A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) editou em agosto de 2009, novas regras para a comercialização e dispensação de medicamentos, bem como restringiu os produtos que podem ser oferecidos pelas farmácias, com a exclusão de itens tipicamente de conveniência, como refrigerantes e alimentos não classificados como remédios. Estas regras ainda não estão sendo aplicadas na prática, porque as grandes redes de farmácias e drogarias conseguiram uma liminar e portanto não estão mais obrigadas a cumprir os itens 9 e 10 da Resolução nº 44, que são os mais polêmicos instituídos pela ANVISA,o que entretanto não quer dizer que assim será indefinidamente, pois a Agência entrou com recurso.
Porque estamos falando da Farmácia ou Drogarias transcrevo literalmente a definição de seu significado segundo o dicionário Aurélio versão Século XXI:
Farmácia
[Do gr. pharmakeía, pelo lat. tard. pharmacia.]
S. f.
1. Parte da farmacologia que trata da maneira de preparar, caracterizar e conservar os medicamentos.
2. Estabelecimento onde se preparam e vendem medicamentos. [Sin., desus., nesta acepç.: botica. ]
3. Profissão de farmacêutico.
4. Setor de hospital em que se guardam medicamentos.
5. Conjunto de medicamentos que se têm em casa, num colégio, numa repartição, etc., para uso no tratamento de leves indisposições, ou em primeiros socorros.
Farmácia galênica. Farm.
1. Ramo da farmácia (1) em que se estudam os medicamentos de composição não definida, a manipulação das formas farmacêuticas (q. v.) e das receitas [ v. receita (4) ] .
Drogaria
[De droga + -aria.]
S. f.
1. Estabelecimento onde se vendem drogas [ v. droga (1 a 3) ] .
2. Porção de drogas [ v. droga (5) ] .
Para aqueles que por qualquer motivo não gostam do Aurélio fui buscar o significado que está no Michaelis, versão do UOL que transcrevo a seguir:
farmácia
far.má.cia
sf (gr pharmakía, pelo lat) 1 Arte que ensina a conhecer e conservar as drogas e a preparar os medicamentos. 2 Estabelecimento onde se preparam ou vendem os medicamentos. Neste sentido, antigamente, a palavra mais usual era botica. Por ext: drogaria. 3 Profissão de farmacêutico. 4 Coleção de medicamentos. 5 pop Mistura de bebidas alcoólicas.
drogaria
dro.ga.ri.a
sf (droga+aria) 1 Quantidade de drogas. 2 Comércio de drogas. 3 Loja onde se vendem drogas.
Pois é, parece nem haver necessidade de discutir o tema, entretanto houve com o passar do tempo uma grande inversão de valores de forma tal que as Farmácias foram completamente descaracterizadas e por questões comerciais tornaram-se lojas de conveniências, com a anuência ou vista grossa da própria ANVISA.
Está havendo excessiva defesa para a manutenção das lojas de conveniência, deixando-se de lado a questão central, que é a função da farmácia, pois não se trata de limitar os produtos no ponto de venda, mas sim resgatar seu papel principal, que é o da atenção farmacêutica.
Eu pessoalmente como médico, venho observando que as Farmácias de Manipulação estão tomando o lugar destas atuais Farmácias e Drogarias.
Soro fisiológico a água destilada são dois produtos que praticamente não se encontram mais nas farmácias e elas próprias já informam que poderão ser encontrados em Farmácias de manipulação ou casas de material médico cirúrgico.
Em países do primeiro mundo, além da obrigatoriedade da venda exclusiva de remédios, é exigido que o farmacêutico seja o proprietário do estabelecimento, respondendo por ele integralmente, inclusive com sua presença física permanente.
Estabelecimentos de conveniência, cuja experiência é muito bem sucedida nos postos de gasolina, realmente devem sair das farmácias e neste aspecto a ação da ANVISA acertou em cheio.
Entretanto como tudo ou quase tudo neste nosso maravilhoso país, as medidas tomadas acertam pela metade. Na mesma instrução a ANVISA determina que os medicamentos não podem mais ficar a disposição das pessoas para serem escolhidos e devem passar para dentro do balcão, o que obriga o cidadão a pedir o medicamento para o “Farmacêutico”.
Esquece a ANVISA que este “farmacêutico” é apenas um balconista que casualmente está trabalhando numa farmácia, pois até ontem era balconista de uma loja de ferragens e talvez amanhã vá para um açougue. Isto não me parece ingenuidade, mas sim falta de inteligência.
Como se não bastasse a interferência deste ser humano, vamos ter que conviver com a complexidade da propina “interlaboratorial”, que faz com que o nosso pedido seja mudado por outro melhor remunerado.
Explico: Eu quero 20 comprimidos de Nova Algina.
Porque o senhor não leva Nevra Algina que é a mesma coisa e muito mais barato?
Eu que pegava minha Nova Algina na gôndola sem dar satisfação para ninguém, agora vou ter que brigar com o “farmacêutico balconista”.
Pior ainda: o que é bom para dor de cabeça?
Ibuprofeno plus extra 3 ao dia. Pronto está feita a besteira.
Por tudo isso, a ação da ANVISA é bem vinda em termos de frear a falta de limites e os abusos que assistimos no mesmo espaço destinado aos remédios, onde encontramos alimentos, bebidas, material de limpeza, enfim tudo que podemos precisar numa madrugada fria.
A função da Agência como órgão regulador no meu entender é a atenção a quem precisa de medicamentos, combater a automedicação e outras práticas semelhantes, fazendo com que a farmácia volte a ser uma unidade de saúde.
A questão aqui pode parecer simples, mas não é, envolve toda a cadeia da indústria farmacêutica, desde a patente, a produção, distribuição, estoque, logística até o consumo final. Se levarmos em consideração as dimensões do Brasil, o assunto torna-se mais complexo ainda e teremos que considerar a questão do roubo de cargas.
Somente com o apoio da sociedade, das entidades que de alguma forma estão envolvidas com a questão da saúde e dos meios de comunicação poderemos ter novamente a farmácia cumprindo o papel de farmácia, com o único objetivo de servir a comunidade.
Neste espaço você vai encontrar questões que de alguma forma originaram o próprio nome do Blog e estaremos abordando as questões da Saúde e da Tecnologia da Informação, ou a mistura das duas, enunciadas como textos e imagens. Esta imagem panorâmica foi capturada pela sonda Phoenix Mars Lander em 10 de Junho de 2008 no 16º dia após o pouso na superfície de Marte e em primeiro plano vemos seus painéis solares e o braço robótico. Credit:NASA/JPL/University of Arizona,Tucson. E não é bobagem...
Por outro lado, a imagem do plano de fundo foi feita pela Curiosity Mars Science Laboratory em 08 de setembro de 2012 no 33º dia após o pouso na superfície de Marte observando-se o solo marciano como jamais foi visto. E também não é bobagem...
Image credit: NASA/JPL-Caltech/MSSS.
sexta-feira, 12 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Mulher
Informo a todos que ganhei na loto,
na loteria esportiva e no bingo.
Ganhei na mega-sena, sim, senhor!
Achei um trevo de quatro folhas e
caminhei até o fim do arco-iris:
o pote de ouro é meu.
Olhei pro céu e vi
a estrela cadente:
fiz o pedido,
concedido!
Furei a pedra: petróleo!
Cavei o chão: diamantes!
Olhei pra ela e ela sorriu.
Brinquei. Riu.
Amei.
Amo.
Amélia.
na loteria esportiva e no bingo.
Ganhei na mega-sena, sim, senhor!
Achei um trevo de quatro folhas e
caminhei até o fim do arco-iris:
o pote de ouro é meu.
Olhei pro céu e vi
a estrela cadente:
fiz o pedido,
concedido!
Furei a pedra: petróleo!
Cavei o chão: diamantes!
Olhei pra ela e ela sorriu.
Brinquei. Riu.
Amei.
Amo.
Amélia.
Este poema foi copiado do Suplemento Cultural que acompanha a revista da Associação Paulista de Medicina.
Por um descuido que não é o meu hábito, perdi o nome do autor e a data em que foi publicado.
Fiquei na dúvida em não publicar pela falta de dados, ou publicar anotando as restrições apontadas. Pela simplicidade, beleza, afeição, carinho e ternura destas linhas escolhi a segunda opção.
quarta-feira, 3 de março de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Nasa reformula seus projetos
Mudança de Direção
O ex-astronauta Charles Bolden, administrador da Nasa, confirmou que o Programa Constellation, estabelecido durante o governo Bush para levar astronautas de volta à Lua até 2020, está cancelado. Bolden fez questão de destacar que o orçamento enviado pelo presidente Barack Obama para a agência aumenta a verba para a agência em US$ 6 bilhões de dólares ao longo dos próximos 5 anos, mas afirmou que o Constellation não sera "executável".
O programa lunar Constellation foi iniciado pelo presidente George W. Bush após o acidente com o ônibus espacial Columbia, em 2003, que resultou na morte de sete astronautas quando a nave em que viajavam quebrou ao retornar à atmosfera da Terra.
A idéia era aposentar o avião espacial e substituí-lo por uma nova nave e novos foguetes capazes de enviar humanos para além da órbita da Terra.
Críticos, no entanto, diziam que o programa nunca foi financiado adequadamente. Quando surgiram dificuldades técnicas, começaram a haver atrasos no cronograma.
Obama está cancelando o Constellation apesar de a Nasa já ter gasto cerca de US$ 9 bilhões no projeto.
Com o cancelamento, serão abandonados os esforços para a criação dos foguetes Ares I, para transporte de astronautas até a órbita da Terra, Ares V para transporte de carga, e da cápsula Órion, que iria substituir os ônibus espaciais. Bolden afirmou ainda que a Nasa continua comprometida em realizar as cinco últimas missões de ônibus espaciais ainda em 2010, com a aposentadoria dessas naves em seguida.
Com isso, a partir de 2011 os EUA não terão uma tecnologia doméstica disponível para levar astronautas ao espaço. O novo plano pede investimentos em empresas privadas para que as companhias criem essa tecnologia e a forneçam ao governo, a partir de meados desta década. Além de ser uma usuária desses foguetes e cápsulas, a Nasa também estabeleceria e monitoraria padrões no novo mercado, especialmente em questões relativas à segurança da tripulação.
Novas tecnologias
Bolden anunciou que o orçamento da Nasa, cria três novos programas de desenvolvimento tecnológico para permitir que astronautas viagem para a Lua, Marte e até asteróides, no futuro. Embora não tenha mencionado datas para o lançamento desses vôos, os novos programas têm orçamentos previstos para os próximos cinco anos.
O primeiro desses programas terá uma verba de US$ 7,8 bilhões, para estimular a criação de novas abordagens para viagens espaciais, como o estabelecimento de depósitos de combustível no espaço e novos sistemas de reciclagem de ar e água para naves tripuladas.
Um programa de desenvolvimento de um novo foguete de carga, com foco em novos combustíveis, motores, materiais e processos terá US$ 3,1 bilhões. O objetivo, é levar à inovação de métodos para acessar o espaço e ir além da órbita baixa da Terra.
Outros US$ 4,9 bilhões serão destinados ao desenvolvimento e teste de novas tecnologias por meio de prêmios e incentivos ao setor privado.
A Nasa terá ainda US$ 3 bilhões para as chamadas "missões precursoras", com robôs, que "abrirão caminho para a exploração posterior, com seres humanos, da Lua, Marte e asteróides". Bolden citou como exemplo a missão LCROSS, que confirmou a existência de água no pólo sul da Lua.
