamente.
Vale a pena conferir esta iniciativa brilhante e pioneira.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Imagem da semana

Péssimo gosto

Campanha publicitária para a cervejaria australiana Jamieson, estrelada pela Branca de Neve, que aparece fumando, na cama, com os sete anões bêbados.


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A importância da desospitalização

A desospitalização talvez seja um termo que ainda não vamos encontrar nos dicionários. Porém como palavra já está sendo usada e entendida por todos aqueles que querem ver o paciente fora do hospital, no sentido mais amplo, inclusive tratando-se em sua casa ou na pior das hipóteses num “Hospital dia”.
A maioria, se não a totalidade dos sistemas de gestão Hospitalar, tem seu inicio na admissão do paciente e seu fim na alta hospitalar e administrativa, até que aconteça uma nova internação que começa também pela admissão e termina na alta.
Não existe nenhum sistema de gestão no nosso meio que tenha condição de acompanhar o paciente entre a alta e a próxima admissão, que é exatamente o que está se convencionando chamar de período de desospitalização, que evidentemente quanto maior, melhor.
Todas as empresas que trabalham com a gestão do paciente parecem ignorar ou não querer saber o que acontece entre uma e outra internação.
Por outro lado é exatamente este período que muitas empresas prestadoras de serviços médicos estão interessadas em controlar ou monitorar.
Uma operadora de saúde por exemplo tem absoluta necessidade de saber o que acontece com seus pacientes neste período exatamente para poder interferir no sentido de aplicar os bons princípios da medicina preventiva a fim de além de proporcionar uma melhor qualidade de vida aos seus pacientes e também diminuir seus custos.
Este período também chamado de desospitalização deveria ser uma continuidade do sistema de gestão como se fosse uma nova fase do PEP que iria anotar a evolução do paciente em sua casa.
Boas empresas em nosso meio já mostraram preocupação com estes aspectos, e uma delas em particular já desenvolveu um pequeno trabalho de cuidados no pós alta controlado pelo seu próprio HIS e até mesmo usando dispositivos móveis. Eu pessoalmente tive o privilégio de participar e aprender com este projeto que chegou a atingir seus objetivos.
A medicina preventiva, o acompanhamento do paciente fora do hospital é uma necessidade que será praticamente obrigatória num bom sistema de gestão do paciente em prazo muito curto, com a participação ativa da enfermagem, fisioterapeutas, nutrólogos, farmacêuticos e assistentes sociais, talvez até mais que os próprios médicos.
As empresas que estão preocupadas com o custo do tratamento, sejam seguradoras ou operadoras de saúde vão exigir esta funcionalidade que já vai chegar tarde
A prova definitiva deste fato esta no fato que o Ministério da Saúde começa a se preocupar com o assunto.
Fora do Brasil, muito embora especialistas reconheçam que vários tipos de tecnologias de informação possam encontrar uso amplo na monitoração e assistência a pacientes em suas residências, em casas de repouso ou em asilos, esse uso ainda é muito pequeno, segundo estudo recente da Agency for Healthcare Research and Quality nos EUA.
O Institute of Medicine (IOM) também publicou recentemente um relatório sobre a diversidade e maturidade das TICs nos cuidados de saúde de longo prazo, tipicos deste ambiente.
A University of Missouri pretende montar uma infraestrutura nacional para atender a necessidade de monitorar pacientes fora do Hospital com objetivo de reduzir o número de internações, segundo o professor Greg Alexander, professor da MU Sinclair School of Nursing que é um dos fundadores do IT Sophistication in Nursing Homes.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O beijo

O beijo é um procedimento inteligente desenvolvido para a interrupção mútua da fala quando as palavras tornam-se desnecessárias.

Post especial, comemorativo do 1º aniversario do blog.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Imagem da semana

Prêmio Nobel de Química

Cristalografia de ribossomo de bactéria. Cientistas usam imagens assim para criar antibióticos.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O Estadão, Rui Nogueira e eu

A proposta deste espaço é abordar as questões da saúde, da tecnologia e a mistura das duas. Os Jogos Olímpicos estão inseridos neste contexto, sendo que já tive oportunidade de me referir sobre o assunto em outra ocasião.
Estava pensando escrever algo sobre a escolha do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016, mas com muita dificuldade, pois o assunto é longo, complexo, com várias facetas, acabei desistindo pois faltava inspiração, apesar de ter vontade de deixar uma demonstração dos meus sentimentos. Naquele momento era impossível.
No dia seguinte fui ler o jornal da véspera, e o assunto que dominava a edição era sobre os Jogos Olímpicos. Foi aí que eu encontrei o editorial de Rui Nogueira, que em poucas linhas sintetizou tudo aquilo que eu sequer conseguia começar a escrever.
Por estar absolutamente de acordo com todas as palavras, expressões, frases e sentimentos, resolvi transcrever este brilhante texto que é dele, porém por mim adotado, e se tivesse esta capacidade teria junto com ele assinado.

O presidente e o seu “nunca antes neste país”

