sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Catástrofes e o coração

Várias pesquisas médicas detectaram um significativo aumento de problemas cardíacos agudos após a ocorrência de eventos catastróficos, sejam atentados terroristas, guerras ou fenômenos da natureza. Na verdade não é que a catástrofe em si seja a responsável pela morte, mas sim o fato de que estes pacientes já estavam num limite crítico, e qualquer evento que aumentasse seus níveis de adrenalina poderia provocar a morte. Costumo dizer que estas pessoas morreram em conseqüência da “gota d’agua”, pois uma doença pré existente estava latente, assintomática ou muito pouco sintomática e no primeiro evento regado à uma boa dose de emoção , que no caso pode ser algo bom ou ruim, advém a morte súbita, seja ela por oclusão coronariana, arritmia cardíaca, ou até mesmo de origem cérebro vascular, tendo porém o stress agudo, como o fator desencadeante do óbito.
O exemplo mais claro desta situação é do cidadão que morre num campo de futebol. A emoção, da derrota ou da vitória foi a gota d’agua para alguém que foi ao estádio aparentemente em boas condições de saúde e não suportou assistir a vitória ou a derrota de seu time do coração, tão do coração que o matou...
O atentado terrorista ao World Trade Center, o furacão Katrina em New Orleans e as inundações em Santa Catarina são exemplos de grandes catástrofes que têm estimulado interesse na compreensão das conseqüências para a saúde geral e cardiovascular.
Potenciais efeitos causados pelo estresse agudo são atualmente estudados, embora não haja dados suficientes disponíveis sobre terremotos, enchentes, terrorismo e outros. Os efeitos psicológicos podem durar semanas, se não meses, e, às vezes, deixam uma seqüela permanente.
Desde os ataques ao World Trade Center foram associados aumento do stress pós-traumático e problemas cardiovasculares. Existem conhecidos efeitos fisiopatológicos do estresse agudo e a indução ou potencialização de arritmias cardíacas; indução de isquemia miocárdica em pacientes suscetíveis subjacentes à doença arterial coronariana; aumento da pressão arterial, precipitação de piora da função endotelial e/ou lesão endotelial, anormalidade da coagulação; e hemoconcentração. Esses representam todas as áreas importantes para estudos, após a ocorrência de catástrofes.
Com base nos atuais dados epidemiológicos e fisiopatológicos relativos a efeitos cardíacos agudos pós estresse, faz-se necessário o acompanhamento de perto dos pacientes de alto risco cardíaco após esses eventos. Recentes estudos demonstraram um aumento de infarto do miocárdio (IAM) no momento e semanas após catástrofes naturais. O papel do estresse crônico na patogênese do IAM é ainda mal compreendido nessa ocasião.
Os dados pós Katrina revelaram que ocorreu perda de emprego e de seguros, diminuiu o acesso à saúde preventiva e aumentou a incidência de IAM. Além disso, parece que o estresse leva a um grave transtorno psicossocial com perda de emprego, de seus lares e, com isso, aumento do abuso de álcool, drogas, tabagismo e abandono de terapêutica.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia está analisando o aumento na incidência de IAM e de morte súbita após as enchentes de Santa Catarina, baseada exatamente nos dados pós-Katrina, que mostraram número três vezes maior de ocorrências, dois anos após o desastre, o que representou uma mudança significativa na condição de saúde da população geral. Um maior estudo sobre os efeitos do estresse crônico faz-se necessário e conta com o apoio integral dos nossos dirigentes da sociedade.

Parte deste material foi publicado no Jornal da SBC nº 94 Jul/Ago 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

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O Piu Piu completou 60 anos

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Idade não é mais problema para usar tecnologia

Levantamento feito nos EUA sob encomenda da Motorola conclui que predisposição a novas mídias é alta em todas as principais faixas etárias.
A idade já não é capaz de determinar sua predisposição ou habilidade para usar serviços de tecnologia e/ou multimídia. Essa foi a conclusão de estudo da StrategyOne, encomendado pela divisão de mobilidade da norte-americana Motorola, que teve os resultados divulgados neste mês de dezembro, fazendo parte do Barômetro de Consumo de Mídia 2009.
A pesquisa ouviu mil norte-americanos entre 16 e 64 anos, que foram classificados em três categorias, de acordo com a geração a que pertencem: Boomers, Geração X e Jovens do Novo Milênio.
Embora o índice de predisposição à utilização de serviços de tecnologia varie de acordo com a idade, o levantamento encontrou índices altos de aceitação em todas as faixas etárias.
Estar disponivel o tempo todo, por exemplo, mostrou ser uma necessidade para 79% dos jovens, 64% da Geração X e 65% dos Boomers. Já em relação a permanecerem conectados, o índice é ainda maior: 80% dos jovens, 78% da Geração X e 78% dos Boomers têm interesse em ficar online o tempo todo.
Sobre a influência que uma geração exerce nas outras, a pesquisa revelou que essa interferência é mútua: 62% dos pertencentes à Geração X dizem influenciar seus pais, ao passo que 79% dos Boomers dizem influenciar seus filhos.
Em relação aos jovens, 76% dizem influenciar seus pais da Geração X; no sentido inverso, 87% dos pertencentes à Geração X dizem influenciar os jovens.
Pessoalmente já tivemos oportunidade de sentir o que agora está sendo constatado, ao participar de um projeto em que incluía o treinamento para uso de sistema de gestão (PEP), para médicos, sendo que 6 deles já na casa dos 70 anos. Para nossa surpresa, todos aprenderam.
Estas informações foram coletadas de diversos órgãos da imprensa geral e especializadas, que divulgaram a pesquisa nesta semana.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

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A Barbie completou 50 anos


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A história da prescrição médica

O "R” cortado (Rx) é um símbolo usado por alguns médicos no início de sua prescrição. Não é um simples “R” e “x”, é um símbolo que não existe em nosso alfabeto, é um “R” com um a perna maior, com a linha do “x” cortando-a.