Acesso ao espaço será privatizado
"Imagine viagens a Marte que levem semanas, em vez de quase um ano; pessoas espalhando-se pelo Sistema Solar interior, explorando a Lua, asteróides e Marte quase simultaneamente, num fluxo contínuo. E Imagine tudo isso sendo feito em colaboração com nações de todo o mundo", disse Bolden. "É isso que o plano do presidente para a Nasa permitirá, assim que desenvolvermos as capacidades necessárias", pois novos programas de exploração dependerão de parcerias com o setor privado e com outros países
Na verdade toda esta reformulação do orçamento da NASA ficou suspenso durante meses, enquanto uma comissão independente estudava as opções e a Casa Branca analisava os resultados. A escolha de Obama foi apresentada oficialmente na segunda-feira 1º de fevereiro.
Desperdício
Esta comissão reunida pela administração Obama atingiu dois pontos de amplo consenso. O primeiro foi que fazia pouco sentido passar dez anos construindo a estação espacial, para então jogá-la no lixo após apenas cinco anos de operação.
O segundo foi que, nos níveis atuais de financiamento, cerca de US$ 100 bilhões para vôos espaciais tripulados por humanos na década de 2010 a 2020, o atual programa era, nas palavras do painel, "não executável".
A Nasa pode não chegar à superfície lunar nem mesmo em 2030, segundo a conclusão da comissão. Estender a vida da estação espacial desviou ainda mais verba dos esforços lunares. Cumprir a meta de retornar à Lua até 2020 pode exigir US$ 50 bilhões adicionais.
Nenhum plano alternativo cabe no orçamento. "Nossa visão é que será difícil, com o orçamento atual, fazer qualquer coisa que seja realmente inspiradora na área dos vôos espaciais", disse Norman Augustine, ex-diretor executivo da Lockheed Martin e presidente da comissão, durante sua última reunião pública, em 12 de agosto.
Conforme solicitado foram oferecidas diversas opções a serem consideradas pela administração, nenhuma recomendação em particular, e todas as opções incluíram compromissos que a administração deveriam assumir e decidir para onde ir,e como chegar lá.
A opção mais simples seria seguir com o programa atual, mas num ritmo mais lento para se adequar ao financiamento disponível, chegando à lua por volta de 2025.
Laboratório orbital
Bolden também disse que os EUA prorrogarão seu compromisso com a Estação Espacial Internacional (ISS) "pelo menos até 2020", em vez de abandonar a estação em 2015 ou 1016, como previa o plano apresentado no governo Bush. Afirmou ainda que, uma vez completa, a ISS será tratada como "um grande laboratório". "Todo os tipos de educadores, escolas, instituições científicas e instituições de outros governos usarão a ISS para pesquisas".Ele quer que parte do investimento adicional seja usado para incentivar empresas privadas, para ajudá-las a desenvolver uma nova geração de sistemas de lançamento para transportar humanos para a Estação Espacial Internacional.
Além de ser uma usuária desses foguetes e cápsulas, a Nasa também estabeleceria e monitoraria padrões no novo mercado, especialmente em questões relativas à segurança da tripulação.
"Uma forte indústria comercial americana de lançamentos especiais trará uma competição muito necessária, agirá como um catalisador para o desenvolvimento de novos negócios capitalizando o acesso mais barato ao espaço, ajudará a criar milhares de novos empregos e a reduzir o custo do acesso humano ao espaço", diz a declaração de orçamento.
Missões da Nasa serão concentradas na própria Terra
Com o orçamento apertado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve fazer com que a Nasa se volte mais para o monitoramento e a observação da própria Terra, com investimento em equipamentos e pesquisas sobre a questão climática, por exemplo. Essa estratégia ganha força porque o tema do clima é uma das principais bandeiras do presidente dos Estados Unidos, em vez de se concentrar na exploração de outros planetas ou da Lua, por exemplo.
Durante o governo Bush, a observação da Terra e os estudos sobre o aquecimento global não eram uma prioridade. A tentativa era até de esconder isso. Agora com o Obama há um interesse maior em saber o que vai acontece com o nosso planeta, em colher dados que ajudem a proteger e defender a Terra, e torná-la um lugar mais sustentável.
Pouco interesse
"Acho que muita gente se importa pouco com o espaço", disse Bob Werb, presidente da Space Frontier Foundation, organização que defende a povoação do espaço. "Trata-se de um assunto essencial apenas para uma pequena porcentagem da população. Foi declarado que o apoio ao espaço tem um quilômetro de largura e uma polegada de profundidade, e há muito de verdadeiro nisso".
"O povo norte-americano não tem idéia do que está acontecendo", disse a congressista Gabrielle Giffords, do Arizona, e presidente do subcomitê espacial e aeronáutico. "O norte-americano médio não sabe que o ônibus espacial irá embora no fim de 2010.
Esperança
Até agora, ao menos, sair inteiramente do negócio dos voos espaciais não parece estar sendo considerado.
Como candidato presidencial no ano passado, Obama disse apoiar o objetivo de retornar à Lua até 2020. Desde que se tornou presidente, ele tem dito repetidamente que a Nasa tem de ser inspiradora, mas sem dizer o que ele acha que seria uma missão inspiradora.
A primeira decisão é uma das completas: aumentar a verba para o programa espacial para pelo menos US$ 130 bilhões ao longo da próxima década, o nível necessário segundo o painel, ou segurar as maiores ambições e manter os astronautas na órbita baixa da Terra pelas próximas duas décadas.
"Essa não é uma escolha que a Casa Branca queria ter", disse Giffords
Dificuldades
O projeto de orçamento de Obama, que começa a valer em outubro deste ano, precisa ainda ser aprovado pelo Congresso americano,e está sujeito a mudanças. Esta não será uma tarefa fácil.
O ex-astronauta Charles Bolden, administrador da Nasa, confirmou que o Programa Constellation, estabelecido durante o governo Bush para levar astronautas de volta à Lua até 2020, está cancelado. Bolden fez questão de destacar que o orçamento enviado pelo presidente Barack Obama para a agência aumenta a verba para a agência em US$ 6 bilhões de dólares ao longo dos próximos 5 anos, mas afirmou que o Constellation não sera "executável".
O programa lunar Constellation foi iniciado pelo presidente George W. Bush após o acidente com o ônibus espacial Columbia, em 2003, que resultou na morte de sete astronautas quando a nave em que viajavam quebrou ao retornar à atmosfera da Terra.
A idéia era aposentar o avião espacial e substituí-lo por uma nova nave e novos foguetes capazes de enviar humanos para além da órbita da Terra.
Críticos, no entanto, diziam que o programa nunca foi financiado adequadamente. Quando surgiram dificuldades técnicas, começaram a haver atrasos no cronograma.
Obama está cancelando o Constellation apesar de a Nasa já ter gasto cerca de US$ 9 bilhões no projeto.
Com o cancelamento, serão abandonados os esforços para a criação dos foguetes Ares I, para transporte de astronautas até a órbita da Terra, Ares V para transporte de carga, e da cápsula Órion, que iria substituir os ônibus espaciais. Bolden afirmou ainda que a Nasa continua comprometida em realizar as cinco últimas missões de ônibus espaciais ainda em 2010, com a aposentadoria dessas naves em seguida.
Com isso, a partir de 2011 os EUA não terão uma tecnologia doméstica disponível para levar astronautas ao espaço. O novo plano pede investimentos em empresas privadas para que as companhias criem essa tecnologia e a forneçam ao governo, a partir de meados desta década. Além de ser uma usuária desses foguetes e cápsulas, a Nasa também estabeleceria e monitoraria padrões no novo mercado, especialmente em questões relativas à segurança da tripulação.
Novas tecnologias
Bolden anunciou que o orçamento da Nasa, cria três novos programas de desenvolvimento tecnológico para permitir que astronautas viagem para a Lua, Marte e até asteróides, no futuro. Embora não tenha mencionado datas para o lançamento desses vôos, os novos programas têm orçamentos previstos para os próximos cinco anos.
O primeiro desses programas terá uma verba de US$ 7,8 bilhões, para estimular a criação de novas abordagens para viagens espaciais, como o estabelecimento de depósitos de combustível no espaço e novos sistemas de reciclagem de ar e água para naves tripuladas.
Um programa de desenvolvimento de um novo foguete de carga, com foco em novos combustíveis, motores, materiais e processos terá US$ 3,1 bilhões. O objetivo, é levar à inovação de métodos para acessar o espaço e ir além da órbita baixa da Terra.
Outros US$ 4,9 bilhões serão destinados ao desenvolvimento e teste de novas tecnologias por meio de prêmios e incentivos ao setor privado.
A Nasa terá ainda US$ 3 bilhões para as chamadas "missões precursoras", com robôs, que "abrirão caminho para a exploração posterior, com seres humanos, da Lua, Marte e asteróides". Bolden citou como exemplo a missão LCROSS, que confirmou a existência de água no pólo sul da Lua.
Acesso ao espaço será privatizado
"Imagine viagens a Marte que levem semanas, em vez de quase um ano; pessoas espalhando-se pelo Sistema Solar interior, explorando a Lua, asteróides e Marte quase simultaneamente, num fluxo contínuo. E Imagine tudo isso sendo feito em colaboração com nações de todo o mundo", disse Bolden. "É isso que o plano do presidente para a Nasa permitirá, assim que desenvolvermos as capacidades necessárias", pois novos programas de exploração dependerão de parcerias com o setor privado e com outros países
Na verdade toda esta reformulação do orçamento da NASA ficou suspenso durante meses, enquanto uma comissão independente estudava as opções e a Casa Branca analisava os resultados. A escolha de Obama foi apresentada oficialmente na segunda-feira 1º de fevereiro.
Desperdício
Esta comissão reunida pela administração Obama atingiu dois pontos de amplo consenso. O primeiro foi que fazia pouco sentido passar dez anos construindo a estação espacial, para então jogá-la no lixo após apenas cinco anos de operação.
O segundo foi que, nos níveis atuais de financiamento, cerca de US$ 100 bilhões para vôos espaciais tripulados por humanos na década de 2010 a 2020, o atual programa era, nas palavras do painel, "não executável".
A Nasa pode não chegar à superfície lunar nem mesmo em 2030, segundo a conclusão da comissão. Estender a vida da estação espacial desviou ainda mais verba dos esforços lunares. Cumprir a meta de retornar à Lua até 2020 pode exigir US$ 50 bilhões adicionais.
Nenhum plano alternativo cabe no orçamento. "Nossa visão é que será difícil, com o orçamento atual, fazer qualquer coisa que seja realmente inspiradora na área dos vôos espaciais", disse Norman Augustine, ex-diretor executivo da Lockheed Martin e presidente da comissão, durante sua última reunião pública, em 12 de agosto.
Conforme solicitado foram oferecidas diversas opções a serem consideradas pela administração, nenhuma recomendação em particular, e todas as opções incluíram compromissos que a administração deveriam assumir e decidir para onde ir,e como chegar lá.
A opção mais simples seria seguir com o programa atual, mas num ritmo mais lento para se adequar ao financiamento disponível, chegando à lua por volta de 2025.