O governador, o prefeito, os especialistas, os ricos, os "humil­des" e os erros da candidatura de Brasília (em 2000) podem ter trabalhado muito a favor do Rio de Janeiro, mas a conquista da Olimpíada de 2016 para a ci­dade e para o Brasil tem um grande credor: o presidente Luiz lnácio Lula da Silva, "o cara".
Mesmo admitindo-se que a contabilidade dos seus feitos políticos, econômicos e diplomá­ticos está sempre superfatura­da, o Rio, indiscutivelmente, ga­nhou o direito de organizar e ce­lebrar a Olimpíada de 2016 no rastro do "efeito Lula" no cená­rio internacional.
A presença em Copenhague e o discurso de apresentação da candidatura diante do Comitê Olímpico Internacional (COI) configuram um fenômeno políti­co. Esse foi, talvez, o melhor dis­curso do presidente Lula, re­cheado de palavras precisas e destinadas a dar forma e poder de persuasão àquilo que o comi­tê organizador brasileiro se pro­pôs a dizer.
Ontem, o presidente provou que no improviso ele só é engraçado, quase galhofeiro. Trei­nado e contido, mas sem perder a espontaneidade que marca­ram o metalúrgico eleito para o Palácio do Planalto, ele mostrou que é convincente.
As palavras eram solenes, mas ele foi um pedinte altivo e apaixonado. Para uma platéia de gringos a convencer e de olho nos concorrentes a superar, o redator misturou - bem ao gosto do presidente Lula - a classe média "das areias de Copacaba­na" e das "vitrines das lojas de São Paulo" com a população mais pobre dos "pequenos televi­sores às margens da Amazônia".
A estratégica referência à Amazônia foi apenas a primeira de uma série de ícones bem con­tornados e bem usados: "paixão pela vida", "paixão pelo espor­te", "povo misturado", "calor do povo" e "sol da nossa alegria".
Assim, soltas, as expressões parecem formar um polvilho de demagogias.
Seguindo o script traçado pa­ra a ocasião, porém, Lula usou esses degraus para escalar um silogismo cheio de premissas a anteceder a conclusão com o pedido: a hora é dos países emer­gentes, a América do Sul nunca teve uma Olimpíada, "vivemos num clima de liberdade e demo­cracia", 30 milhões de brasilei­ros saíram da pobreza, 21 mi­lhões de brasileiros passaram a integrar a classe média, a econo­mia está organizada, o Brasil saiu bem da crise financeira mundial, o País está entre as maiores economias do mundo e "nunca tivemos a honra" de se­diar a Olimpíada.
Sem chamar de erro as esco­lhas feitas até agora, Lula pediu a "correção do desequilíbrio".
Lembrou que para os concorren­tes do Rio a disputa era por "mais uma" Olimpíada, enquan­to para o Brasil era "uma oportu­nidade sem igual".
E foi assim que lula, finalmen­te, ganhou por inteiro o direito de dizer que "nunca antes neste País" um governo havia conquis­tado o que ele conquistou.

RUI NOGUEIRA
O ESTADO DE SÃO PAULO
CHEFE DA SUCURSAL BRASÍLIA
sábado, 3 de outubro de 2009, ano 130 nº 42354 Caderno especial H2.


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rondônia é a notícia

Para muitos, especialmente aqui do sudeste, Rondônia não é visto como um estado que desperta muito interesse sob todos os aspectos de uma forma geral. Mas esta visão é equivocada, pois Rondônia é o 3º estado mais rico da região Norte, responsável por 11% do PIB da região. Apesar de ser um estado jovem, criado em 1982, possui o 3º maior Índice de Desenvolvimento Humano, o 4º maior PIB per capita, a 2ª menor taxa de mortalidade infantil e a 3ª menor taxa de analfabetismo entre todos os estados das regiões Norte e Nordeste do país.
Sua economia se baseia na pecuária e na agricultura do café, cacau, arroz, mandioca e milho e no extrativismo da madeira, de minérios e da borracha.
O nome Rondônia, inicialmente Território foi uma justa homenagem ao sertanista Cândido Mariano da Silva Rondon (1865-1958),e a descoberta de jazidas de cassiterita e a abertura de rodovias estimularam a sua economia e o seu povoamento, passando este Território à condição de Estado a partir de 1982.
Este pedaço de terra espremido entre Amazonas, Mato Grosso e Bolívia, faz parte do Planalto Sul - Amazônico, com uma rede hidrográfica muito mais eficiente do que a malha rodoviária, talvez seu único defeito é estar muito distante dos chamados “grandes centros urbano”.
Mas esta semana Rondônia esteve nas manchetes de todo o país por motivos outros, de fazer inveja a todos que pertencem aos “grandes centros urbanos”.
Desde ontem dia 1º de outubro os servidores do Hospital de Base Ary Pinheiro (HBAP) estão utilizando o serviço de ponto eletrônico por meio de reconhecimento facial. Este projeto pioneiro faz parte do Programa de Informatização do Governo de Rondônia para as unidades de Saúde.
O usuário se colocará em frente ao equipamento, que num período de cinco segundos, a sua face será registrada. Após esse processo, os dados serão transmitidos para um banco de dados, gerando as informações para a folha de pagamentos e vários outros procedimentos.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, o sistema de reconhecimento facial é inédito e o mais moderno da América do Sul, além de ser o primeiro equipamento no Brasil de reconhecimento facial. A adoção desta tecnologia faz parte da organização dos serviços e do respeito pelo usuário dos serviços de Saúde.
Em breve o ponto eletrônico será interligado em todas as unidades com um banco de dados único, que vai reunir várias informações num mesmo lugar.
Este é um projeto piloto que deverá ser estendido para todas as secretarias do governo do estado e deverão estar sendo integradas a partir do mês de novembro.
Inicialmente quatro equipamentos vão facilitar a agilização dos processos e posteriormente serão estendidos às demais unidades hospitalares.
Os equipamentos foram disponibilizados em área central das dependências do HBAP, visando favorecer a movimentação de pessoal, sem prejuízo de atrasos ao deslocamento dos servidores até suas áreas de trabalho.
O governo do estado anunciou nesta segunda feira 28, o inicio das obras de ampliação do Hospital de Base Ary Pinheiro.
O Investimento conta com recursos da compensação financeira dos empreendimentos do Rio Madeira, estimados no total de R$ 31,9 milhões e terá suas unidades e número de contratados aumentados, sendo mais de mil servidores para a área de saúde, incluindo médicos de diversas especialidades.
Incluído no projeto também está a reforma do setor de psiquiatria, a construção de uma UTI neonatal com 12 leitos, mais 70 apartamentos, auditório com 200 lugares, biblioteca e quatro salas de aulas para residência médica.
O diagnóstico e tratamento do Câncer, vai ser privilegiado com a construção de salas de quimioterapia, braquiterapia e radioterapia, além de serviços de apoio como lavanderia e refeitório.
Na verdade o espaço do HBAP ficará todo no Complexo Hospitalar Central incluindo as obras do novo prédio da Policlínica Oswaldo Cruz e do Hospital Infantil Cosme e Damião, que terá cerca de 50 leitos.
O governo do Estado de Rondônia tem feito outros investimentos na área da saúde, como aquisição de equipamentos , obras de restauração do Hospital João Paulo II, que contaram com recursos de R$ 7 milhões, e ainda foram remanejados mais de R$ 50 milhões de outras áreas para serem investidos na saúde.
Em Julho deste ano implantou com sucesso um novo sistema de gestão no próprio HBAP, como primeiro passo para a integração do sistema de saúde de todo o estado.
Atualmente, Rondônia aguarda recursos do Ministério da Saúde para equipar o hospital de Cacoal, para ser entregue à população no início do próximo ano.
Acho que por este exemplo e outros tantos que acontecem neste gigantesco país, como até mesmo já havíamos escrito neste blog
a respeito de Duas grandes notícias vindas de duas pequenas cidades, devemos estar mais atentos àquilo que acontece nestas chamadas pequenas cidades que vez por outra nos surpreende com estas auspiciosas notícias, que não temos nas grandes cidades.
Parabéns Rondônia.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Os robôs vieram para ajudar