Existem várias explicações sobre sua origem. Uma delas é de que o símbolo deriva do “Olho de Hórus”ou “Olho Sagrado”, um símbolo mitológico do Egito antigo, que significa proteção, restabelecimento da saúde, intuição e visão. Os egípcios usavam o símbolo para afastar o perigo, a doença e má sorte, sendo muito parecido com a abreviação “Rx”.

O símbolo originou-se da lenda do deus egípcio Hórus (ou Harpócrates),deus do Céu, filho de Osíris (deus do Sol) e Ísis (deusa da Natureza), que lutou contra seu tio, o deus Seth (deus do Caos), assassino de seu pai, pelo trono do Egito. Numa das disputas, Seth arrancou o olho esquerdo de Hórus (a Lua), mas este foi curado e sua visão restaurada, quando Thoth (deus da Sabedoria e da Mágica) uniu as partes e derramou leite de gazela.
Finalmente, após 80 anos, Hórus, com com sua visão restaurada, derrotou Seth e tomou-lhe o trono reunindo novamente o Egito.
O símbolo une um olho humano com as marcas de um falcão, ou cicatrizes da restauração, pois Hórus tinha a cabeça de falcão. Tem sido usado por séculos, representando saúde e proteção
Outra teoria é a de que o símbolo "Rx" que deriva do latim "recipere", significando "recuperação" ou "take, thus", em inglês e precede a prescrição de alguns médicos.
Nos tempos em que os médicos precisavam prescrever a fórmula do medicamento com a mistura e composição de seus ingredientes, a abreviação “Rx” era completada por uma afirmação como “Fiat mistura” que significava "que a mistura seja feita".
Outra teoria é de que o “Rx” é uma invocação ao Deus romano, ou ao planeta da sorte Júpiter, uma prece a ele para que o tratamento seja efetivo, tanto que em manuscritos médicos antigos, todos os Rs eram cruzados.
As minhas receitas, sempre iniciam se com o símbolo "Rx", pois assim aprendi nas aulas de Terapêutica clínica, disciplina que praticamente desapareceu na imensa maioria dos cursos médicos.
Este post foi escrito à partir de matéria publicada no suplemento cutural da APM nº 146 de 2004 de autoria do Dr. Alexandre Campos Moraes Amato, na época médico Residente.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

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O casal Michaele e Tareq Salahi conseguiu se aproximar do presidente Barack Obama, participando de um jantar de Estado na semana passada na Casa Branca, sem ter sido convidado.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

NASA anuncia existência de água na Lua

A descoberta foi anunciada em coletiva de imprensa e publicada na revista Science. A confirmação de moléculas de água e de hidroxila a estas concentrações nos pólos lunares levanta novas questões sobre sua origem e seus efeitos - sem falar na importância simbólica do achado: apesar da presença de gelo no satélite natural da Terra já havia sido anunciada em 1998, encontrar água líquida na Lua é quase um Santo Graal para os astrônomos.
Os cientistas da NASA encontraram água na superfície da Lua, mas na verdade quando eles dizem água, querem dizer moléculas.
Apesar de não se tratar dos rios, mares e lagos que normalmente a palavra “água” pode evocar na imaginação das pessoas, a descoberta é um grande passo para a melhor compreensão da Lua e quem sabe sua futura exploração como base de lançamentos para outras regiões do Sistema Solar.
Instrumentos a bordo de três naves diferentes revelaram moléculas de água em quantidade bem maior do que o previsto – mas ainda assim, um volume bastante pequeno. Além de H2O, foram encontradas moléculas de hidroxila, compostas de um átomo de oxigênio e outro de hidrogênio.
As moléculas de água estão na superfície lunar, interagindo com a poeira e com as pedras, foram encontradas em diversas áreas da região ensolarada da Lua, e sua presença era mais forte quanto maior a latitude.
Apesar da quantidade não ser conhecida com precisão, a NASA afirma que ela não deve ser grande. Para se ter uma idéia, se uma tonelada da camada superficial da Lua fosse recolhida, haveria nela menos de um litro de água.

Imagem mostra jovem cratera lunar vista pelo instrumento Moon Mineralogy Mapper, a bordo do Chandrayaan-1 spacecraft. À esquerda, o brilho em comprimentos curtos de ondas infravermelhas. À direita, a distribuição de materiais ricos em água (azul) é mostrada o redor da cratera. Foto: ISRO/NASA/JPL-Caltech/USGS/Brown Univ

O instrumento Moon Mineralogy Mapper, ou M3, foi o primeiro a reportar o achado. Lançado no dia 22 outubro de 2008 a bordo da nave Chandrayaan-1, da agência especial indiana, ele mediu a luz refletida pela lua em infravermelho. Dividindo as cores da superfície lunar em pequenos pedaços, ele revelou detalhes da composição do solo.
Aos analisar os dados do instrumento, a equipe do M3 viu que os comprimentos de onda da luz sendo absorvida eram consistentes com o padrão de absorção de moléculas de água e hidroxila. Para confirmar as informações, a nave Cassini foi acionada. Com seu espectrômetro de mapeamento visual infravermelho, ela confirmou os dados. Outro espectrômetro, a bordo da EPOXI, também confirmou a descoberta.
Para a NASA, a presença das moléculas de água e hidroxila na superfície lunar é um fato sem margem para erros.