Laboratório orbital
Bolden também disse que os EUA prorrogarão seu compromisso com a Estação Espacial Internacional (ISS) "pelo menos até 2020", em vez de abandonar a estação em 2015 ou 1016, como previa o plano apresentado no governo Bush. Afirmou ainda que, uma vez completa, a ISS será tratada como "um grande laboratório". "Todo os tipos de educadores, escolas, instituições científicas e instituições de outros governos usarão a ISS para pesquisas".Ele quer que parte do investimento adicional seja usado para incentivar empresas privadas, para ajudá-las a desenvolver uma nova geração de sistemas de lançamento para transportar humanos para a Estação Espacial Internacional.
Além de ser uma usuária desses foguetes e cápsulas, a Nasa também estabeleceria e monitoraria padrões no novo mercado, especialmente em questões relativas à segurança da tripulação.
"Uma forte indústria comercial americana de lançamentos especiais trará uma competição muito necessária, agirá como um catalisador para o desenvolvimento de novos negócios capitalizando o acesso mais barato ao espaço, ajudará a criar milhares de novos empregos e a reduzir o custo do acesso humano ao espaço", diz a declaração de orçamento.
Missões da Nasa serão concentradas na própria Terra
Com o orçamento apertado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve fazer com que a Nasa se volte mais para o monitoramento e a observação da própria Terra, com investimento em equipamentos e pesquisas sobre a questão climática, por exemplo. Essa estratégia ganha força porque o tema do clima é uma das principais bandeiras do presidente dos Estados Unidos, em vez de se concentrar na exploração de outros planetas ou da Lua, por exemplo.
Durante o governo Bush, a observação da Terra e os estudos sobre o aquecimento global não eram uma prioridade. A tentativa era até de esconder isso. Agora com o Obama há um interesse maior em saber o que vai acontece com o nosso planeta, em colher dados que ajudem a proteger e defender a Terra, e torná-la um lugar mais sustentável.
Pouco interesse
"Acho que muita gente se importa pouco com o espaço", disse Bob Werb, presidente da Space Frontier Foundation, organização que defende a povoação do espaço. "Trata-se de um assunto essencial apenas para uma pequena porcentagem da população. Foi declarado que o apoio ao espaço tem um quilômetro de largura e uma polegada de profundidade, e há muito de verdadeiro nisso".
"O povo norte-americano não tem idéia do que está acontecendo", disse a congressista Gabrielle Giffords, do Arizona, e presidente do subcomitê espacial e aeronáutico. "O norte-americano médio não sabe que o ônibus espacial irá embora no fim de 2010.
Esperança
Até agora, ao menos, sair inteiramente do negócio dos voos espaciais não parece estar sendo considerado.
Como candidato presidencial no ano passado, Obama disse apoiar o objetivo de retornar à Lua até 2020. Desde que se tornou presidente, ele tem dito repetidamente que a Nasa tem de ser inspiradora, mas sem dizer o que ele acha que seria uma missão inspiradora.
A primeira decisão é uma das completas: aumentar a verba para o programa espacial para pelo menos US$ 130 bilhões ao longo da próxima década, o nível necessário segundo o painel, ou segurar as maiores ambições e manter os astronautas na órbita baixa da Terra pelas próximas duas décadas.
"Essa não é uma escolha que a Casa Branca queria ter", disse Giffords
Dificuldades
O projeto de orçamento de Obama, que começa a valer em outubro deste ano, precisa ainda ser aprovado pelo Congresso americano,e está sujeito a mudanças. Esta não será uma tarefa fácil.
Em discurso ao Congresso americano, Obama qualificou a geração de emprego como sua prioridade número um.
"As pessoas estão sem trabalho. Elas estão sofrendo. Elas precisam de nossa ajuda. E eu quero um projeto para gerar empregos na minha mesa sem demora. Empregos devem ser nosso foco número um em 2010", declarou.
Apesar disto, defensores da missão à Lua e milhares de funcionários dos centros espaciais da Flórida, Alabama e Texas estão preocupados. Congressistas desses Estados vêm atacando a idéia de abandono do plano, e alguns têm cargos em comitês que podem bloquear os planos de Obama. Por exemplo, o senador Bill Nelson, da Flórida, preside o subcomitê de espaço do Senado. E a presidente do subcomitê de espaço da Câmara, deputada Gabrielle Giffords, é casada com um astronauta.
No seu pronunciamento, o administrador enfatizou o potencial da criação de empregos do novo plano, principalmente no setor privado, e a necessidade de parcerias internacionais para levar metas mais ambiciosas adiante.
Homem na Lua
Em entrevista coletiva, outras autoridades da Nasa evitaram citar prazos para o envio de astronautas ao espaço para além da órbita da ISS, mas afirmaram que a agência não desistiu de explorar o Sistema Solar com missões tripuladas, e insistiram - numa crítica ao Constellation - que o novo plano "não cria falsas expectativas", e que o cancelamento do programa de retorno à Lua não deve ser visto como "um passo atrás".
"A verdade é que já estivemos na Lua, há 40 anos. Um foco de curto prazo em baixar o custo do acesso ao espaço e no desenvolvimento de tecnologias avançadas essenciais para nos levar mais longe, mais depressa, é exatamente o que a nação precisa", disse, em nota, Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar na Lua. A nota de Aldrin foi divulga pela Nasa.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Ômega 3, 6 e 9: verdades mitos e crendices
Uma equipe de cientistas, liderados pelo Prof Nicolas Guillot da Universidade de Lyon, na França, conseguiram determinar a dose de DHA - Ácido Doco Hexaenóico (DHA) mais conhecido como ômega-3, que é necessária para prevenir as doenças cardiovasculares em adultos saudáveis.
Os cientistas comprovaram que uma dose diária de 200 mg de DHA é suficiente para afetar os marcadores biológicos que assinalam problemas cardiovasculares, como os relacionados com o envelhecimento, a aterosclerose e o diabetes.
A pesquisa foi publicada no exemplar de Setembro na revista médica The FASEB Journal (The Journal of the Federation of American Societies for Experimental Biology Journal).
Para determinar a dose ótima do ácido docohexaenóico a ser ingerido diariamente, o Dr. Michel Lagarde, da equipe do Dr. Guillot e seus colegas analisaram os efeitos da ingestão de doses crescentes de DHA em voluntários com idades entre 53 e 65 anos.
Os voluntários consumiram doses de DHA de 200, 400, 800 e 1600 mg por dia durante duas semanas, em semanas separadas para cada dose. As dietas foram controladas para que o DHA ingerido fosse a única fonte de ômega-3 dos participantes.
Foram coletadas amostras de urina e sangue antes e depois de cada período - equivalente à ingestão de cada dosagem e depois de oito semanas depois que a suplementação de DHA foi interrompida. Os pesquisadores então analisaram todas as amostras em busca dos marcadores que indicam os efeitos de cada dose.
Os resultados mostraram que a dose de 200 mg é suficiente para ativar todos os marcadores, e não foram notados ganhos com as doses maiores.
Desta forma, como já sabemos a quantidade exata de DHA que é suficiente, o próximo passo é fazer um teste clínico que envolva um número maior de voluntários, e o Dr. Gerald Weissmann recomenda que até lá, é melhor ficar com uma dieta que contenha ômega-3, como peixes por exemplo, em vez de correr para buscar um frasco de suplementos na farmácia.
Peixes como sardinha, truta e bacalhau também contém grande quantidade de omega3 devendo ser considerado na alimentação. Na verdade todos os peixes de águas frias são possuidores de grande quantidade de Omega 3 e é exatamente por causa disto, da temperatura da água que os peixes dos países nórdicos tem mais Omega 3 do que aqueles provindos do Chile, oceano pacífico, que é o peixe que nós comemos no nosso dia a dia.
A semente de linhaça que é uma oleaginosa, além de proteínas e fibras dietéticas é rica em gorduras e contém Omega 3 em quantidades estimadas como sendo o dobro do contido nos peixes.
Aos poucos a linhaça começa a integrar a nossa alimentação sob a forma de pequenos grãos e de farinha podendo ser encontrada em supermercados com bastante facilidade.
Diferentemente do ômega 3, é um produto já conhecido, consagrado e bastante estudado em vários lugares do mundo, o Ômega 6 são ácidos graxos polinsaturados fundamentais para o bom funcionamento do organismo das pessoas. O Ômega 6, assim como o Ômega 3, faz parte das conhecidas gorduras boas. Não são produzidas pelo organismo e, portanto, devem ser adquiridas através da ingestão de determinados alimentos.
Estudos iniciais e nem todos com a credibilidade científica desejada, dão conta de benefícios para a saúde, como proteção contra a hipertensão, combate o excesso de colesterol ruim e talvez o excesso de glicose.
Pesquisas recentes do the Gladstone Institute of Neurological Disease, na Califórnia, observaram que o ômega 6 pode destruir células cerebrais e provocar o Mal de Alzheimer.
A pesquisa realizada com ratos mostrou que a alimentação rica em Ômega 6, dadas a estes animais, danificou neurônios e prejudicou a memória. As pesquisas continuam para que estes resultados possam ser comprovados em seres humanos. A linhaça dourada é também uma das principais Fontes de Ômega 6.
Com relação ao ômega 9, tudo que temos até hoje são estudos incipientes, sem nenhum estudo científico relevante do ponto de vista geral, sendo que estudos de atividades mais específicas do ômega 9 podem ser encontrados, como por exemplo sua participação da síntese de alguns hormônios.
Ômega 9 são ácidos graxos, que participam no desenvolvimento humano, assim como os ácidos graxos ômega 3 e ômega 6. O nome ômega 9 significa que eles têm uma ligação dupla C=C no nono carbono a partir da extremidade oposta à carboxila, e podem ser encontrados em óleos vegetais, sendo que os ácidos ômega 9 mais importantes são ácido oléico - com 18 carbonos, ácido erúcico - com 22 carbonos e ácido nervônico - com 24 carbonos.
O Homem ainda não aprendeu a se alimentar.
Os cientistas comprovaram que uma dose diária de 200 mg de DHA é suficiente para afetar os marcadores biológicos que assinalam problemas cardiovasculares, como os relacionados com o envelhecimento, a aterosclerose e o diabetes.
A pesquisa foi publicada no exemplar de Setembro na revista médica The FASEB Journal (The Journal of the Federation of American Societies for Experimental Biology Journal).
Para determinar a dose ótima do ácido docohexaenóico a ser ingerido diariamente, o Dr. Michel Lagarde, da equipe do Dr. Guillot e seus colegas analisaram os efeitos da ingestão de doses crescentes de DHA em voluntários com idades entre 53 e 65 anos.
Os voluntários consumiram doses de DHA de 200, 400, 800 e 1600 mg por dia durante duas semanas, em semanas separadas para cada dose. As dietas foram controladas para que o DHA ingerido fosse a única fonte de ômega-3 dos participantes.
Foram coletadas amostras de urina e sangue antes e depois de cada período - equivalente à ingestão de cada dosagem e depois de oito semanas depois que a suplementação de DHA foi interrompida. Os pesquisadores então analisaram todas as amostras em busca dos marcadores que indicam os efeitos de cada dose.
Os resultados mostraram que a dose de 200 mg é suficiente para ativar todos os marcadores, e não foram notados ganhos com as doses maiores.
Desta forma, como já sabemos a quantidade exata de DHA que é suficiente, o próximo passo é fazer um teste clínico que envolva um número maior de voluntários, e o Dr. Gerald Weissmann recomenda que até lá, é melhor ficar com uma dieta que contenha ômega-3, como peixes por exemplo, em vez de correr para buscar um frasco de suplementos na farmácia.