O interior da nave é limpo, branco e lembra um hospital, mas não há médico algum. Apenas dois astronautas rumo à missão de suas vidas: chegar à Marte. Eles estão quase lá, faltando poucos anos luz. Mais eis que um dos astronautas começa a sentir dores inacreditáveis no estômago. Algo que o impedirá de manter o equilíbrio biológico da nave até a chegada. Ele é o único ser humano do mundo que entende desta tecnologia. Sem ele, os dois morrerão. E o homem não pisará em Marte.
Desesperado e algo desajeitado, abre uma caixa azul brilhante. Dentro, uma luva que se encaixa perfeitamente. Parece até que é, de fato, sua própria mão. Pelo sistema de computador entra em contato com um cirurgião na Terra. O médico também veste uma luva gêmea à sua. Ele se contorce em dor, mas se ajeita em uma pequena mesa improvisada. Ali, o colega começa a operá-lo, trata- se da uma apendicite aguda. Na realidade é a mão do cirurgião a milhões de quilômetros que realiza os movimentos precisos. Uma hora depois ele já se sente bem melhor. A missão está salva.
Não, não é verdade. O homem não está a um passo de pisar em Marte. Mas, sim, é verdade, a tal luva existe. A NASA desenvolveu uma ferramenta chamada Dataglove para esse tipo de situação. Uma luva pode ser conectada à outra, mesmo muito distante. O médico, inclusive, consegue sentir o paciente. E essa iniciativa não é a única desenvolvida pelos Estados Unidos. O exército norte-americano também trabalha para criar alternativas semelhantes de tratamento para os soldados feridos.
Toda esta linha de pesquisa reflete também na sociedade. Hoje, já se fala em telemedicina, telecirurgia e outras teles. Os procedimentos médicos começam a ser realizados com o auxílio de modernas máquinas e programas, que proporcionam a classe médica mais agilidade e precisão.
No Brasil, o uso do robô na medicina ainda não é comum. Os estudos na área, no entanto, levam a crer que, em dez anos, cerca de 70% das cirurgias serão realizadas com ajuda de robôs. As vantagens de tanta modernidade além da precisão de incisões, o paciente sofre menos traumas e os riscos de infecções são muito menores. Entretanto os investimentos são muito altos, pois um robô custa em torno de US$ 200 mil, porém com retorno é garantido.
Nos Estados Unidos, pesquisas comprovam que institutos economizaram com a robótica. Isso porque a estrutura montada para uma operação é menor e o tempo de internação do paciente, muito mais curto.
Uma questão ainda por discutir em nosso meio são os aspectos legais e éticos destas novas ferramentas.
Com as novas tecnologias na Medicina, resta uma dúvida ao paciente: o quanto a relação entre médico e paciente pode ser prejudicada. As tecnologias desenvolvidas são ferramentas que agilizam e facilitam os procedimentos, mas não o substituem.
Acreditamos que o contato com o paciente é essencial e nunca poderá ser substituído por qualquer e grande parte dos diagnósticos clínicos podem ser feitos com uma boa conversa e essa idéia de que a máquina pode tudo não me parece verdadeira, pois a parte mais importante em todos os equipamentos é a cabeça e a capacidade de interpretação e raciocínio do próprio médico. Uma técnica inovadora, praticada na Europa desde 1998, começa a ser usada em Brasília: a robótica, sob a responsabilidade da equipe do cirurgião cardiovascular Leonardo Esteves.
Cirurgias no coração são feitas com o auxílio de um robô, que faz as incisões mínimas e precisas no paciente, e pode realizar a cirurgia comandada pela voz do médico. Com o uso desta técnica o paciente poderá receber alta do hospital dois dias após a operação.
Em São Paulo as duas primeiras cirurgias de fígado e pâncreas na América Latina utilizando um robô mecânico controlado remotamente foram realizadas por médicos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.As duas operações utilizaram basicamente as mesmas técnicas da laparoscopia por vídeo, cirurgia minimamente invasiva na qual os médicos fazem uma pequena incisão no umbigo do paciente e introduzem um laparoscópio, instrumento de fibra óptica que permite realizar procedimentos diagnósticos e terapêuticos.
A primeira tratava se uma ressecção hepática para o tratamento de um tumor e fizemos uma ressecção de fígado central, em que retiramos o miolo do fígado, uma cirurgia complexa por haver duas linhas de corte, uma do lado esquerdo e outra do lado direito do órgão. Nesse caso, o robô esculpiu a região central do fígado, além de ser decisivo para o controle do sangramento do fígado do paciente. “Na segunda cirurgia também tratamos um câncer que comprometia quase todo o pâncreas do paciente. Fizemos então uma pancreatectomia subtotal e o robô nos ajudou a identificar e enxergar melhor os vasos, artérias e veias próximas ao órgão, permitindo a retirada de cerca de 80% do pâncreas sem prejudicar outras estruturas.
Além de ser extremamente preciso e permitir visualizações tridimensionais, o robô elimina tremores e permite que o movimento seja escalonado. O cirurgião pode realizar movimentos mais amplos e rápidos no robô e que se tornam mais lentos quando as pinças entram em contato com o órgão do paciente, diminuindo as chances de erros.
Diferentemente das cirurgias normais em que o médico atua em pé, com a utilização do robô o profissional fica sentado para movimentar, por meio de três braços mecânicos, as pequenas pinças que se movimentam para todos os lados em ângulos de 360 graus, fazendo com que órgão operado possa ser visto em três dimensões pelos médicos.Para isso, as câmeras de vídeo do robô são controladas por um pedal, permitindo, por exemplo, uma visualização mais detalhada do órgão para a retirada dos tecidos comprometidos no paciente e para a realização de outros procedimentos, como os pontos que devem ser dados no local operado. Controlando o robô de modo remoto, o cirurgião fica a uma distância de pouco mais de um metro do paciente.Os dois procedimentos foram feitos no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, e coordenados por Marcel Autran Cesar Machado, professor livre-docente de cirurgia da FMUSP.
O Brasil conta atualmente, segundo Autran, com quatro dispositivos robóticos cirúrgicos importados, dois no hospital Sírio Libanês, um no Oswaldo Cruz e outro no Albert Einstein, todos na capital paulista.
Um dos equipamentos do Sírio Libanês é utilizado para o treinamento e a certificação de cirurgiões. O Hospital das Clínicas da USP, por sua vez, está tentando, junto ao Ministério da Saúde, comprar um robô semelhante.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Imagem da semana