Peixes como sardinha, truta e bacalhau também contém grande quantidade de omega3 devendo ser considerado na alimentação. Na verdade todos os peixes de águas frias são possuidores de grande quantidade de Omega 3 e é exatamente por causa disto, da temperatura da água que os peixes dos países nórdicos tem mais Omega 3 do que aqueles provindos do Chile, oceano pacífico, que é o peixe que nós comemos no nosso dia a dia.
A semente de linhaça que é uma oleaginosa, além de proteínas e fibras dietéticas é rica em gorduras e contém Omega 3 em quantidades estimadas como sendo o dobro do contido nos peixes.
Aos poucos a linhaça começa a integrar a nossa alimentação sob a forma de pequenos grãos e de farinha podendo ser encontrada em supermercados com bastante facilidade.
Diferentemente do ômega 3, é um produto já conhecido, consagrado e bastante estudado em vários lugares do mundo, o Ômega 6 são ácidos graxos polinsaturados fundamentais para o bom funcionamento do organismo das pessoas. O Ômega 6, assim como o Ômega 3, faz parte das conhecidas gorduras boas. Não são produzidas pelo organismo e, portanto, devem ser adquiridas através da ingestão de determinados alimentos.
Estudos iniciais e nem todos com a credibilidade científica desejada, dão conta de benefícios para a saúde, como proteção contra a hipertensão, combate o excesso de colesterol ruim e talvez o excesso de glicose.
Pesquisas recentes do the Gladstone Institute of Neurological Disease, na Califórnia, observaram que o ômega 6 pode destruir células cerebrais e provocar o Mal de Alzheimer.
A pesquisa realizada com ratos mostrou que a alimentação rica em Ômega 6, dadas a estes animais, danificou neurônios e prejudicou a memória. As pesquisas continuam para que estes resultados possam ser comprovados em seres humanos. A linhaça dourada é também uma das principais Fontes de Ômega 6.
Com relação ao ômega 9, tudo que temos até hoje são estudos incipientes, sem nenhum estudo científico relevante do ponto de vista geral, sendo que estudos de atividades mais específicas do ômega 9 podem ser encontrados, como por exemplo sua participação da síntese de alguns hormônios.
Ômega 9 são ácidos graxos, que participam no desenvolvimento humano, assim como os ácidos graxos ômega 3 e ômega 6. O nome ômega 9 significa que eles têm uma ligação dupla C=C no nono carbono a partir da extremidade oposta à carboxila, e podem ser encontrados em óleos vegetais, sendo que os ácidos ômega 9 mais importantes são ácido oléico - com 18 carbonos, ácido erúcico - com 22 carbonos e ácido nervônico - com 24 carbonos.
O Homem ainda não aprendeu a se alimentar.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Camisinha
Porque é carnaval...
Há cinco mil anos os egípcios já usavam preservativos para prevenir doenças sexualmente transmissíveis e, portanto útil desde o tempo dos faraós, de acordo com Aine Collier, professora da Universidade de Maryland, http://www.umd.edu/ e autora do livro "The Humble Little Condom: A History".

Durante a Idade Média, com a disseminação de doenças venéreas na Europa. o anatomista e cirurgião Gabrielle Fallopio confeccionou o que descreveu como uma "bainha de tecido leve, sob medida, para proteção das doenças venéreas". Tratava-se de um forro de linho do tamanho do pênis e embebido em ervas. Ele a denominou De Morbo Gallico, em um artigo escrito em 1564.
William Shakespeare, que nasceu por volta de 1564 e morreu em 1616, foi um dos autores que mais bem compreenderam as peculiaridades dos relacionamentos humanos, e chamou o apetrecho para proteger o pênis de “luva-de-vênus”, em homenagem à deusa romana do amor. Em português, o nome ficou sendo “camisa-de-vênus”, que deu origem ao apelido carinhoso usado hoje em dia.
Ele era usado para combater o “mal napolitano”, nome dado pelos franceses à sífilis, doença sexualmente transmissível (que, ironicamente, era chamada pelos italianos de “mal francês”).
No final do século XVI os preservativos de linho passaram a ser embebidos em soluções químicas e depois secados, e assim nasceram os precursores dos espermicidas modernos.
Foi só no século XVII, que a camisinha ganhou um "toque de classe", e a primeira referência de seu uso para controle da natalidade. O Dr. Quondam, alarmado com o número de filhos ilegítimos do rei Carlos II da Inglaterra (1630-1685), criou um protetor feito com tripa de animais. O ajuste da extremidade aberta era feito com um laço, o que, obviamente, não era muito cômodo, mas o dispositivo fez tanto sucesso que há quem diga que o nome em inglês (condom) seria uma homenagem ao médico. Outros registros indicam que o nome parece vir mesmo do latim "condus" (receptáculo).
Também é egípcia a ilustração mais antiga da camisinha, um homem com um envoltório no pênis feito à base de tripa de porco ou bexiga de cabra.
No Japão e na China o acessório era feito à base de papel de seda e lubrificado com óleo.
Só em 1839, a partir da descoberta do processo de vulcanização, inventado por Charles Goodyear, que as camisinhas passaram a ser fabricadas com látex, tornando-se elásticas e resistentes.
Há cinco mil anos os egípcios já usavam preservativos para prevenir doenças sexualmente transmissíveis e, portanto útil desde o tempo dos faraós, de acordo com Aine Collier, professora da Universidade de Maryland, http://www.umd.edu/ e autora do livro "The Humble Little Condom: A History".

Durante a Idade Média, com a disseminação de doenças venéreas na Europa. o anatomista e cirurgião Gabrielle Fallopio confeccionou o que descreveu como uma "bainha de tecido leve, sob medida, para proteção das doenças venéreas". Tratava-se de um forro de linho do tamanho do pênis e embebido em ervas. Ele a denominou De Morbo Gallico, em um artigo escrito em 1564.
William Shakespeare, que nasceu por volta de 1564 e morreu em 1616, foi um dos autores que mais bem compreenderam as peculiaridades dos relacionamentos humanos, e chamou o apetrecho para proteger o pênis de “luva-de-vênus”, em homenagem à deusa romana do amor. Em português, o nome ficou sendo “camisa-de-vênus”, que deu origem ao apelido carinhoso usado hoje em dia.
Ele era usado para combater o “mal napolitano”, nome dado pelos franceses à sífilis, doença sexualmente transmissível (que, ironicamente, era chamada pelos italianos de “mal francês”).
No final do século XVI os preservativos de linho passaram a ser embebidos em soluções químicas e depois secados, e assim nasceram os precursores dos espermicidas modernos.
Foi só no século XVII, que a camisinha ganhou um "toque de classe", e a primeira referência de seu uso para controle da natalidade. O Dr. Quondam, alarmado com o número de filhos ilegítimos do rei Carlos II da Inglaterra (1630-1685), criou um protetor feito com tripa de animais. O ajuste da extremidade aberta era feito com um laço, o que, obviamente, não era muito cômodo, mas o dispositivo fez tanto sucesso que há quem diga que o nome em inglês (condom) seria uma homenagem ao médico. Outros registros indicam que o nome parece vir mesmo do latim "condus" (receptáculo).
Também é egípcia a ilustração mais antiga da camisinha, um homem com um envoltório no pênis feito à base de tripa de porco ou bexiga de cabra.
No Japão e na China o acessório era feito à base de papel de seda e lubrificado com óleo.
Só em 1839, a partir da descoberta do processo de vulcanização, inventado por Charles Goodyear, que as camisinhas passaram a ser fabricadas com látex, tornando-se elásticas e resistentes.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Do tambor ao Twitter
O ser humano, desde que se tem notícia, sempre teve vontade ou necessidade de se comunicar com seus semelhantes. Mesmo posicionados com distancias enormes, estas nunca foram empecilhos para que o homem se comunicasse.
Nesta época a comunicação dava-se pela batida de tambores, por meio de fumaça e, mais tarde, escrevendo cartas. Naquela época, as cartas eram cunhadas em pedras e era preciso que escravos as carregassem, e para isso, era necessário ter muito dinheiro.
Escrever cartas era um privilégio a que apenas alguns tinham direito. Além disso, havia necessidade de escribas, que eram homens que sabiam esculpir letras em pedra.
Posteriormente, as cartas tomaram forma de placas de argila e, mais tarde ainda, de rolos de papiro, o que foi uma grande evolução, pois eram muito mais leves para carregar.
Nos tempos mais remotos, tratava-se do selo no sentido mais amplo da palavra, isto é, como sinetes ou chancelas. O rei ou um mandatário apunha o seu selo. e, só se a carta em argila ou papiro estivesse selada, poderia seguir seu destino e arregimentar corredores, estafetas, postos militares, enfim, todo o complexo mecanismo necessário para que chegasse ao destinatário.
Com o correr do tempo, a correspondência deixou de ser privilégio de poucos, e. os nobres foram os primeiros a poder utilizar os correios reais depois dos soberanos.
No século XVI, ocorreu a grande mudança, por conta do Imperador germânico Maximiliano I, que concedeu a um nobre italiano, Francisco Tasso, o direito de transportar cartas.
Esta iniciativa é entendida por muitos como o início dos serviços de correio, e o seu sucesso abrangeu quase toda a Europa Continental. Curiosamente a Inglaterra não foi incluída, pois esta, sendo uma ilha e muito orgulhosa dessa condição, não se considerava parte do continente.
Na segunda metade do século XIX houve a primeira grande revolução no serviço de envio de mensagens com o desenvolvimento e implantação do Serviço Pneumático de entrega.
Tratava se do envio de mensagens, em cartas especiais impressas pelos Correios, numa espécie de cartucho, impulsionado por pressão ou sucção de ar, através de tubos de aço em longos percursos, para uma central de distribuição, e, novamente, direcionado para o destino.
Na época, essa modalidade de envio de mensagens postais estava muito difundida e em franco crescimento na Europa. Consta que Viena foi a primeira com projeto que teve seu início e finalização em 1875. Logo depois foi a vez de Berlim, em 1876; Praga, em 1899; Marselha e Paris, em 1910; e Munique, em 1921.
Em Buenos Aires, foi instalada a maior rede pneumática da América do Sul, numa extensão de 92 quilômetros. O projeto teve início em 1887, mas só foi finalizado no final do século XIX, época em que circulavam aproximadamente 15 mil mensagens diárias, com velocidade de um quilômetro por minuto.
O serviço pneumático do Rio de Janeiro, único criado no Brasil, foi implantado, em 1910. Seu sistema era igual aos existentes em grandes estabelecimentos comerciais e bancos da época. Foi utilizado para transmitir mensagens urbanas urgentes, com custos menores que os dos serviços cobrados para os telegramas, até 1939.
A rede tubular pneumática do Rio de Janeiro começava no edifício dos Telégrafos, na Praça 15 de Novembro, passando pelo Correio Geral, na Rua 1º de março, e depois para a Sucursal da Av. Rio Branco. Da Sucursal saíam duas linhas, uma com estações na Lapa e no Palácio do Catete, até a Praça Duque de Caxias (Largo do Machado); outra com estações na Estrada de Ferro Central do Brasil (Estação Dom Pedro II) e Estácio de Sá, até São Cristovão, na Praça das Bandeiras, com um ramal para o Botafogo, sendo que a primeira carta-bilhete pneumática emitida no Brasil foi taxada em 300 réis. Em 1938 circularam as ultimas cartas pneumáticas, já com preço de $1000 réis e foram substituídas pelo Departamento dos Correios pelas "Carta-Telegrama".
Diga-se de passagem que este mesmo Serviço Pneumático de entrega de mensagens foi quem inspirou os sistemas pneumáticos que existem hoje dentro de muitos hospitais do mundo inteiro, para transporte rápido de pequenos volumes, frascos contendo material biológico e até mesmo alguns medicamentos.
A comunicação entre os homens foi evoluindo com grande rapidez, passando pelo telefone com fio, sem fio, celular, ferramentas desenvolvidas a partir da década de 80 para acompanhar a evolução dos computadores, satélites, e agora estamos nos comunicando rapidamente com as mídias sociais, especialmente com a agilidade, simplicidade e rapidez do Twitter.
Pessoalmente tive o privilégio de conhecer uma pessoa que usou o serviço pneumático do Rio de Janeiro em 1932 e hoje está começando, com ajuda de familiares a ensaiar os primeiros passos no Twitter, com toda a perplexidade que se possa imaginar.
A velocidade, a evolução e a maneira com que o homem se comunica ficam absolutamente claras quando nos damos conta da rapidez com que as coisas aconteceram na última metade do século XX, e estão acontecendo até os dias do hoje.
A evolução daqui para frente pode ser um delírio ou praticamente imprevisível.
A inspiração para escrever este post partiu de um artigo compilado por Reinaldo Jacob, contido na revista COFI nº Jan/Fev/Mar/ 2009.
Nesta época a comunicação dava-se pela batida de tambores, por meio de fumaça e, mais tarde, escrevendo cartas. Naquela época, as cartas eram cunhadas em pedras e era preciso que escravos as carregassem, e para isso, era necessário ter muito dinheiro.
Escrever cartas era um privilégio a que apenas alguns tinham direito. Além disso, havia necessidade de escribas, que eram homens que sabiam esculpir letras em pedra.
Posteriormente, as cartas tomaram forma de placas de argila e, mais tarde ainda, de rolos de papiro, o que foi uma grande evolução, pois eram muito mais leves para carregar.
Nos tempos mais remotos, tratava-se do selo no sentido mais amplo da palavra, isto é, como sinetes ou chancelas. O rei ou um mandatário apunha o seu selo. e, só se a carta em argila ou papiro estivesse selada, poderia seguir seu destino e arregimentar corredores, estafetas, postos militares, enfim, todo o complexo mecanismo necessário para que chegasse ao destinatário.
Com o correr do tempo, a correspondência deixou de ser privilégio de poucos, e. os nobres foram os primeiros a poder utilizar os correios reais depois dos soberanos.
No século XVI, ocorreu a grande mudança, por conta do Imperador germânico Maximiliano I, que concedeu a um nobre italiano, Francisco Tasso, o direito de transportar cartas.
Esta iniciativa é entendida por muitos como o início dos serviços de correio, e o seu sucesso abrangeu quase toda a Europa Continental. Curiosamente a Inglaterra não foi incluída, pois esta, sendo uma ilha e muito orgulhosa dessa condição, não se considerava parte do continente.
Na segunda metade do século XIX houve a primeira grande revolução no serviço de envio de mensagens com o desenvolvimento e implantação do Serviço Pneumático de entrega.
Tratava se do envio de mensagens, em cartas especiais impressas pelos Correios, numa espécie de cartucho, impulsionado por pressão ou sucção de ar, através de tubos de aço em longos percursos, para uma central de distribuição, e, novamente, direcionado para o destino.
Na época, essa modalidade de envio de mensagens postais estava muito difundida e em franco crescimento na Europa. Consta que Viena foi a primeira com projeto que teve seu início e finalização em 1875. Logo depois foi a vez de Berlim, em 1876; Praga, em 1899; Marselha e Paris, em 1910; e Munique, em 1921.
Em Buenos Aires, foi instalada a maior rede pneumática da América do Sul, numa extensão de 92 quilômetros. O projeto teve início em 1887, mas só foi finalizado no final do século XIX, época em que circulavam aproximadamente 15 mil mensagens diárias, com velocidade de um quilômetro por minuto.
O serviço pneumático do Rio de Janeiro, único criado no Brasil, foi implantado, em 1910. Seu sistema era igual aos existentes em grandes estabelecimentos comerciais e bancos da época. Foi utilizado para transmitir mensagens urbanas urgentes, com custos menores que os dos serviços cobrados para os telegramas, até 1939.
A rede tubular pneumática do Rio de Janeiro começava no edifício dos Telégrafos, na Praça 15 de Novembro, passando pelo Correio Geral, na Rua 1º de março, e depois para a Sucursal da Av. Rio Branco. Da Sucursal saíam duas linhas, uma com estações na Lapa e no Palácio do Catete, até a Praça Duque de Caxias (Largo do Machado); outra com estações na Estrada de Ferro Central do Brasil (Estação Dom Pedro II) e Estácio de Sá, até São Cristovão, na Praça das Bandeiras, com um ramal para o Botafogo, sendo que a primeira carta-bilhete pneumática emitida no Brasil foi taxada em 300 réis. Em 1938 circularam as ultimas cartas pneumáticas, já com preço de $1000 réis e foram substituídas pelo Departamento dos Correios pelas "Carta-Telegrama".
Diga-se de passagem que este mesmo Serviço Pneumático de entrega de mensagens foi quem inspirou os sistemas pneumáticos que existem hoje dentro de muitos hospitais do mundo inteiro, para transporte rápido de pequenos volumes, frascos contendo material biológico e até mesmo alguns medicamentos.
A comunicação entre os homens foi evoluindo com grande rapidez, passando pelo telefone com fio, sem fio, celular, ferramentas desenvolvidas a partir da década de 80 para acompanhar a evolução dos computadores, satélites, e agora estamos nos comunicando rapidamente com as mídias sociais, especialmente com a agilidade, simplicidade e rapidez do Twitter.
Pessoalmente tive o privilégio de conhecer uma pessoa que usou o serviço pneumático do Rio de Janeiro em 1932 e hoje está começando, com ajuda de familiares a ensaiar os primeiros passos no Twitter, com toda a perplexidade que se possa imaginar.
A velocidade, a evolução e a maneira com que o homem se comunica ficam absolutamente claras quando nos damos conta da rapidez com que as coisas aconteceram na última metade do século XX, e estão acontecendo até os dias do hoje.
A evolução daqui para frente pode ser um delírio ou praticamente imprevisível.
A inspiração para escrever este post partiu de um artigo compilado por Reinaldo Jacob, contido na revista COFI nº Jan/Fev/Mar/ 2009.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Chocolate: verdades, mitos e crendices
O chocolate é resultante da elaboração da fava do cacaueiro, que tem caroço e polpa. A composição do chocolate pode ter cacau, manteiga de cacau, leite, açúcar e outros elementos que podem ser acrescidos como passas, amendoim, avelãs, amêndoas etc.
O cacau contém substâncias chamadas fenóis ou flavonóides, os mesmos antioxidantes encontrados no vinho tinto. Estudos feitos na Universidade da Pensilvânia, mostram que consumidores diários de 30 a 50g de chocolate com alta concentração de cacau (56 a 85%, ou seja, chocolate amargo ou extra amargo) apresentam menores índices no sangue do chamado mau colesterol (fração LDL). No cérebro, o chocolate eleva os níveis de serotonina e feniletilamina melhorando o ânimo e disposição geral. O chocolate é uma boa fonte de energia e com alto nível calórico, dependendo da proporção da manteiga de cacau, açúcar ou leite. Cada 100g pode conter de 350 a 500 calorias e é aí que está o problema.
Algumas das crendices negativas do consumo de chocolate é com relação ao aparecimento de acne, pedras no rim, dores de cabeça, alergias, cárie dentária e tensão pré-menstrual. Estas evidências científicas da relação direta do consumo e esses problemas são fracas.
A cultura popular, com baixa constatação científica, considera o chocolate um afrodisíaco.por estarem geralmente associadas ao simples prazer sensual de seu consumo. Além do mais, a natureza doce e gordurosa do chocolate estimula o hipotálamo, induzindo sensações prazeirosas e elevando o nível de serotonina. Apesar de a serotonina ter efeitos prazeirosos, em excesso pode ser convertida em melatonina, que, por sua vez, reduz a libido. Além disso o chocolate tem substâncias que podem ativar receptores canabinóides, o que causa sensações de sensibilidade e euforia.
Na verdade, hábitos de vida pouco saudáveis como alimentação rica em gordura animal (colesterol), gorduras saturadas e gordura trans, sedentarismo, diabetes, obesidade abdominal, hipertensão arterial, etc. são os mais importantes fatores de risco para as doenças cardiovasculares.
Entretanro não se questiona o valor nutritivo do chocolate, pois contém proteínas, gorduras, cálcio, magnésio, ferro, zinco, caroteno, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12 e C. ácido gálico, epicatecina, e flavonóides com função cardioprotetora.
O consumo moderado de chocolate hoje é aceitável, e recomendável até 30 g por dia, de preferência preto e amargo compondo uma alimentação balanceada em calorias e nutrientes. Apesar dos benefícios descritos e do sabor muito agradável, ultrapassar os limites acaba por elevar a quantidade diária de calorias. Além disso, não é recomendável trocar as frutas e vegetais de uma refeição pelo chocolate.
Portanto não devemos ir aos extremos da proibição nem da liberação do uso do chocolate, e você pode usufruir de maneira positiva dos benefícios que ele pode lhe trazer, porém, temos que ter em mente que muitas verdades científicas de hoje podem mudar amanhã.
O chocolate é um alimento apreciado, pela imensa maioria das pessoas em todo o mundo, umas mais outras menos, mas todas acabam consumindo o chocolate. Por isto mesmo o chocolate é consumido de todas as formas possíveis e imagináveis como sólido, líquido, pastoso, quente, frio, gelado, com outros doces, com salgados, com frutas, amargo, branco escuro, mesclado, tabletes, barras, gotas, raspas enfim o chocolate vai até onde a imaginação permitir.
O chocolate é um dos "presentes" mais populares em festividades como dia dos Namorados, Natal e aniversários. Na Páscoa, ovos de chocolate são presentes populares e obrigatórios para as crianças.
Por todas estas caracteristicas e simbologias os Correios da França lançaram selos com aroma de chocolate, em mais uma iniciativa para tentar conter a queda no volume de cartas enviadas, em virtude da popularização do e-mail e de outros meios de comunicação na internet.
Por todas estas caracteristicas e simbologias os Correios da França lançaram selos com aroma de chocolate, em mais uma iniciativa para tentar conter a queda no volume de cartas enviadas, em virtude da popularização do e-mail e de outros meios de comunicação na internet.
Segundo a assessoria, essas iniciativas se inserem em um plano de modernização de produtos, com o objetivo de se aproximar mais dos hábitos dos franceses, ao tentar atrair os internautas e permitir a utilização do novo selo com sabor chocolate, vendido em todas as agências dos correios da França, é mais uma estratégia para atrair clientes. Além de enviar uma carta que terá um leve perfume de chocolate, a pessoa que colar o selo também sentirá o sabor do produto.

Os selos lançados, com dez imagens diferentes, retraçam a história do chocolate, a partir das favas de cacau originárias da América Central e da Amazônia à introdução do chocolate na corte do rei Charles V, no século XVI.