De olho na Amazônia

Lake Erepecu and Rio Trombetas in Brazil are featured in this sun glint image photographed by an Expedition 20 crew member on the International Space Station. Credit: NASA

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Gordura que atua direto no cérebro

Estudo realizado por pesquisadores do SouthWestern Medical Center, da Universidade do Texas mostrou que certos tipo de gordura atuam diretamente no cérebro, impedindo que a sensação de saciedade seja sentida. Ou seja: alguns alimentos não só engordam como também fazem com que se coma mais do que o necessário.
O mecanismo, segundo as análises da Dra. Deborah Clegg e sua equipe, seria que a gordura de certos alimentos faz com que o cérebro envie uma mensagem para que as células ignorem os sinais de saciedade.
Em condições normais, o ser humano é programado para dizer quando estamos satisfeitos, e os hormônios leptina e insulina seriam responsáveis por dar este aviso - mas isso nem sempre acontece quando estamos comendo uma coisa de que gostamos.
O fato de que dietas altamente ricas em gordura causam resistência a esses hormônios é um fato antigo e já conhecido da medicina, porém pouco se sabia a respeito do mecanismo que disparava este mecanismo, ou quais tipos de gordura podem causá-la.
A equipe da Dra Clegg suspeitou que o cérebro estivesse envolvido no processo, pois é um órgão capaz de absorver tanto gorduras saturadas como insaturadas. Para comprovar a tese, os pesquisadores expuseram roedores a variados tipos de gordura de diferentes maneiras: injetando diretamente no cérebro, ou na artéria carótida ou alimentando os animais por um sonda gástrica três vezes ao dia.
Os resultados mostraram que a química do cérebro pode mudar em um período de tempo muito curto, fazendo o organismo ignorar o aviso de supressão do apetite. O estudo sugere que, quando se come algo altamente gorduroso, o cérebro é atingido com os ácidos graxos e a pessoa se torna resistente à insulina e à leptina. Como o cérebro não manda parar de comer, continuamos a se alimentar.
Nos animais, o efeito durou cerca de três dias e foi catalisado principalmente pelo ácido palmítico, que é um ácido graxo que se mostrou bastante eficiente em enganar nosso mecanismo de controle de peso, especialmente porque está presente na carne vermelha, leite e derivados.
Um fato relevante do estudo publicado no The Journal of Clinical Investigation é a constatação de que o mecanismo é disparado no cérebro, muito antes que qualquer sinal de obesidade seja observado anatomicamente. A próxima tentativa do grupo de pesquisa é tentar determinar quanto tempo é necessário para reverter os efeitos da exposição do cérebro à gordura.
De uma forma muito simplista poderíamos dizer que hamburguer, sorvete, pizza e outros alimentos gordurosos não vão direto para a barriga ou, pelo menos, não têm um efeito negativo só na aparência.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Como bebe o brasileiro