As imagens dos selos contam ainda que o chocolate era muito apreciado pelos reis franceses no Palácio de Versalhes e que o produto, durante muito tempo consumido apenas pelas pessoas ricas, se tornou popular no século XXIX, com o surgimento da indústria do chocolate.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Dificuldades de uso de PEP/RES no mundo
Projetos de PEP/RES em larga escala prometem muito, mas “entregam” pouco, de acordo com novo estudo da University College of London, após avaliarem várias publicações sobre o tema em todo o mundo. Eles descobriram que 50 a 80% dos projetos de RES falham, e quanto maior o projeto, maior a probabilidade de falhar a implementação. Quatro grandes observações foram concluídas pelo estudo:
1) RES podem prejudicar o trabalho clinico, embora sejam bons para a auditoria e o faturamento;
2) Registros em papel podem ser mais eficientes e flexíveis que computadores;
3) RES menores e localizados funcionam melhor;
4) Integração entre RES grandes jamais acontecerá de forma automática.
Os autores sugerem novas abordagens à implementação de RES que contemplem a variabilidade e flexibilidade exigidas pelo mundo real.
Em artigo intitulado "Porque ferramentas baratas e fáceis de usar em saúde conectada deveriam preceder os RES", o médico e fundador do Center for Connected Health, Joseph C. Kvedar, argumenta que começar a informatização da saúde pelos RES é admirável, mas terrivelmente ineficiente.
Além de ser muito caro e de difícil implementação, não vai atingir a maioria dos médicos que têm consultórios pequenos, e não existem evidências suficientes de que a sua ampla adoção melhore a qualidade da atenção médica ou diminua os custos. Então, é preciso procurar novas ferramentas via Internet e especialmente telefone ou smartfones, que aumentem a qualidade da atenção, e essas são ferramentas simples, que permitem, por exemplo, monitoração freqüente de níveis de pressão arterial e glicemia em pacientes hipertensos e diabéticos.
Muitos outros softwares simples conectados darão aos médicos uma alternativa mais simples, barata e fácil de usar do que os complexos registros médicos eletrônicos. Futuramente, esses dados enviados pelos pacientes deverão ser integrados ao RES.
Um outro levantamento publicado em março de 2009 na revista New England Journal of Medicine mostrou que apenas 1,5% dos hospitais americanos possuíam um sistema abrangente de Registro Eletrônico de Saúde (RES), ou seja, presente em todas as unidades clínicas, e que 7.6% adicionais possuíam um sistema mais simples (pelo menos em uma unidade).
Apenas 17% dos hospitais tinham prescrições eletrônicas, incluindo pedidos de exames, etc. As principais barreiras citadas foram altos custos de implementação e manutenção (76% e 44% das respostas, respectivamente), resistência dos médicos (36%), incertezas no ROI (32%) e falta de pessoal treinado em TI (30%) . Os autores sugerem estratégias baseadas em interoperabilidade, financiamento e treinamento da equipe de suporte, para aumentar o baixo uso de RES em hospitais americanos.
Pesquisa feita pela Deloitte junto aos consumidores na área de saúde dos EUA indica que apenas 9% possuem um registro eletrônico pessoal, mas 42% estão interessados em ter um e conectar-se on-line com seus médicos. 57% estão interessados em agendamento e prescrições on-line. Além disso, o levantamento determinou que 60% dos consumidores apóiam o estabelecimento de padrões de intercâmbio e armazenamento das informações médicas pelo governo, 42% favorecem o aumento de financiamento ao programa de incentivo de adoção de RES pelos médicos, hospitais e planos de saúde.
Por outro lado 63% estão interessados em equipamentos de monitoração doméstica de saúde.sendo que este interesse é particularmente alto entre idosos (78%) e portadores de doenças crônicas (75%).
Tudo isto não significa que o médico está alheio a necessidade de estar conectado, pois a necessidade de estar informado e com as informações mais recentes de seus pacientes é a prioridade, usando ferramentas simples, rápidas, baixo custo e sem necessidade de horas de treinamento.
Vejam estes tres exemplos.
Estudo feito em 2008 com 1832 médicos americanos mostrou que 60% deles participam de comunidades médicas virtuais, como a conhecida MedScape, do grupo WebMD, que tem 100.000 assinantes. Clínicos gerais jovens, de sexo feminino, que usam um PDA ou smartphone são os que mais participam, e geralmente entram on-line nos intervalos entre consultas. Seguramente estes dados em 2009 já devem ser totalmente diferentes, com inclusão das novas mídias sociais.
Segundo Health Care IT News dois terços dos médicos americanos possuem um smartphone, e a maioria os utiliza durante o atendimento médico, de 15 a 20 vezes por dia. A previsão do instituto de pesquisa de mercado é que a taxa de adoção subirá para 81% até 2012, quando se espera que todos os médicos utilizarão smartphones ao lado do estetoscópio.
O telefone celular pode ser uma arma importante para acelerar o diagnóstico de doenças graves. É o que mostra um estudo divulgado no final deo ano de 2009 pela Radiological Society of North America (RSNA) durante o seu congresso anual. Segundo a publicação, os profissionais da área puderam diagnosticar casos graves de apendicite aguda, mesmo estando a centenas de quilômetros de um hospital, com o uso de um handheld ou smartphone equipado com o software OsiriX Mobile.
A University of Virginia, , realizou exames de tomografia computadorizada, em 25 pacientes com dores abdominais, cujos dados criptografados foram submetidos a cinco especialistas que usaram IPhones 3GS com o software de visualização instalado e 99% dos casos foram identificados corretamente, num universo de 75 interpretações.
Se um radiologista não está disponível para interpretar a tomografia, o diagnóstico é postergado, o que aumenta os riscos para o paciente. Nesse ponto, o envio para o celular do médico acelera o processo, pois ele recebe o arquivo com qualidade pelo telefone.
Uma decisão crítica que poderia ajudar em todas estas questões é
a adoção de padrões para a comunicação, proteção e recuperação de dados, representação de conceitos, terminologias e armazenamento, sendo que este foi um fator essencial para o sucesso das iniciativas de Telemedicina e Telessaúde.
Portanto, se contarmos com padrões tecnológicos, operacionais e clínicos adequados, poderemos garantir que sistemas de diferentes fabricantes, construídos por diferentes grupos do País, consigam trocar informação de maneira efetiva, garantindo operação integrada e, ainda, a privacidade e o sigilo dos dados.
Nesse sentido, foram criados fóruns nacionais e internacionais como a ABNT/Comissão de Estudos Especiais de Informática em Saúde e a ISO TC 215.
A interoperabilidade é decisiva no desenvolvimento de sistemas eficientes e competentes na área da saúde, ressaltando igualmente a capacidade dos componentes desses sistemas serem substituíveis. Não se discute que um software deva ser interoperável e seguro, bem como deva proteger a privacidade do paciente.
Entretanto estas qualidades não são suficientes para produzir um sistema de boa qualidade. Fluidez dos dados, adoção de padrões abertos e plataformas que suportem diversas aplicações são características essenciais para a correta aplicação dos recursos financeiros aplicados em tecnologia da informação em saúde.
1) RES podem prejudicar o trabalho clinico, embora sejam bons para a auditoria e o faturamento;
2) Registros em papel podem ser mais eficientes e flexíveis que computadores;
3) RES menores e localizados funcionam melhor;
4) Integração entre RES grandes jamais acontecerá de forma automática.
Os autores sugerem novas abordagens à implementação de RES que contemplem a variabilidade e flexibilidade exigidas pelo mundo real.
Em artigo intitulado "Porque ferramentas baratas e fáceis de usar em saúde conectada deveriam preceder os RES", o médico e fundador do Center for Connected Health, Joseph C. Kvedar, argumenta que começar a informatização da saúde pelos RES é admirável, mas terrivelmente ineficiente.
Além de ser muito caro e de difícil implementação, não vai atingir a maioria dos médicos que têm consultórios pequenos, e não existem evidências suficientes de que a sua ampla adoção melhore a qualidade da atenção médica ou diminua os custos. Então, é preciso procurar novas ferramentas via Internet e especialmente telefone ou smartfones, que aumentem a qualidade da atenção, e essas são ferramentas simples, que permitem, por exemplo, monitoração freqüente de níveis de pressão arterial e glicemia em pacientes hipertensos e diabéticos.
Muitos outros softwares simples conectados darão aos médicos uma alternativa mais simples, barata e fácil de usar do que os complexos registros médicos eletrônicos. Futuramente, esses dados enviados pelos pacientes deverão ser integrados ao RES.
Um outro levantamento publicado em março de 2009 na revista New England Journal of Medicine mostrou que apenas 1,5% dos hospitais americanos possuíam um sistema abrangente de Registro Eletrônico de Saúde (RES), ou seja, presente em todas as unidades clínicas, e que 7.6% adicionais possuíam um sistema mais simples (pelo menos em uma unidade).
Apenas 17% dos hospitais tinham prescrições eletrônicas, incluindo pedidos de exames, etc. As principais barreiras citadas foram altos custos de implementação e manutenção (76% e 44% das respostas, respectivamente), resistência dos médicos (36%), incertezas no ROI (32%) e falta de pessoal treinado em TI (30%) . Os autores sugerem estratégias baseadas em interoperabilidade, financiamento e treinamento da equipe de suporte, para aumentar o baixo uso de RES em hospitais americanos.
Pesquisa feita pela Deloitte junto aos consumidores na área de saúde dos EUA indica que apenas 9% possuem um registro eletrônico pessoal, mas 42% estão interessados em ter um e conectar-se on-line com seus médicos. 57% estão interessados em agendamento e prescrições on-line. Além disso, o levantamento determinou que 60% dos consumidores apóiam o estabelecimento de padrões de intercâmbio e armazenamento das informações médicas pelo governo, 42% favorecem o aumento de financiamento ao programa de incentivo de adoção de RES pelos médicos, hospitais e planos de saúde.
Por outro lado 63% estão interessados em equipamentos de monitoração doméstica de saúde.sendo que este interesse é particularmente alto entre idosos (78%) e portadores de doenças crônicas (75%).
Tudo isto não significa que o médico está alheio a necessidade de estar conectado, pois a necessidade de estar informado e com as informações mais recentes de seus pacientes é a prioridade, usando ferramentas simples, rápidas, baixo custo e sem necessidade de horas de treinamento.
Vejam estes tres exemplos.
Estudo feito em 2008 com 1832 médicos americanos mostrou que 60% deles participam de comunidades médicas virtuais, como a conhecida MedScape, do grupo WebMD, que tem 100.000 assinantes. Clínicos gerais jovens, de sexo feminino, que usam um PDA ou smartphone são os que mais participam, e geralmente entram on-line nos intervalos entre consultas. Seguramente estes dados em 2009 já devem ser totalmente diferentes, com inclusão das novas mídias sociais.
Segundo Health Care IT News dois terços dos médicos americanos possuem um smartphone, e a maioria os utiliza durante o atendimento médico, de 15 a 20 vezes por dia. A previsão do instituto de pesquisa de mercado é que a taxa de adoção subirá para 81% até 2012, quando se espera que todos os médicos utilizarão smartphones ao lado do estetoscópio.
O telefone celular pode ser uma arma importante para acelerar o diagnóstico de doenças graves. É o que mostra um estudo divulgado no final deo ano de 2009 pela Radiological Society of North America (RSNA) durante o seu congresso anual. Segundo a publicação, os profissionais da área puderam diagnosticar casos graves de apendicite aguda, mesmo estando a centenas de quilômetros de um hospital, com o uso de um handheld ou smartphone equipado com o software OsiriX Mobile.