O álcool é a droga mais consumida no mundo. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde revelam que aproximadamente 2 bilhões de pessoas consomem bebidas alcoólicas (Global StatuS Report on Alcohol 2004). Seu uso indevido é um dos principais fatores envolvidos na diminuição da saúde mundial, sendo responsável por 3,2% de todas as mortes e por 4% de todos os anos perdidos de vida útil. Quando esses índices são analisados em relação à América Latina, o álcool assume importância ainda maior. Cerca de 16% dos anos de vida útil perdidos neste continente estão relacionados ao uso indevido dessa substância, índice quatro vezes maior do que a média mundial.
A formulação de políticas e de ações integradas e baseadas em evidências requer a realização de estudos epidemiológicos que avaliem e mapeiem o problema. Esse tipo de procedimento é rotineiro em países desenvolvidos, onde órgãos como o National lnstitute on Drug Abuse (NIDA), dos Estados Unidos, e o National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA), também americano, realizam levantamentos periódicos com representatividade nacional.
No âmbito nacional, iniciativas anteriores, como o Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, uma parceria entre o Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) e a Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP, contribuíram de maneira significativa para o dimensionamento da problemática do uso de substâncias em nosso país. No entanto, faltava um retrato mais específico e preciso da população geral em relação aos padrões de consumo de álcool.
O I Levantamento Nacional sobre Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira (2006), uma parceria entre a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e a Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad), do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), foi idealizado para cumprir esse papel. O estudo permitiu desenvolver parâmetros objetivos para quantificar o padrão de consumo do álcool, os problemas relacionados a esse consumo, tais como a violência, a doença mental e outros problemas sociais, e o impacto entre jovens e demais faixas etárias da população brasileira, levando em consideração as diferenças regionais.
O compromisso com a representatividade no âmbito nacional é fundamental para a geração de dados fidedignos. Os cuidados com a amostragem são extremamente importantes para atingir esses objetivos. Para tanto, adotou-se metodologia similar aos estudos realizados nos Estados Unidos, na Europa e aos estudos mais rigorosos feitos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a metodologia probabilística estratifica, considerada "padrão ouro" em pesquisas desse tipo.
Os resultados obtidos permitiram desmistificar vários aspectos relacionados ao uso desse tipo de substâncias no país. A precisa definição do número de abstinentes na população brasileira é exemplo disso. Por anos, divulgou-se que 10 a 20% dos brasileiros não bebiam. Entretanto, esse estudo mostra que uma proporção muito maior, 48%, mantém-se abstinente. Por outro lado, 25% da população bebe de forma a comprometer a saúde. Portanto, o estudo retrata uma realidade mais complexa do que supúnhamos. Vivemos num país no qual, por um lado, observam-se altas taxas de abstinência e, ao mesmo tempo, altas taxas de uso nocivo.
Com relação aos adolescentes, esse mesmo estudo mostrou tendências inesperadas. O uso precoce e abusivo do álcool pelos jovens era uma realidade previsível. Entretanto, observou-se que o consumo das meninas está se aproximando do uso dos meninos, embora eles ainda tenham um consumo mais pesado do que elas. Além disso, cerca de dois terços dos indivíduos dessa faixa etária são abstinentes. Por outro lado, metade dos que bebem consumiram 3 doses ou mais por situação habitual e quase um terço dos meninos que bebem consumiram 5 doses ou mais, ante 11 % das meninas. A quantidade de álcool consumida pelo adolescente em cada episódio é tão' importante quanto a freqüência com que bebem. Isso se deve à maior suscetibilidade apresentada por seus cérebros, ainda em processo de formação. Portanto, especial atenção deve ser dada a esse tipo de informação em pesquisas dessa natureza.
Esse é um retrato do consumo de álcool no Brasil. A necessidade, tanto de maiores controles sociais para estabelecer regras de comercialização e utilização do álcool, como de ações públicas no sentido de regular esse mercado é evidente. Felizmente,a pesquisa demonstrou que a sociedade brasileira está pronta para essas medidas e apóia as principais ações regulatórias já adotadas em outros países.
O caráter inédito desses dados, particularmente no que se refere à sofisticada metodologia de amostragem, se por um lado inviabiliza a comparação com levantamentos anteriores, por outro lado permitirá o monitoramento dessas informações no futuro com relação às políticas públicas aplicadas no período.

Este estudo foi conduzido por Sandro Sendin Mitsuhiro e Ronaldo Laranjeira, respectivamente Vice-coordenador de Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas e Chefe da Disciplina de Psiquiatria Clínica do Departamento de Psiquiatria da Unifesp.
Parte deste artigo foi publicado em "SOCESP em destaque".

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Marte em 3D

Composição de fotos tiradas pelo Spirit gerou imagem em 3D da superfície marciana
NASA/JPL-Caltech/Cornell University

A NASA divulgou na quinta feira, 29 de agosto, imagem tridimensional da superfície de Marte, que foi capturada pelo veículo de exploração Spirit, utilizando uma câmera panorâmica, a Pancam, que utiliza a composição e sobreposição de fotos, tendo registrado os arredores da região de “Troy”. O efeito 3D pode ser visto com a ajuda de óculos especiais, mantendo-se a lente vermelha na esquerda.
A equipe que analisou as imagens batizou a cena de Panorama Calypso. Centenas de fotos foram combinadas para formar a paisagem, tendo sido obtidas entre os dias 14 de maio de 20 de junho de 2009, respectivamente os dias marcianos 1906 e 1942 da permanência do Spirit no planeta.
Na cena, o norte está ao centro. À direita fica um monte de cume brilhante chamado "Von Braun," possível local de exploração do Spirit no futuro. A elevação à esquerda é chamada "Tsiolkovsky". Próximo ao centro, ao longe, está o Husband Hill (Morro do Marido) e, à frente, estão visíveis as marcas da roda do veículo. Para se ter uma idéia de tamanho, as marcas paralelas deixadas no chão pelo Spirit estão separada por cerca de um metro.
O solo brilhante no centro, em primeiro plano, é o material macio no qual o veículo ficou preso, após sua roda perfurar a camada escura superficial que o cobria. A composição do solo está sendo investigada pelos braços robóticos do Spirit. As descobertas feitas até agora no Planeta Vermelho são de grande interesse, tanto que a exploração da região próxima à cratera de Gusev já dura 67 meses quando, originariamente deveria ter sido feita em apenas três.
Para ver a imagem com maior resolução, clique aqui

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O aniversário do telescópio

No dia, 25 de agosto de 1609, ou seja, há 400 anos Galileu Galilei apresentava ao mundo o telescópio, sua mais nova invenção.
Um dos mais importantes avanços tecnológicos da história, apesar de a data passar despercebida para muitos, o Google mudou seu logotipo para homenagear a data.
Na verdade a invenção foi um aperfeiçoamento de uma luneta patenteada em outubro de 1608 pelo holandês Hanz Lipperhey. Decidido a aprimorar o objeto, Galileu conseguiu, em menos de um ano, criar um telescópio de “trinta aumentos” que permitiu que fizesse inúmeras descobertas a respeito do espaço, sendo que o astrônomo italiano foi a primeira pessoa a observar a Lua através de um telescópio, e passou a ter muitos problemas com a Igreja.
Nascido em Pisa, em 18 de Fevereiro de 1564, Galileu Galilei aos 17 anos ingressou na faculdade de medicina, que acabou abandonando para estudar e ensinar matemática. Tornou-se professor na Universidade de Pisa em 1589, e foi lá que aprofundou seus estudos em astronomia.
Ao observar o espaço, Galileu percebeu que a crença de que a Terra era o centro do universo, um planeta singular ao redor do qual o Sol girava, estava completamente errada. Além de comprovar a tese de Nicolau Copérnico, que colocava a Terra girando ao redor do Sol, Galileu percebeu que ela era apenas mais um corpo celeste, entre tantos que existiam no espaço. Registrou também uma série de fenômenos e características dos astros até então desconhecidas, como as Luas de Júpiter e os anéis de Saturno, que na época, apesar de localizá-los, não pôde distinguir o que eram os objetos observados.
Em 1613, as descobertas de Galileu começaram a colocá-lo em situação delicada com a Igreja. Em seu livro Cartas sobre Manchas Solares, ele se pronuncia a favor da teoria de Copérnico. Alguns anos depois, julgado pelo Tribunal do Santo Ofício, foi proibido de divulgar ou ensinar suas idéias.
Desobedecendo às ordens, Galileu lança o livro Diálogo. Como resultado, em 1633, foi obrigado a se retratar formalmente por seus “erros” e, condenado por heresia, passou o resto da vida cumprindo prisão domiciliar em sua casa, em Sienna. Em 1638 Galileu ficou cego e faleceu dia 9 de janeiro de 1642.
Por maior que tenha sido a grandiosidade deste homem, que hoje está reconhecido em todo o mundo, seguramente jamais pode imaginar a evolução do instrumento que inventou chegando até os dias atuais com o fabuloso Hubble com suas imagens maravilhosas.
Guardadas as devidas proporções das épocas em que os fatos aconteceram, pessoalmente vejo a descoberta de Galileu como um fato maior, pois entendo que o Hubble somente foi possível porque um dia Galileu inventou o telescópio e é por isto que resolvi escrever.
Parabéns Galileu, você foi um dos grandes!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Imagem da semana

Usain Bolt

Jamaicano, 23 anos, campeão olímpico e recordista mundial dos 100m e dos 200m.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O governo e as mídias sociais

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é o primeiro Ministério a criar um núcleo específico para trabalhar com redes sociais, e os internautas podem acompanhar e interagir com a equipe de comunicação da instituição.
No Twitter, o MTE pretende democratizar informações aos trabalhadores publicando uma média de cinco posts por dia com dados como estatísticas de emprego e desemprego, a agenda do ministro do Trabalho, além de atender demandas de debates colocados na esfera pública online.
A entrada no Twitter marca uma nova estratégia do MTE para expandir sua presença em redes sociais. O órgão já possui uma comunidade no Orkut, criada em 2008 com base numa publicação trimestral sendo que, a próxima edição da revista, contará com artigos sugeridos pelos internautas, que já são mais de 1.100.
O MTE e entende que com as redes sociais é possível divulgar políticas públicas e ficar mais próximos do trabalhador para entender suas necessidades.
O Twitter tem sido utilizado também por empresas como forma de transmitir informações sobre produtos e serviços e também acompanhar o que clientes falam a respeito dela.
O instituto Forrester Research elaborou um estudo para avaliar a importância e os benefícios da rede social para as empresas e que levou em conta alguns dos fatos mais relevantes do Twitter.
Enquanto grande parte das redes sociais é tomada por adolescentes, o grupo que concentra o maior número de usuários no Twitter é formado por pessoas entre 35 e 49 anos, que compreendem 42% do público. O segundo maior contingente (20% do total) é formado por usuários entre 25 e 34 anos. Trata-se de uma audiência qualificada e com poder de decisão nas famílias.
O segundo elemento a ser levado em conta é a forma como os usuários passam a seguir as companhias. No Twitter, o inscrito só visualiza conteúdo gerado pelos usuários que ele segue, o que significa que quem recebe a mensagem optou por fazer (ao escolher seguir um determinado usuário ou empresa) e, justamente por isso, está mais disposto a encaminhá-la para sua própria rede.
A facilidade e a informalidade que permeiam a rede social, contudo, não dispensam o planejamento prévio por parte da empresa que queira usar o Twitter profissionalmente, sendo recomendável a análise de quatro vetores: pessoas, objetivos, estratégia e tecnologia, com o objetivo de obter benefícios como por exemplo aproximação do consumidor, inteligência do marketing, estimular os entusiastas da marca e reforço nas vendas.
Deve-se levar em consideração que mais de 69% dos consumidores brasileiros que estão no Twitter seguem ou já seguiram marcas no microblog e mais de 53% têm interesse em receber campanhas, desde que sejam relevantes. Estas são algumas das observações do mapeamento dos usuários do Twitter no Brasil, feito com mais de 3.200 internautas.
Antes de correr para o Twitter, entretanto, as empresas precisam oferecer conteúdos relevantes e interagir com os consumidores do serviço.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Imagem da semana

Cratera Victoria, Marte
Imagem obtida pela câmera HiRISE da Opportunity, Marte 18/7/2009.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Biometria é pouco