A University of Virginia, , realizou exames de tomografia computadorizada, em 25 pacientes com dores abdominais, cujos dados criptografados foram submetidos a cinco especialistas que usaram IPhones 3GS com o software de visualização instalado e 99% dos casos foram identificados corretamente, num universo de 75 interpretações.
Se um radiologista não está disponível para interpretar a tomografia, o diagnóstico é postergado, o que aumenta os riscos para o paciente. Nesse ponto, o envio para o celular do médico acelera o processo, pois ele recebe o arquivo com qualidade pelo telefone.
Uma decisão crítica que poderia ajudar em todas estas questões é
a adoção de padrões para a comunicação, proteção e recuperação de dados, representação de conceitos, terminologias e armazenamento, sendo que este foi um fator essencial para o sucesso das iniciativas de Telemedicina e Telessaúde.
Portanto, se contarmos com padrões tecnológicos, operacionais e clínicos adequados, poderemos garantir que sistemas de diferentes fabricantes, construídos por diferentes grupos do País, consigam trocar informação de maneira efetiva, garantindo operação integrada e, ainda, a privacidade e o sigilo dos dados.
Nesse sentido, foram criados fóruns nacionais e internacionais como a ABNT/Comissão de Estudos Especiais de Informática em Saúde e a ISO TC 215.
A interoperabilidade é decisiva no desenvolvimento de sistemas eficientes e competentes na área da saúde, ressaltando igualmente a capacidade dos componentes desses sistemas serem substituíveis. Não se discute que um software deva ser interoperável e seguro, bem como deva proteger a privacidade do paciente.
Entretanto estas qualidades não são suficientes para produzir um sistema de boa qualidade. Fluidez dos dados, adoção de padrões abertos e plataformas que suportem diversas aplicações são características essenciais para a correta aplicação dos recursos financeiros aplicados em tecnologia da informação em saúde.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Café: verdades, mitos e crendices
Um estudo publicado no The American Journal of Cardiology associa o consumo de café a um menor risco de morte por doença cardíaca coronariana e menores chances de desenvolver doença cardíaca valvar.
De acordo com os pesquisadores, os resultados se alinham com um recente estudo epidemiológico que sugere forte efeito protetor da bebida em idosos sem hipertensão.
Os resultados indicaram que o consumo de café reduziu em 43% os riscos de morte por doença cardíaca coronariana. E, segundo os pesquisadores, essa redução nos riscos parecia ser causada pela relação inversa entre o consumo de cafeína e o desenvolvimento ou progressão de doença cardíaca valvar.
É sempre importante lembrar, porém, que o consumo de café em excesso é associado diversos problemas, como os gastrointestinais. E alguns estudos indicam que o excesso pode ter o efeito contrário ao apresentado pela pesquisa, podendo aumentar a pressão e, conseqüentemente, o risco cardíaco.
O café não é remédio, mas a comunidade médica-científica já considera a planta como funcional (previne doenças mantendo a saúde) ou mesmo nutracêutica (nutricional e farmacêutico). Isso porque o café não possui apenas cafeína, mas também potássio, zinco, ferro, magnésio e diversos outros minerais, embora em pequenas quantidades. O grão do café também possui aminoácidos, proteínas, lipídeos, além de açúcares e polissacarídeos. Mas, o principal segredo: possui uma enorme quantidade de polifenóis antioxidantes, chamados ácidos clorogênicos. Durante a torra do café, esses ácidos clorogênicos formam novos compostos bioativos: os quinídeos. É nessa etapa também que as proteínas, aminoácidos, lipídeos e açúcares formam os quase mil compostos voláteis responsáveis pelo aroma característico do café. É toda essa composição que faz do café uma bebida natural e saudável.
Esta é a opinião do Prof. Dr. Darcy Roberto Lima Ph.D em Medicina pela Universidade de Londres, médico, escritor e professor do Instituto de Neurologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Diretor Associado de Pesquisas, ICS, Vanderbilt University, TN, USA, dedica-se a pesquisar os efeitos do café na saúde humana há mais de 20 anos.
A Associação Brasileira da Indústria do Café também fornece informações e artigos bastante interessantes sobre o café.
O instituto do Coração de São Paulo também criou a Unidade Café e Coração do InCor do HC FMUSP sob a responsabilidade do Prof. Dr. Luis Machado Cesar, que também vale a pena dar uma olhada.
De qualquer forma após a leitura destes artigos e tantos outros disponíveis vamos chegar à conclusão que o café, se tomado de forma moderada é um alimento precioso e contribui para um bom estado de saúde.
Em tempos de sustentabilidade, conservação do planeta, aquecimento global, etc. gostaria de deixar para reflexão, recente artigo veiculado pela imprensa leiga, que dá conta que uma empresa de Taiwan conseguiu transformar o resto do pó de café, que nos chamamos de "borra"e fica depositado no filtro, em tecidos e portanto em roupas.
A novidade é da Singtex Industrial Co e pode ser vista clicando aqui e chama-se S.Cafe.
A fórmula para produção era pesquisada há, pelo menos, quatro anos, por três cientistas e pelo diretor geral do grupo, Jansen Chen, que teve a idéia de fazer o tecido enquanto fazia uma "pausa para o café".
Chen afirmou em coletiva de imprensa que uma xícara de café pode ser transformada em duas camisetas.
Patenteado em Taiwan, Estados Unidos, Japão e China, o S.Café teria ainda outras vantagens, além de ser ecologicamente correto, ele secaria mais rápido, ofereceria proteção contra raios UV e controle de odores, de acordo com a nota do fabricante.
Mensalmente, a Singtex coleta cerca e 300 a 400 quilos de pó usado de café da rede Starbucks para transformá-los em tecido.
Não é o primeiro material inusitado usado pela empresa. A Singtex fabrica roupas a partir de garrafas pet e coco.
Tecnologia pura do século XXI, e o assunto pode gerar Controvérsias, Dúvidas, mas seguramente não é Bobagem.
De acordo com os pesquisadores, os resultados se alinham com um recente estudo epidemiológico que sugere forte efeito protetor da bebida em idosos sem hipertensão.
Os resultados indicaram que o consumo de café reduziu em 43% os riscos de morte por doença cardíaca coronariana. E, segundo os pesquisadores, essa redução nos riscos parecia ser causada pela relação inversa entre o consumo de cafeína e o desenvolvimento ou progressão de doença cardíaca valvar.
É sempre importante lembrar, porém, que o consumo de café em excesso é associado diversos problemas, como os gastrointestinais. E alguns estudos indicam que o excesso pode ter o efeito contrário ao apresentado pela pesquisa, podendo aumentar a pressão e, conseqüentemente, o risco cardíaco.
O café não é remédio, mas a comunidade médica-científica já considera a planta como funcional (previne doenças mantendo a saúde) ou mesmo nutracêutica (nutricional e farmacêutico). Isso porque o café não possui apenas cafeína, mas também potássio, zinco, ferro, magnésio e diversos outros minerais, embora em pequenas quantidades. O grão do café também possui aminoácidos, proteínas, lipídeos, além de açúcares e polissacarídeos. Mas, o principal segredo: possui uma enorme quantidade de polifenóis antioxidantes, chamados ácidos clorogênicos. Durante a torra do café, esses ácidos clorogênicos formam novos compostos bioativos: os quinídeos. É nessa etapa também que as proteínas, aminoácidos, lipídeos e açúcares formam os quase mil compostos voláteis responsáveis pelo aroma característico do café. É toda essa composição que faz do café uma bebida natural e saudável.
Esta é a opinião do Prof. Dr. Darcy Roberto Lima Ph.D em Medicina pela Universidade de Londres, médico, escritor e professor do Instituto de Neurologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Diretor Associado de Pesquisas, ICS, Vanderbilt University, TN, USA, dedica-se a pesquisar os efeitos do café na saúde humana há mais de 20 anos.
A Associação Brasileira da Indústria do Café também fornece informações e artigos bastante interessantes sobre o café.
O instituto do Coração de São Paulo também criou a Unidade Café e Coração do InCor do HC FMUSP sob a responsabilidade do Prof. Dr. Luis Machado Cesar, que também vale a pena dar uma olhada.
De qualquer forma após a leitura destes artigos e tantos outros disponíveis vamos chegar à conclusão que o café, se tomado de forma moderada é um alimento precioso e contribui para um bom estado de saúde.
Em tempos de sustentabilidade, conservação do planeta, aquecimento global, etc. gostaria de deixar para reflexão, recente artigo veiculado pela imprensa leiga, que dá conta que uma empresa de Taiwan conseguiu transformar o resto do pó de café, que nos chamamos de "borra"e fica depositado no filtro, em tecidos e portanto em roupas.
A novidade é da Singtex Industrial Co e pode ser vista clicando aqui e chama-se S.Cafe.
A fórmula para produção era pesquisada há, pelo menos, quatro anos, por três cientistas e pelo diretor geral do grupo, Jansen Chen, que teve a idéia de fazer o tecido enquanto fazia uma "pausa para o café".
Chen afirmou em coletiva de imprensa que uma xícara de café pode ser transformada em duas camisetas.
Patenteado em Taiwan, Estados Unidos, Japão e China, o S.Café teria ainda outras vantagens, além de ser ecologicamente correto, ele secaria mais rápido, ofereceria proteção contra raios UV e controle de odores, de acordo com a nota do fabricante.
Mensalmente, a Singtex coleta cerca e 300 a 400 quilos de pó usado de café da rede Starbucks para transformá-los em tecido.
Não é o primeiro material inusitado usado pela empresa. A Singtex fabrica roupas a partir de garrafas pet e coco.
Tecnologia pura do século XXI, e o assunto pode gerar Controvérsias, Dúvidas, mas seguramente não é Bobagem.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Médico, operário do século XXI
Algumas vezes tentei escrever sobre a decadência ou o desaparecimento do médico como profissional liberal. Desde a década de 80 que o médico assumiu a condição de “operário da saúde”, ficando a mercê do interesse do capital no que diz respeito à remuneração pelo seu trabalho. Aos poucos ele foi assumindo este novo status, até que finalmente se acomodou e se acostumou com esta nova situação. As entidades de classe são inoperantes, pois muitos dos seus dirigentes estão preocupados com suas carreiras dentro da vida política municipal, estadual e federal e estão se esquecendo de suas obrigações primeiras com seus pares por quem foram eleitos, para se dedicar as necessidades do médico e da medicina.
Às vezes em momentos de indignação, o médico convocado por entidades de classe, resolve fazer uma passeata (e interditar a Av. Paulista) reivindicando aumento da sua consulta de trinta e poucos para quarenta e dois reais. Ora, isto tudo sempre me pareceu tão ridículo que todas as vezes que tentei escrever sobre o assunto, uma dose de indignação sempre comprometeu a coerência e a lucidez da pretensa escrita. Então desisti.