A biometria se baseia na idéia de que alguns traços físicos são exclusivos de cada ser humano. A partir deste pressuposto, os equipamentos atuam no sentido de capturar amostras por meio da íris, retina, dedo, rosto, veias da mão, voz e até odores do corpo. Essas amostras são transformadas em um padrão, que poderá ser comparado para futuras identificações.
Até certo tempo não muito distante a biometria era vista como uma boa solução para a identificação das pessoas ou até mesmo para substituir códigos para evitar a costumeira empresta de senhas.
Uma das gigantes na fabricação de notebooks saiu na frente com uma linha em que o fato de ligar a máquina não significava que ela estava pronta para uso, pois ela estaria solicitando a biometria de seu proprietário para abrir o sistema operacional. É evidente que era possível cadastrar mais de uma pessoa para o uso da máquina.
Porém uma destas máquinas foi furtada e juntamente com ela o dedo indicador direito de seu dono. O passo seguinte foi desenvolver a termo-biometria, pois o dedo do ser humano tem temperatura em torno de 37ºC o que não acontece quando ele é amputado. Entretanto não é impossível que os nossos geniais bandidos desenvolvam um dispositivo para aquecer o dedo.
Assim sendo parece que o velho cadeado e corrente continua sendo um método eficiente, porém dizem as estatísticas que a maioria absoluta das invasões de arquivos estratégicos e/ou confidenciais acontecem dentro das próprias empresas, e nestes casos também a biometria pode ser uma excelente alternativa de segurança, já que permite que o acesso a um computador ou mesmo a um departamento da empresa seja feito apenas pelas pessoas devidamente autorizadas.
Recentemente de uso da anatomia das veias das mãos, chamada de biometria vascular, já está sendo aplicada em países como Japão, EUA e França, vem mostrando, mais precisão e segurança na autenticação do usuário em relação a outros sistemas como a digital (dedos)
É fato que cada ser humano tem um padrão único de veias e o fato dessa estrutura estar dentro do corpo, dificulta a fraude. Estudo realizado pelo IBG (International Biometric Group) prevê um movimento de US$ 9, 37 bilhões em biometria até o ano de 2014.
No Japão, desenvolve se um protótipo de leitor biométrico das veias do dedo para que o usuário possa dar partida em seu carro, além de pesquisas para que o equipamento, batizado de Finger Vein Reader, já é aplicado em ATMs e em soluções de controle de acesso a cofres e substituição de cartão de ponto.
A higiene foi apontada como uma das vantagens da biometria vascular, uma vez que a identificação é feita sem nenhum contato físico do usuário pois sua mão fica a cerca de 3 cm do aparelho e o padrão de veias é detectado através de raios infravermelhos. A partir daí, o sistema gera um template, que é gravado em um cartão ou em um banco de dados, sem qualquer tipo de constrangimento para o usuário.
Ainda seguindo essa linha de dar segurança e facilitar a vida do usuário e das instituições que buscam proteção contra fraudes um smart card que combina os recursos da biometria com a certificação digital será bem vindo, porém co todas as restrições do custo não só da leitora do cartão associado a biometria, que gira em torno de us$ 300,00-400,00, sem contar com o significativo aumento do custo da confecção do cartão contendo as informações biométricas para comparação.
No aspecto prático esta associação de certificação digital com biometria sem dúvida traria uma maior segurança para qualquer sistema que viesse adotá-la, entretanto a um custo muito elevado, o que no momento não se apresenta como uma solução viável e de massa.
O gestor de TI de renomada instituição hospitalar disse: “Certificação é uma meta do projeto de Prontuário Eletrônico, que concluímos recentemente. Embora não tenha uma data certa para iniciá-lo, o uso do Prontuário Eletrônico só tem sentido com a certificação digital”, destaca Klaiton Luís Ferretti Simão, gerente de Tecnologia da Informação do Hospital Samaritano. Simão explica que um dos objetivos é utilizar a biometria ao invés do cartão para autenticação da assinatura. “Estamos avaliando se a biometria é considerada válida pelo conselho Federal de Medicina antes de buscarmos pela solução de mercado”.
Evidentemente esta afirmação é um equívoco, pois em nenhum momento foi cogitada por qualquer órgão normativo, a substituição da certificação pela biometria.
Por outro lado aeroportos britânicos estão testando scan facial de passageiros para o controle de acesso de pessoas nos mais diversos ambientes e situações.
Não devemos nos esquecer que a biometria pode ser aplicada nos mais variados dispositivos, desde o mais elaborado sistema de automação até uma simples fechadura eletrônica, sendo que esta descarta a necessidade de chaves, possibilita também o controle de ponto de funcionários nas empresas, substituindo cartões, crachás ou senhas, e dificulta ou impede o acesso de pessoas não autorizadas a locais específicos. Integrada a sistemas de automação, pode ser utilizada para abrir uma porta, ligar o som ambiente, o ar-condicionado ou as luzes, fazer uma ligação ou mesmo enviar um e-mail para uma central de monitoramento, notificando um assalto.
Será que devemos pensar que toda esta evolução foi impulsionada pelas mentes doentias dos nossos ladrões?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Imagem da semana

Continuo ajudando fazer a História
Lançamento Discovery STS-128, 1:36 a.m. EDT - Aug. 25, 2009

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Meu Blog é vencedor, é preciso agradecer

Foi pouco mais de 9 meses, praticamente uma gestação do ser humano. No início, como uma sugestão ou necessidade de trabalho para dar conta de um projeto maior e ambicioso que tínhamos a frente. Fui convencido de ter que criar um blog. Devo confessar que inicialmente tinha alguma resistência, mas nada muito especial ou convincente e muito mais preconceito nem sei bem do que.
Por estimulo e insistência de várias pessoas, sem citar nomes para não cometer injustiças, timidamente iniciei minha caminhada.
Foi facílimo encontrar um nome, pois há muito procurava uma maneira de conseguir expressar meus sentimentos na área da saúde e tecnologia que em certo aspecto são pequenos delírios, que me levaram a buscar um bom nome para as minhas controvérsias, minhas dúvidas e poder escrever algumas bobagens.
Pronto o nome estava escolhido.
Controvérsias, Dúvidas e Bobagens.
Durante esta gestação tive oportunidade de expressar convicções muito antigas que imaginava morreriam comigo, sem serem ditas ou grafadas. Foram escritas, geraram controvérsias e duvidas, mas estão documentadas e acho que muitas outras virão. Em alguns momentos vejo que minha mente produz uma quantidade absurda de pensamentos e idéias, mas geralmente nestes momentos estou embaixo do chuveiro. Mas assim mesmo consigo resgatar alguma coisa, e sinto que a minha capacidade de conseguir pensar é quase um delírio infinito, que não gostaria de ver terminar.
Aprendi que escrever é diferente de falar e pensar, é preciso refletir, pensar e repensar, pois o que se escreve não se apaga jamais. A antiga borracha não pertence à era da tecnologia. Não por isso devemos nos intimidar ou deixar de escrever nossos pensamentos, sonhos, aspirações, ilusões e por que não nossos desabafos.
Sou médico, aprendi durante anos a complexidade e os segredos, alguns ainda não desvendados do ser humano como um todo, que me dá o direito de escrever os meus delírios até mesmo se eles forem simples Bobagens. Algumas bobagens de hoje serão as verdades de amanhã.
Os conselhos e orientações dos bons amigos, muitas vezes neste mundo virtual, ilustres desconhecidos, foram inesquecíveis, inestimáveis e espero continuar a recebê-los.
Durante esta pequena experiência tive o prazer e a surpresa de receber praticamente 10000 visitas. Isto me parece inacreditável.
Não sei como fui indicado para concorrer ao TOP BLOG. Agora estamos chegando na reta final. Fiquei sabendo que estou entre os 100 melhores e apesar de desconhecer o alcance e a importância deste prêmio eu já me sinto premiado.
Estou me esforçando para terminar entre os 100 primeiros, o que será a minha consagração. Acho que os grandes vencedores deverão ser aqueles que trazem algum conteúdo de informação que ajude as pessoas no dia dia especialmente na área da saúde, o que nunca foi o objetivo deste blog.
Tenho visitado blogs que trazem informações de primeiríssima qualidade numa linguagem perfeitamente accessível, informações sérias, valiosas, confiáveis e são eles que penso devam ser os 3 primeiros.
Àquelas pessoas que ainda não votaram e acham que mereço mais um estímulo é só votar logo aí ao seu lado direito. E como eu não sou e não gosto de políticos, vou retribuir esta sua decisão e repassar os meus créditos para todos que me ajudaram, e me estimularam a chegar até aqui, especialmente RMA e Pólvora, que são os responsáveis por tudo isto ter acontecido.
Independente de qual venha ser o resultado, Controvérsias, Dúvidas e Bobagens já se sente vencedor, o que pode ser controverso, poderá haver Dúvidas, mas seguramente não é Bobagem.
Muito obrigado

sexta-feira, 31 de julho de 2009

M de Mulher

Como se não bastasse o M de Mulher ele ainda é M de Magia,
M de Meiga, M de Magistral sem falar de M de Mãe e M de Médica.
Neste momento não estou pretendendo fazer a apologia da Mulher, pois não é o objetivo destas linhas.
O que me levou a escrever sobre a Mulher, Mãe e Médica, inicialmente foi uma pesquisa realizada pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) sob a responsabilidade do Dr. Max Grinberg. Nunca havia visto uma avaliação deste tipo mesmo que regional, focando a mulher médica e cardiologista, e também, quiçá por uma dose de influência de ler e apreciar Samantha Shiraishi e Liliane Ferrari.
Para tanto, a SOCESP entrevistou 312 profissionais que trabalham e vivem no Estado de São Paulo, para estabelecer estratégias específicas e ainda entender às suas demandas.
Verificou o papel e o perfil destas mulheres modernas que, além do exercício da medicina, são mães, esposas, filhas, enfim, tem sua indiviualidade, suas necessidades e seus anseios.
As respostas foram obtidas entre mulheres de 40 a 89 anos, entre maio e agosto de 2008 durante dois eventos realizados pela SOCESP um em São Paulo e outro em Campos do Jordão.
Do total, 56% são casadas, 30% solteiras, 6% divorciadas e 8% não informaram o estado civil.
Detalhe curioso diz respeito ao papel da cardiologista em sua família, pois constatou-se que 66% são provedoras da sua casa, contra 32% que não são; além de 2% de respostas em branco.
Talvez seja esta a informação mais diferenciada de acordo com a realidade da mulher moderna.
Com relação ao aspecto profissional 61% possuem título de especialista em cardiologia, 31% não possuem e 8% não informaram. A questão sobre a pós-graduação não foi respondida por 61% das entrevistadas. Entre as demais, 26% têm o curso lato sensu e 13% escolheram a vida acadêmica ou de pesquisa, em stricto sensu.
A área de atuação com mais mulheres cardiologistas é a clínica adulta, com 60%, seguida de pesquisa 7%, pediatria e ecocardiografia 4%, cardiologista intervencionista 3%, além das 22% atuantes em outras especialidades relacionadas a saúde cardiovascular.
Com presença maciça nas atividades científicas, 73% das entrevistadas frequentam os congressos nacionais, 18% os internacionais e apenas 9% não forneceram respostas. Ainda nesse aspecto, 37% publicam artigos científicos.
Penso que este levantamento singelo e despretencioso, porém consistente, represente a realidade que vivemos em nosso estado, que talvez seja idêntica à outros tantos e que, de qualquer forma, é motivo de orgulho para todos nós.

Viva as nossas Mulheres Médicas com M Maiúsculo.

Resumo feito a partir de artigo publicado no jornal da Socesp Julho/09.