Poucas vezes encontrei relatos com tamanha semelhança ao meu pensamento com relação a questão em pauta. O Dr. Drauzio Varella, mostra o lado cruel e muito sensível no texto que publicou no seu blog “Médicos versus planos de saúde" , que é, como eu penso, um dedo numa ferida aberta, desde quando se enfrentam os médicos contra as fontes pagadoras e infelizmente até mesmo instituições de saúde consideradas tradicionais o que reproduz o conflito entre a necessidade e a vontade. Com a licença do Drauzio, seguem aí as palavras que ele juntou, num brilhante texto, para falar um pouco do seu sentimento:
“Médicos que vivem da clínica particular são aves raríssimas. Mais de 97% prestam serviços aos planos de saúde e recebem de R$ 8 a R$ 32 por consulta. Em média, R$ 20. Os responsáveis pelos planos de saúde alegam que os avanços tecnológicos encarecem a assistência médica de tal forma que fica impossível aumentar a remuneração sem repassar os custos para os usuários já sobrecarregados. Os sindicatos e os conselhos de medicina desconfiam seriamente de tal justificativa, uma vez que as empresas não lhes permitem acesso às planilhas de custos.Tempos atrás, a Fipe realizou um levantamento do custo de um consultório-padrão, alugado por R$ 750 num prédio cujo condomínio custasse apenas R$ 150 e que pagasse os seguintes salários: R$ 650 à atendente, R$ 600 a uma auxiliar de enfermagem, R$ 275 à faxineira e R$ 224 ao contador. Somados os encargos sociais (correspondentes a 65% dos salários), os benefícios, as contas de luz, água, gás e telefone, impostos e taxas da prefeitura, gastos com a conservação do imóvel, material de consumo, custos operacionais e aqueles necessários para a realização da atividade profissional, esse consultório-padrão exigiria R$ 5.179,62 por mês para sua manutenção.Voltemos às consultas, razão de existirem os consultórios médicos. Em princípio, cada consulta pode gerar de zero a um ou mais retornos para trazer os resultados dos exames pedidos. Os técnicos calculam que 50% a 60% das consultas médicas geram retornos pelos quais os convênios e planos de saúde não desembolsam um centavo sequer. Façamos a conta: a R$ 20 em média por consulta, para cobrir os R$ 5.179,62 é preciso atender 258 pessoas por mês. Como cerca de metade delas retorna com os resultados, serão necessários: 258 + 129 = 387 atendimentos mensais unicamente para cobrir as despesas obrigatórias. Como o número médio de dias úteis é de 21,5 por mês, entre consultas e retornos deverão ser atendidas 18 pessoas por dia!Se ele pretender ganhar R$ 5.000 por mês (dos quais serão descontados R$ 1.402 de impostos) para compensar os seis anos de curso universitário em tempo integral pago pela maioria que não tem acesso às universidades públicas, os quatro anos de residência e a necessidade de atualização permanente, precisará atender 36 clientes todos os dias, de segunda a sexta-feira. Ou seja, a média de 4,5 por hora, num dia de oito horas ininterruptas.Por isso, os usuários dos planos de saúde se queixam: "Os médicos não examinam mais a gente"; "O médico nem olhou a minha cara, ficou de cabeça baixa preenchendo o pedido de exames enquanto eu falava”; "Minha consulta durou cinco minutos". É possível exercer a profissão com competência nessa velocidade? Com a experiência de quem atende doentes há quase 40 anos, posso garantir-lhes que não é. O bom exercício da medicina exige, além do exame físico cuidadoso, observação acurada, atenção à história da moléstia, à descrição dos sintomas, aos fatores de melhora e piora, uma análise, ainda que sumária, das condições de vida e da personalidade do paciente. Levando em conta, ainda, que os seres humanos costumam ser pouco objetivos ao relatar seus males, cabe ao profissional orientá-los a fazê-lo com mais precisão para não omitir detalhes fundamentais. A probabilidade de cometer erros graves aumenta perigosamente quando avaliamos quadros clínicos complexos entre dez e 15 minutos.O que os empresários dos planos de saúde parecem não enxergar é que, embora consigam mão-de-obra barata - graças à proliferação de faculdades de medicina que privilegiou números em detrimento da qualidade -, acabam perdendo dinheiro ao pagar honorários tão insignificantes: médicos que não dispõem de tempo a "perder" com as queixas e o exame físico dos pacientes, pedem exames desnecessários. Tossiu? Raios X de tórax. O resultado veio normal? Tomografia computadorizada. É mais rápido do que considerar as características do quadro, dar explicações detalhadas e observar a evolução. E tem boa chance de deixar o doente com a impressão de que está sendo cuidado. A economia no preço da consulta resulta em contas astronômicas pagas aos hospitais, onde vão parar os pacientes por falta de diagnóstico precoce, aos laboratórios e serviços de radiologia, cujas redes se expandem a olhos vistos pelas cidades brasileiras. Por essa razão, os concursos para residência de especialidades que realizam procedimentos e exames subsidiários estão cada vez mais concorridos, enquanto os de clínica e cirurgia são desprestigiados.Aos médicos, que atendem a troco de tão pouco, só resta a alternativa de explicar à população que é tarefa impossível trabalhar nessas condições e edir descredenciamento em massa dos planos que oferecem remuneração vil. É mais respeitoso com a medicina procurar outros meios de ganhar a vida do que universalizar o cinismo injustificável do "eles fingem que pagam, a gente finge que atende". O usuário, ao contratar um plano de saúde, deve sempre perguntar quanto receberão por consulta os profissionais cujos nomes constam da lista de conveniados. Longe de mim desmerecer qualquer tipo de trabalho, mas eu teria medo de ser atendido por um médico que vai receber bem menos do que um encanador cobra para desentupir o banheiro da minha casa. Sinceramente”.
Às vezes em momentos de indignação, o médico convocado por entidades de classe, resolve fazer uma passeata (e interditar a Av. Paulista) reivindicando aumento da sua consulta de trinta e poucos para quarenta e dois reais. Ora, isto tudo sempre me pareceu tão ridículo que todas as vezes que tentei escrever sobre o assunto, uma dose de indignação sempre comprometeu a coerência e a lucidez da pretensa escrita. Então desisti.
Poucas vezes encontrei relatos com tamanha semelhança ao meu pensamento com relação a questão em pauta. O Dr. Drauzio Varella, mostra o lado cruel e muito sensível no texto que publicou no seu blog “Médicos versus planos de saúde" , que é, como eu penso, um dedo numa ferida aberta, desde quando se enfrentam os médicos contra as fontes pagadoras e infelizmente até mesmo instituições de saúde consideradas tradicionais o que reproduz o conflito entre a necessidade e a vontade. Com a licença do Drauzio, seguem aí as palavras que ele juntou, num brilhante texto, para falar um pouco do seu sentimento:
“Médicos que vivem da clínica particular são aves raríssimas. Mais de 97% prestam serviços aos planos de saúde e recebem de R$ 8 a R$ 32 por consulta. Em média, R$ 20. Os responsáveis pelos planos de saúde alegam que os avanços tecnológicos encarecem a assistência médica de tal forma que fica impossível aumentar a remuneração sem repassar os custos para os usuários já sobrecarregados. Os sindicatos e os conselhos de medicina desconfiam seriamente de tal justificativa, uma vez que as empresas não lhes permitem acesso às planilhas de custos.Tempos atrás, a Fipe realizou um levantamento do custo de um consultório-padrão, alugado por R$ 750 num prédio cujo condomínio custasse apenas R$ 150 e que pagasse os seguintes salários: R$ 650 à atendente, R$ 600 a uma auxiliar de enfermagem, R$ 275 à faxineira e R$ 224 ao contador. Somados os encargos sociais (correspondentes a 65% dos salários), os benefícios, as contas de luz, água, gás e telefone, impostos e taxas da prefeitura, gastos com a conservação do imóvel, material de consumo, custos operacionais e aqueles necessários para a realização da atividade profissional, esse consultório-padrão exigiria R$ 5.179,62 por mês para sua manutenção.Voltemos às consultas, razão de existirem os consultórios médicos. Em princípio, cada consulta pode gerar de zero a um ou mais retornos para trazer os resultados dos exames pedidos. Os técnicos calculam que 50% a 60% das consultas médicas geram retornos pelos quais os convênios e planos de saúde não desembolsam um centavo sequer. Façamos a conta: a R$ 20 em média por consulta, para cobrir os R$ 5.179,62 é preciso atender 258 pessoas por mês. Como cerca de metade delas retorna com os resultados, serão necessários: 258 + 129 = 387 atendimentos mensais unicamente para cobrir as despesas obrigatórias. Como o número médio de dias úteis é de 21,5 por mês, entre consultas e retornos deverão ser atendidas 18 pessoas por dia!Se ele pretender ganhar R$ 5.000 por mês (dos quais serão descontados R$ 1.402 de impostos) para compensar os seis anos de curso universitário em tempo integral pago pela maioria que não tem acesso às universidades públicas, os quatro anos de residência e a necessidade de atualização permanente, precisará atender 36 clientes todos os dias, de segunda a sexta-feira. Ou seja, a média de 4,5 por hora, num dia de oito horas ininterruptas.Por isso, os usuários dos planos de saúde se queixam: "Os médicos não examinam mais a gente"; "O médico nem olhou a minha cara, ficou de cabeça baixa preenchendo o pedido de exames enquanto eu falava”; "Minha consulta durou cinco minutos". É possível exercer a profissão com competência nessa velocidade? Com a experiência de quem atende doentes há quase 40 anos, posso garantir-lhes que não é. O bom exercício da medicina exige, além do exame físico cuidadoso, observação acurada, atenção à história da moléstia, à descrição dos sintomas, aos fatores de melhora e piora, uma análise, ainda que sumária, das condições de vida e da personalidade do paciente. Levando em conta, ainda, que os seres humanos costumam ser pouco objetivos ao relatar seus males, cabe ao profissional orientá-los a fazê-lo com mais precisão para não omitir detalhes fundamentais. A probabilidade de cometer erros graves aumenta perigosamente quando avaliamos quadros clínicos complexos entre dez e 15 minutos.O que os empresários dos planos de saúde parecem não enxergar é que, embora consigam mão-de-obra barata - graças à proliferação de faculdades de medicina que privilegiou números em detrimento da qualidade -, acabam perdendo dinheiro ao pagar honorários tão insignificantes: médicos que não dispõem de tempo a "perder" com as queixas e o exame físico dos pacientes, pedem exames desnecessários. Tossiu? Raios X de tórax. O resultado veio normal? Tomografia computadorizada. É mais rápido do que considerar as características do quadro, dar explicações detalhadas e observar a evolução. E tem boa chance de deixar o doente com a impressão de que está sendo cuidado. A economia no preço da consulta resulta em contas astronômicas pagas aos hospitais, onde vão parar os pacientes por falta de diagnóstico precoce, aos laboratórios e serviços de radiologia, cujas redes se expandem a olhos vistos pelas cidades brasileiras. Por essa razão, os concursos para residência de especialidades que realizam procedimentos e exames subsidiários estão cada vez mais concorridos, enquanto os de clínica e cirurgia são desprestigiados.Aos médicos, que atendem a troco de tão pouco, só resta a alternativa de explicar à população que é tarefa impossível trabalhar nessas condições e edir descredenciamento em massa dos planos que oferecem remuneração vil. É mais respeitoso com a medicina procurar outros meios de ganhar a vida do que universalizar o cinismo injustificável do "eles fingem que pagam, a gente finge que atende". O usuário, ao contratar um plano de saúde, deve sempre perguntar quanto receberão por consulta os profissionais cujos nomes constam da lista de conveniados. Longe de mim desmerecer qualquer tipo de trabalho, mas eu teria medo de ser atendido por um médico que vai receber bem menos do que um encanador cobra para desentupir o banheiro da minha casa. Sinceramente”.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
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